DA FALÊNCIA PORTUGUESA


Uma das coisas mais impressionantes nas TVs portuguesas é o escamotear do caminho que nos traga-engole por esses altos funcionários públicos: falam do macro e micro português como se não estivéssemos a viver num Regime falido e corrupto: são esses precisamente a emitir opiniões pseudo-doutas sobre os outros funcionários publicos abaixo de si e são esses que recomendam o corte drástico de salários e de privilégios de quem? Dos outros abaixo de si. Estes prostitutos sempre viveram na dependência dos contribuintes e dão prazer oral às organizações partidárias que nem por um momento permitirão subtrair ao seu modo de vida as regalias e as mordomias que a manjedoura pública lhes outorga e são esses altos funcionários do Estado que se fazem pagar por pareceres e biscates na administração privada em part-time na mais vergonhosa prosmicuidade com a sua vida na função pública. São estes gurus do socratinismo que se atrevem pedem sacríficios à população em geral, enquanto eles vivem regaladamente nas faldas do poder e no são convívio com as grandes corporações monopolistas e grupos financeiros por onde se drena a maior parte da riqueza nacional por via da extorsão fiscal em despudorado vigor. Colaboram e cooperam com a iniquidade em vigor e dizem que não há alternativa a José Sócrates. Têm a dizer 'apoiados' uma maioria de populares grunhos ressentidos com os funcionários públicos porque sim, incapazes de reflectir além, aliás frios e indiferentes à verdade profunda portuguesa, aos factos graves de esta falência iminente de Portugal, ignorantes de história, que nada aprofundam. Estes merdas doutos, bem pagos alvitradores de que Sócrates é a única alternativa a Sócrates quando virem que o vento da mudança inevitável soprará doutro lado e de outra maneira, logo tal fauna se readaptará à nova situação. Mudarão o discurso para a inevitabilidade da viragem à Esquerda e da necessidade de mais social e mais justiça e equanimidade. Biltres, incompetentes, parasitas de alto gabarito, incapazes de se insurgirem para o facciosismo fascista de Estado praticado por este governo e as suas estruturas de favor. Já que são tão bons a dar receita de corte nos funcionários públicos e à sociedade subsídio-dependente e improdutiva em geral, por que é que esta nomenklatura socratina não cria as suas empresas, por que não arrisca o seu capital e não cria emprego?! É porque querem continuar com uma perna na mama pública para garantirem mais uma reforma dourada, muitas vezes sem terem dado nada em troco à sociedade que lhes paga exorbitâncias para continuarem a ser excelentes putas da opinião avalizada e especialista ao serviço do poder e do dinheiro, da esperteza horrenda que dissolve um mínimo de respeitabilidade nas mais altas responsabilidades de Estado. Pobre país: «Portugal apresentará em 2046 o maior corte médio de pensões de reforma da União Europeia, segundo um relatório da Comissão Europeia sobre a inclusão social. Já a previsão do Governo é menos pessimista. De qualquer forma, trata-se de estimativas para quem entre agora no mercado de trabalho. E o que acontece aos que já trabalham?»

Comments

manuel gouveia said…
Votem neles! Votem no centrão!
Anonymous said…
Estamos estregues aos constritores
que nos submetem enrolam e tragam paulatinamente, como carne para canhão é uma espécie de morte-lenta anunciada, de olhos vendados pelos esbirros, não vá apiedarem-se por algum olhar suplicante das vítimas...que somos

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