FRITZL E OS PIORES QUE ELE

Com Fritzl, de novo a feira de horrores saíu à rua, expôs todo o seu pus e mediaticamente vem recordar-nos que não há limites para a decepção e o escândalo com alguns espécimens humanos. Prova diante de nós à saciedade que também não há limites para o sem semancol de tantos outros. Com Fritzl, somos lembrados de que todo o cuidado é pouco: eles andam por aí, insuspeitos, nos mais diversos cargos e posições, com a cave cheia de secretas habilidades dissimuladas, exibindo um gosto peculiar em oprimir e em esmagar, propondo baixas de salários baixos, só dos baixos, e andam tão determinados, convictos, normais e naturais, na simpatia do processo, nesse mole sequestro da honradez e da verdade, que correm o risco de serem até reeleitos: «O austríaco Josef Fritzl, que está a ser julgado por ter violado e mantido a filha enclausurada numa cave ao longo de 24 anos, declarou-se esta manhã culpado no crime de homicídio de um dos filhos nascidos daquela relação incestuosa, reconhecendo assim todas as acusações que lhe são imputadas.»
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