ABRAM ALAS PARA A NÓDOA

Como não percebo como é que a banca pode fazer o jeito a quem se atola de dívidas em virtude do desemprego, e nem garantias possui, nem percebo que fortaleza orçamental tem o país para esta multiplicação dos pães, presumo que a única solução é que o dinheiro português dos políticos e dos amigalhaços, posto em descanso nos offshores por décadas, está já a caminho de Portugal para 'alavancar' a nova maioria absoluta do absoluto Caudilho. Como? Assim, com mirabolâncias de espantar. Muitos socialistas apaixonados, que votam por clubite, indispostos para a realidade e sem quaisquer argumentos que protejam as costas a um governo devastador do ponto de vista social, aguardam ansiosamente pelos pacotes de medidas avulsas, esganiçadas pomposamente pelo PM no sítio aviltado do costume, o Parlamento. Hoje é um bom dia para eles, enquanto dura. Tem sido hábito da legislatura fazer anúncios fanfarrões, que liquidam e menoscabam as oposições bota-abaixistas e quantas vezes as plagiam, mas depois percebe-se que o espectáculo, o anúncio, com direito a croquetes, só terá efeito em 2010 ou 2012. De esta vez, parece de efeito imediato. Mas a pergunta fica: como é possível orçamentalmente operacionalizar tudo isto? Que critérios chavistas adoptará o funcionário do partido, o tal provedor, quando negociar o corte em 50% das prestações com habitação e com as necessidades dos estudantes cujos pais estejam no desemprego?! Obedecerá tal generosa benesse à lógica do crachá e da implícita contrapartida electiva?, que é no fundo o que traveja os negócios casuísticos de apoio a certas médias pequenas e empresas resumíveis na frase lapidar da legislatura, da lavra do secretário de Estado Castro Guerra «“Faça-me chegar ao gabinete o seu caso pessoal e logo se resolverá”.» DúvidasPelo modo como este PS do vil metal faz as coisas só é possível temer o pior e dizê-lo, à cautela: «As famílias com desempregados vão ter uma redução de 50 por cento na prestação do crédito à habitação. A medida faz parte de um pacote apresentado hoje pelo primeiro-ministro, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, que visa apoiar as famílias durante este período extraordinário de crise. José Sócrates anunciou, ainda, a criação de um provedor do crédito e ajudas extra para os estudantes cujos pais estejam no desemprego».
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Comments
Já conversamos que existem sectores que não são para dar lucro.
Com democratas destes, quem precisa de ladrões?