Sexta-feira, Março 06, 2009

MARCELO E O RODÍZIO DOS MESMOS


Marcelo, um homem do sistema e das respectivas meias-verdades, depois de ter visto o seu nome arrastado para cabeça de lista, numa bricadeira estrondosa a marcar a semana na imprensa e na bloga, faz uma vez mais o seu papel: atirar com nomes para a fogueira do efémero, não fosse ele um dos mais recorrentes incineradores de nomes. Não tem ele o dom anti-alquímico de transformar tudo aquilo em que toca a sua palavra sugestiva, não em ouro, mas em bosta?! Creio ter sido assim com um-sem-número de candidatos a candidatos. Enfim, isso agora não interessa para nada. O que interessa é ser a vítima que se segue o repetente bom rapaz, de cuja reforma estrondosamente Centrão-Ventrão muito se tem falado nos últimos dias, Marques Mendes, o grande falecido da liderança do igualmente falecente PSD, quem haveria de ser?! Depois não se queixem de que a 'democracia' portuguesa abunda em cromos repetidos, gastos, queimados e sempre ressuscitáveis. Mais agora que o Parlamento Europeu vai pagar o dobro do que até aqui pagava, mais ajudas de custo: esta medida urgentíssima e digníssima de passar a pagar o dobro aos eurodeputados vai certamente estimular o debate, a entrega e o interesse em ser precisamente eurodeputado e até se pode aventar que a alegria comovida e o abraço grato entre Vital e Sócrates tinham sobretudo a ver com este euromilhões da extraordinária euro-buro-'demo'-cracia. A burocracia europeia refina-se e faz-se, como direi?, especialmente atractiva: «O social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa considerou hoje que Luís Marques Mendes é a melhor opção do PSD para as eleições de Junho para o Parlamento Europeu, por ser o que unificaria melhor o partido.“Eu preferiria Marques Mendes, porque de todos acho que Marques Mendes era aquele que unificava melhor o partido, que tinha um papel até de alargamento da direita ao centro e era uma sequência institucional, que dava um grande peso institucional”, defendeu Marcelo Rebelo de Sousa, também comentador televisivo da actualidade, em declarações à Lusa, à margem do primeiro Congresso sobre Maternidade, que decorre hoje e amanhã, em Lisboa.»

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