O PROMISSOR DESEMPREGO PORTUGUÊS


É uma pena que as estatísticas portuguesas dificilmente espelhem a realidade e o mascaramento do desemprego prossiga. Há razões para duvidar que a taxa nacional se mantenha nos 8,2, quando observadores isentos garantem que em certas regiões roça os quinze por cento. Talvez o melhor fosse começar a usar da devida honestidade com números, sobrepondo as estatísticas oficiais com sondagens complementares, a fim de melhor se aferir da nossa realidade. O perigo de argentinizar os números (isto é, falsificá-los/deflaccioná-los para a opinião pública a fim de retrardar prejuízos e consequências políticas) traz danos bem piores que os que se visam obviar: a generalizada perda de credibilidade quando a realidade e a verdade se instauram finalmente. Será isso o que por cá se visa? «O desemprego nos países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) aumentou uma décima em Janeiro deste ano, para 6,9 por cento, a mesma variação aplicada à zona euro, que ficou com uma taxa de 8,2 por cento. Em Portugal, a subida foi ligeiramente mais acentuada (duas décimas), alcançando os 8,1 por cento, tendência que demonstra que a crise actual não escolhe país ou região do globo. Na Alemanha, a maior economia europeia viu aumentar o desemprego para 7,3 por cento, ainda assim quase um ponto a menos do que na média da zona euro.»

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Lura do Grilo said…
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