ESSA 'DEMOCRACIA' DE PROIBIR

Gradualmente, triunfará a democracia das pessoas concretas, cidadãos, eleitores, contribuintes, interagindo directamente e em proximidade com os políticos parlamentares, esses que Vital diz, de acordo com o nosso sistema, só terem de dar satisfações às lideranças dos seus partidos e não aos cidadãos. Nada do que esta gente faz por protelar e impedir esta proximidade directa entre eleitos e eleitores está previamente condenada ao fracasso. Tal triunfo de uma democracia de olhos nos olhos, com máxima transparência, provará a estes medrosos que nada há a temer no âmbito do som e da imagem. A democracia é nossa e deverá ser exercida directamente por nós, com uma trela bem curta sobre esta gente de interesses imprescrutáveis, hábil a opacizar as coisas para seu proveito e exclusiva vantagem. Será feita inquirindo e questionando directamente estes de momento covardolas temebundos dos amplos recursos, som e imagem, com que se entretece a vida e se deveria entretecer a democracia parlamentar. Com tanto pudor e prudência, arriscam-se que a gente transborde e vá por fora do tacho fervente da impaciência com todos os estercos em decurso na pseudo-democracia portuguesa. Alguém disse, e tem cara de ser verdade, que esta maioria socretina colocou o país na miséria, no caos, na maior instabilidade politica, económica e financeira desde os tempos do gonçalvismo. Não vale a pena tentar disfarçar a magna obra de deturpação da vida social e política portuguesa: «Porque a Assembleia da República “não é um estúdio de televisão” e começa a haver receios sobre a utilização que os deputados podem dar aos novos meios audiovisuais em plenário, a conferência de líderes decidiu ontem impor algumas regras e limites prévios ao uso do novíssimo sistema de projecção digital, até agora apresentado como uma das "coqueluches" da renovada Sala das Sessões.»
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