Quarta-feira, Março 18, 2009

ABRAM ALAS PARA A NÓDOA


Como não percebo como é que a banca pode fazer o jeito a quem se atola de dívidas em virtude do desemprego, e nem garantias possui, nem percebo que fortaleza orçamental tem o país para esta multiplicação dos pães, presumo que a única solução é que o dinheiro português dos políticos e dos amigalhaços, posto em descanso nos offshores por décadas, está já a caminho de Portugal para 'alavancar' a nova maioria absoluta do absoluto Caudilho. Como? Assim, com mirabolâncias de espantar. Muitos socialistas apaixonados, que votam por clubite, indispostos para a realidade e sem quaisquer argumentos que protejam as costas a um governo devastador do ponto de vista social, aguardam ansiosamente pelos pacotes de medidas avulsas, esganiçadas pomposamente pelo PM no sítio aviltado do costume, o Parlamento. Hoje é um bom dia para eles, enquanto dura. Tem sido hábito da legislatura fazer anúncios fanfarrões, que liquidam e menoscabam as oposições bota-abaixistas e quantas vezes as plagiam, mas depois percebe-se que o espectáculo, o anúncio, com direito a croquetes, só terá efeito em 2010 ou 2012. De esta vez, parece de efeito imediato. Mas a pergunta fica: como é possível orçamentalmente operacionalizar tudo isto? Que critérios chavistas adoptará o funcionário do partido, o tal provedor, quando negociar o corte em 50% das prestações com habitação e com as necessidades dos estudantes cujos pais estejam no desemprego?! Obedecerá tal generosa benesse à lógica do crachá e da implícita contrapartida electiva?, que é no fundo o que traveja os negócios casuísticos de apoio a certas médias pequenas e empresas resumíveis na frase lapidar da legislatura, da lavra do secretário de Estado Castro Guerra «“Faça-me chegar ao gabinete o seu caso pessoal e logo se resolverá”.» DúvidasPelo modo como este PS do vil metal faz as coisas só é possível temer o pior e dizê-lo, à cautela: «As famílias com desempregados vão ter uma redução de 50 por cento na prestação do crédito à habitação. A medida faz parte de um pacote apresentado hoje pelo primeiro-ministro, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, que visa apoiar as famílias durante este período extraordinário de crise. José Sócrates anunciou, ainda, a criação de um provedor do crédito e ajudas extra para os estudantes cujos pais estejam no desemprego».

2 comentários:

Daniel Santos disse...

Mas a pergunta fica: como é possível orçamentalmente operacionalizar tudo isto?

Já conversamos que existem sectores que não são para dar lucro.

Anónimo disse...

Pois é, mas depois anunciam que os «auxiliados» nas prestações da casa terão de repor TUDO a partir de 2012...

Com democratas destes, quem precisa de ladrões?