A ESTABILIDADE TÓXICA DO PS


Sr. Presidente, a estabilidade política é o quê? Será confiscação silenciosa e estável da democracia, esmagamento da força e independência cívica dos movimentos e da sociedade civil pela hegemonia crassa e sitibunda por poder do PS? É mais uma maioria absolutamente traiçoeira, desastrada, soviética, persona-cultusta como esta que nos quer fazer crer que a personalidade iluminada de trevas que mora em Sócrates supre a força vital de renovação em si mesmo que há no povo e de que carece o País?! Na verdade, Estabilidade é cada vez mais outras coisas: partilha da decisão política, pluralidade parlamentar, tento na língua que mente, e tento nas pretensões hegemónicas perigosíssimas do PS, estabilidade é morigerar o Ego inflado de si, absoluto por si, cheio de Cio por si, que mora em Sócrates e em todos os que os seus tentáculos favorecem com liberal e arcaica generosidade. Fora isso, não acha que o chavão 'ESTABILIDADE' já deu o que tinha a dar e já só significa estagnação, traição democrática, marasmo cívico, obediência acrítica, desaparecimento completo do direito à indignação, abuso politiqueiro e trauliteiro operado pelas maiorias incapazes de escutar o momento?! Do que precisamos, Sr. Presidente, é de instabilidade, se com ela vier mais sinceridade, verdade e respeito pelos cidadãos. A causa de todos os males, de toda a confiscação da democracia pelo antidemocratismo económico e dos interesses é do PS socratino, que enclavinha as suas garras na garganta de todos os demais possíveis. As massas nem compreendem nem percebem a armadilha para aonde caminham. E é bem verdade que a tragédia está a caminho: «O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu hoje em Braga a necessidade de se manter a estabilidade política e admitiu estar “preocupado e até um pouco triste com a situação que o país atravessa”.“Ao fim de três anos eu posso estar um pouco preocupado e um pouco triste com a situação que o país atravessa mas continuo muito determinado em falar com os portugueses, conhecer as preocupações daqueles que têm dificuldades e estimular os que têm sucesso”, afirmou. No dia em que completa três anos de mandato presidencial, o chefe de Estado garantiu que se vai “manter no mesmo rumo, o de tentar dar confiança aos portugueses”.»

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