
Razões sobejas que explicam por que não há vergonha na cara nem um mínimo respeito pelos Lisboetas e pelos portugueses jazem nas explicações de Luís Augusto Sequeira. É o simplex no corruptex dentro de leis previamente urdidas para rigorosamente se fazer o que se quiser de, a um tempo, lícito e imoral. Esta típica no accountability portuguesa faz de Portugal um país em ainda mais em Crise, mas nunca por nunca em crise de ridículo e de desfaçatez. Isto, enquanto não há um levantamento geral que faça tremer a estes que abusam e justiça aos que passam mal. Está visto que, por muito que estrebuche, Luís Sequeira é uma menos valia e está nas calmas no seu novo Titanic: «Apesar de ter uma dezena de juristas ao seu serviço, a Empresa Pública de Urbanização de Lisboa (EPUL) contratou por três anos uma advogada externa à instituição, com uma avença de 2750 euros mensais. A decisão foi tomada pelo anterior conselho de administração da empresa, pouco antes da sua saída. Sem concurso, como é prática habitual na empresa para a aquisição de serviços. Luís Augusto Sequeira, que comanda a EPUL há mês e meio, vai manter a avença decidida pelos seus antecessores antes de cessarem funções: "Natália Costa Campos está a prestar serviços à EPUL, é uma mais-valia". [...] Em situação de falência técnica, com um capital próprio negativo de 15 milhões de euros e sem grandes receitas previstas para este ano, a empresa vai entrar em contenção de custos. Luís Sequeira garante que não vai lançar mão de despedimentos entre os perto de 200 funcionários, mas não descarta o congelamento e o ajuste de salários. E se os activos da empresa, nomeadamente os valiosos terrenos que ainda possui, impedem o descalabro financeiro, isso não impede que alguns dos directores da empresa tenham a sensação de estar "dentro de um Titanic a afundar-se alegremente".»
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