Quarta-feira, Março 11, 2009

CANDAL, O CONTROLEIRO-TRAULITEIRO


Parece-me que, quando outros valores mais altos que as lógicas corporativas parlamentares se levantam, aqueles que dizem respeito à preocupação com as perdas sociais crassas que sobretudo esta legislatura promoveu e ainda promove, com magnífica frieza e inaudita crueldade, escaqueirando de Fisco e de Desempregabilidade galopante tantos milhares, alijando sem rebuço, mas com imenso tique margarida-moreiraniano, imensos funcionários públicos de um sistema e de um País sem qualquer alternativa; quando a pobreza e o endividamento sodomizam a carne e o espírito dos portugueses, deveria a solidariedade partidária deixar de ser um argumento fosse para o que fosse. É por isso que Carlos Candal, com as suas afirmações caninas, enodoa a democracia e ainda mais a sensibilidade subjacente às funções que ocupa. E enfastia-nos também, ao servir-nos mais do mesmo pútrido faccioso partidarismo mesquinho: mais do mesmo Lello, mais do mesmo Vitalino, mais do mesmo ASS, tudo gente em pulgas e em cio pelo magnífico acotovelamento dos lugares para as europeias, as autárquicas e as legislativas e nada mais. Por isso mesmo, não faltam milhões de portugueses desejosos de pôr os interesses que Carlos Candal defende pro filium suum, o Afonso, outro grande Arons do profissionalismo parlamentar, em descanso e desemprego prolongados com aquele chuto votante que falta. Como é que Alegre atura estes merdas punitivos e alvitradores regimentais de punições?! Cromos trauliteiros e sofregamente controleiros, mastins ou caniches do governo, como Candal Júnior, ainda não perceberam que os estamos a ver e que é imoral substituirem-se à consciência e indignação moral dos outros?! Agora percebe-se melhor o que motivou o deputado Martins à eloquência vernacular da semana passada: Carlos ou Afonso, trauliteirar é um tique de clã: «O deputado socialista Carlos Candal defendeu em declarações ao Rádio Clube Português (RCP) que o Partido Socialista deveria avançar com um processo disciplinar contra Manuel Alegre. Candal considera que o histórico socialista deve ser punido por “violar as regras da solidariedade”, e que “não deve voltar a integrar as listas do PS”, avança o RCP. Carlos Candal argumenta que as críticas feitas por Manuel Alegre ao partido não são aceitáveis. O deputado admitiu recentemente ao semanário “Expresso” que poderá avançaria com uma candidatura independente contra o PS, se a Constituição portuguesa o permitisse. [...] “Punham-lhe um processo disciplinar e ia à vida (...) ou não era convidado para integrar a Comissão Nacional e não voltava a entrar nas listas para deputados. É assim! O partido é uma formação colectiva e solidária”.»

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