FISCO EM VÃO NUMA ECONOMIA EXANGUE

Apertadas e aflitas, as empresas com dívidas ao Fisco e em estado de crime fiscal objectivo, não diferem de muitas famílias, com a diferença de que talvez se lhes não coloque as estas últimas um cenário da despenalização, aliás incompreensível para quem pode sinalizar boa vontade e fasear as devidas compensações. Dizer que se estranha descriminalização é o mínimo. Cheira a eleitoralismo por todo lado ou então alguém nos explique que lógica que preside às despenalizações, às arbitrariedades e discricionaridades. Sim, e com que moral fica o Estado depois quando exige cumprimento a quem cumpre. Percebe-se mal, muito mal: «O Governo quis descriminalizar os crimes fiscais até 7500 euros, mas acabou por despenalizar 95 por cento das 55.568 empresas que se apropriaram das retenções na fonte do IRS dos seus trabalhadores e do IVA dos seus clientes. Ao fim de seis meses, a Operação Resgate Fiscal redundou numa cobrança inferior a 8 por cento dos 2800 milhões de euros retidos abusivamente.»
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