Sexta-feira, Março 06, 2009

BARDO ALEGRE, O FARDO DA HIPÓTESE


A necessidade de desintoxicar a Política dos interesses que a penetram, das mentiras que a revestem e que ela pratica a fim de, para proveito minoritário de alguns espertos, manter anestesiado e democraticamente anémico todo um povo, enquanto se cevam minoritariamente esses mesmos espertos da 'democracia', justifica quinhentos movimentos como o de Alegre, fora os 'ses' de Alegre, claro. São esses 'ses' que mantêm tudo tão fusco e mal frequentado como tem estado até ao presente e fazem da legislatura que declina o Titanic tecnocrático por excelência. Degradando-se a economia, deprimindo-se as gentes, vistos estes trinta e cinco anos de erros estruturais: asfalto, shoppings e pobrezas de espírito, o País tem uma necessidade fisiológica de crivar de si a esterqueira dos que alojam anti-patrioticamente a sua idiotia rapinante na alternância do Centrão. Sangue novo e nova gente, ideias mais palpáveis e construtivas, menos os tiques Candal, com fodinhas inclusas e sorrisos alarves, e mais convergências finalmente interpartidárias altruístas, generosas, em favor de massas, a pouco e pouco aflitas, como o homem de quarenta e cinco anos que, envergonhadíssimo, vi levar um microondas para a loja de usados e depois regressar com ele, notoriamente em dificuldades desenhadas no rosto: um ar atónito onde o pasmo consigo mesmo avultava, como se não pudesse acreditar ter chegado àquele ponto. Alegre já deu entrevistas a mais com o nada como fruto. Rasgar a mancha de unanimismo espúrio e alienado no seio do PS siciliano que vemos emergir em torno do grande Condottiero, esse PS Trauliteiro e Infecto de ASS, de Maria de Lurdes, a horrenda sapateira a tocar rabecão na 5 de Outubro, o PS de Margarida-gestapo-Moreira e de Valter virgolino Lemos. Alegre é clamorosamente urgente, mas não passa de uma negaça à mesma urgência: «Se a lei permitisse, Manuel Alegre avançava com o seu movimento de cidadãos para se candidatar às próximas legislativas, admitiu o próprio deputado do PS em entrevista ao semanário "Expresso", com excertos já divulgados "online". Segundo Alegre, candidatava-se “com o MIC [Movimento de Intervenção e Cidadania] e com uma plataforma cívica alargada”. No entanto, a sua posição não seria ser contra o PS, até porque uma iniciativa destas seria pela “renovação da democracia e pelo próprio PS” -- porque isso iria abrir um “espaço que forçaria a renovação da vida política dos próprios partidos”, disse o deputado, que é vice-presidente da Assembleia da República.Manuel Alegre candidatou-se à revelia do partido às presidendicias de 2006, onde obteve mais de um milhão de votos, e tem vindo a desvincular-se da linha governativa do PS de José Sócrates. Para além de ter divergido do resto do partido em votações na assembleia da República, Alegre é uma figura central do Fórum de Esquerdas, associado a políticos como Francisco Louçã e a várias personalidades independentes.»

2 comentários:

antonio - o implume disse...

O Manel não voltará mais a estar à revelia. Ele quer ser presidente da república...

Planetas - Bruno disse...

Pretenso guardião da esquerda autêntica e milagrosa, uma espécie de trovador tocado pela graça suprema, mais do que pregar politica virtuosas, prefere dedicar as suas artes a apontar o dedo aos fariseus usurpadores da divindade Socialista!
Trilha insanamente ruas e ruelas, sempre na companhia da sua sempre fiel e devota ajudante, a quem nunca lhe falha a voz nem a vontade de manifestar o seu incondicional apoio e infinita admiração pelo seu complacente fidalgo.

MA e HR claro está...

Abraço