DICAS PARA PROSTITUIR O ESTADO

Faltam mais jornalistas para investigar as lógicas da parcerística que enchem os bolsos a meia dúzia de laudatórios governamentais, senhores da alta advocacia da Capital, pagos com milhões de euros por verbo irrelevante de encher, destinado ao pó e ao zero. Investigue-se por que motivo o dinheiro do Estado circula assim entre os mesmos do Regime. Torne-se público, explicado e justificado por que se perde e malbarata assim esse dinheiro e os 2000 mil milhões de euros no tal cluster energético norte-americano, com os quais se vai 'animar' outra economia que não a nossa e naufragar, tal como no Brasil outros negócios descurados e aventureiros. Sim, que pessoas e que consciências anda o Estado a comprar?! Que compensações pretextuais se lembra de urdir para saciar de silêncio as verdades que se alojam podres nos manuseadores dos processos mais sórdidos e dos respectivos segredos?! Para que serve andar a oprimir-nos e perseguir-nos com um Fisco cabrão de desumano e injusto para continuar a despesa em roda livre, para caminharem os números da pré-bancarrota para a bancarrota e a despesa corrente endoidecida?! Um Governo, na Cara Mansa do PM em Cabo Verde, em entrevista à RTP, branquando-se simpaticamente, contestando a suposta assistência que os Sindicatos fornecem ao BE e PCP como se as pessoas fossem marionetas, tivessem dinheiro para pagar cotas sindicais e não estivessem de facto nos seus limites. João Pedroso e ME 'não têm culpa' se nos aparecem tão cristalinos: eles tornam bem patentes, tão explícitos, os seus e os vícios de um Estado que se prostitui, mas só só se dá em prostituição ao círculo chique dos Grandes Mesmos do Regime por razões inconfessáveis e gratidões secretíssimas, enquanto nos prejudica e come vivos a quase todos, tantos de nós encostados à parede e ao chão de mal sobreviver. Como o Estado não sabe ser Sueco nem Finlandês, esforça-se por ser o mais corruptológico e africano que pode. Sócrates, o animal feroz, sabe também vender-se tão meigo e doce sob o sol cabo-verdiano. É por isso que é perigoso e cada vez mais vendido como inevitável. Há os Grandes Mesmos a cevar: «Meia centena de pastas cheias de fotocópias do Diário da República e de índices dos diplomas fotocopiados é praticamente tudo a que se resume o trabalho pelo qual o Ministério da Educação (ME) pagou cerca de 290 mil euros ao advogado João Pedroso (mais cerca de 20 mil a dois colegas).Os caixotes de papelão que guardam as pastas encontram-se no chão de uma sala poeirenta, vazia e fechada à chave, do 5.º andar do ministério, encostados a uma parede, sem qualquer uso ou préstimo.»
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