BE OU COMO ALIJAR ELEITORADO


O paleio eleitoral do BE para o Parlamento Europeu tem-se revelado irrealístico, basicamente uma cedência aos elementos radicais que o incluem, ao clamarem, no seu programa, pela saída da NATO por parte de Portugal e outras fantasias revolucionárias anacrónicas subliminares. Mas esta gente quer ou não quer que a sua base de apoio se alargue e consolide? São eles os melhores caracterizadores dos males profundos de um certo capitalismo selvático e suicidário que redundou nesta Crise: a tónica posta no dessoramento ético pelo dinheiro fácil e pelos atropelos ao trabalho e à dignidade humana pelo Lucro desumano, quer no plano interno, quer no plano externo, é justamente o que uma espessa maioria de cidadãos excluídos quer ouvir para construir um Sentido ao que lhes aconteceu. O Governo Oligarquizante PS fez uma política de iniquidade com a Riqueza do País e relaxou na Lisura dos titulares de cargos públicos, assaltou sectores profissionais e deixou intactas as mordomias dos seus Serventuários Clientelares. Logo aí praticou a Mentira e a Desonestidade, que não podem passar num país tão pobre. Não se pode admitir um Governo de Maioria que pactua com honorários imorais nos seus gestores politicamente desigados que nem nos Estados Unidos ou outros países ricos da europa rica e desenvolvida se consentem. Mentir é Omitir. Mentir é desmoralizar. Em que fase da vida vivem os radicalóides recalcitrantes e ressentidos do BE? Isto é assim: ou percebem que há linhas fundamentais na política diplomática portuguesa e se revelam fiáveis no mínimo dos mínimos, ou se atêm ao que é fundamental e nos interessa e abandonam as improvisações irrealistas e radicalescas ou voltaremos à primeira forma: a residualidade representativa. A nulidade parlamentar. Decidam-se.

Comments

antonio ganhão said…
Existe um lado anedótico e trauliteiro que o BE deveria abandonar se pretende fixar o eleitorado que Sócrates teme que lhe possa fugir.

Mas de certos traumas de infância não nos conseguimos libertar.

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