OUT WITH GREEDY AIG CEOs


Ao contrário do que se vê em Portugal, em que o poder político exemplifica, protege e avaliza as mais diversas e criativas formas de saque aos contribuintes e sem quaisquer consequências de maior, nos Estados Unidos houve e há ainda alguma pressão a fim de se obter o menos mau dos desfechos, qualquer coisa de exemplar no caso AIG. Não é um cenário que faça ainda justiça à situação horrenda criada, pois os documentos que obrigavam aos prémios/bónus têm força legal e uma vez denunciados ou contrariados implicariam prejuízos bem maiores. Por isso, aos olhos dos cidadãos e contribuintes norte-americanso, o que se passou e passa na AIG continua a todos os títulos escandaloso. Nem sequer responde às expectativas, antes desencadeia a fúria, dos políticos locais, em especial a de Obama: «WASHINGTON — A furious President Obama ripped AIG yesterday for handling out $165 million in bonuses to the same greedy execs who drove the insurance giant to the brink of ruinas the White House plotted to get the money back for taxpayers whose billions bailed out the firm. "This is a corporation that finds itself in financial distress due to recklessness and greed," AIG Obama fumed as he urged his treasury secretary to leave no stone unturned in finding a way to block the bonus grab Será sempre um sinal. Bom? Mau? O certo é que os administradores que agora se demitem nada perdem: «Onze administradores da quase falida AIG anunciaram hoje a demissão do grupo segurador norte-americano, apesar de dez destes gestores terem recebido, em conjunto, prémios de 42 milhões de dólares (32,3 milhões de euros). O anúncio foi hoje feito pelo procurador-geral do estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, e traduz o culminar de fortes pressões políticas para a devolução de prémios de 165 milhões de dólares (127 milhões de euros) entregues a gestores de topo da empresa e que foram responsáveis pelo colapso de um dos maiores grupos financeiros do mundo

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