COSTA, INÉDITA ISENÇÃO FACCIOSA


O sucessor de Costa, Rui Pereira, com as suas decisões de critério discutível, no plano policial, vê agora aberta uma linha de deslealdade pouco expectável entre as hostes herméticas de um partido, apesar de agastado com os Alegristas, capaz de todas as reciprocidades e solidárias conivências na arte de rapar a tacharia regimental e de conservar um silêncio que nunca se tresmalha, apesar de Alegre, sempre com os grandes caniches Lello, Vitalino e quejandos, que o acossam. Este levantamento de Costa é digno de acompanhar. E é digno de um certo lambuzamento nosso com esse inesperado, pois, neste ponto, de certa forma, a Câmara PS faz oposição ao Governo PS e rompe a disciplina de silêncio situacionista, o que é inédito e, como direi, facciosamente isento, passe a paradoxal antítesse: «O presidente da Câmara de Lisboa exigiu ontem ao Governo explicações sobre a estratégia de policiamento de proximidade e a gestão da rede de esquadras, acusando o Ministério da Administração Interna de determinar o encerramento destas estruturas “consoante estão a cair ou não”, e não “em função dos problemas de segurança da cidade”. António Costa falava no final de uma reunião com a governadora Civil de Lisboa, por si solicitada, com a justificação de que este “é o canal de comunicação normal entre os municípios e o Estado”. “Não é nada que não ocorra com outros presidentes de câmara”, confirmou por sua vez a governadora Dalila Araújo.»

Comments

manuel gouveia said…
Zangaram-se as comadres?

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