PROSTITUIÇÃO INTELECTUAL?

Silva Lopes! Tendencioso, altamente faccioso pró-governo e Situação, não se suporta uma frase de este 'especialista' que ignora os desastrosos números da economia publicados oficialmente a que não mais tem acesso directo, mas acompanha pela imprensa. Desonestidade intelectual e sabujice tendenciosa cheiram-se a milhas, porque para além do acerto do diagnóstico económico da Crise, da tónica pacífica colocada nos efeitos devastadores sociais e individuais do desemprego, está a colagem a este Poder, com as suas insuficiências e contigências, e a recomendação do mesmo Poder com a sua estrangulatória maioria absoluta. É uma pena esta gente, numa idade provecta bem propícia a sabedoria e a independência, consentir em não passar de servil papagaio do que lhe convém e de quem lhe dá mais jeito, por razões que a razão nem às paredes confessa: mais PS e mais Sócrates. A farpa a MFL, com a acusação de ocultação sucessiva dos défices, foi escusada baixaria e uma vez mais coisa desonesta, tendo em conta os efeitos do guterrismo, farpa-trabalho sujo com rótulo de ecomenda. Maiorias Absolutas nem pensar, caro SL! Negociação permanente e apertada, partilha de responsabilidades, pluralismo na próxima legislatura, isso, sim, em absoluto. A Crise supera-se superando a lógica devorista daqueles que Silva Lopes incensa e nada como uma Marioria Absoluta para perpetuar o desastre, apesar da disciplina do défice, falácia sem tamanho, porque construída sobre as costas de quem não pode. Silva Lopes perde muito em deixar transparecer toda aquela bajulação mal disfarçada ainda por cima com incompetentes e com gente que falhou clamorosamente a economia. O que propõe timidamente e apoda de 'não ortodoxo' nem sequer surge aflorado corajosamente pelo bloco interesseirista do Centrão-Ventrão e não pode ser levado a sério ou visto como qualquer coisa de convicto, tanto mais vindo de um homem que conhece bem os caminhos obscenos exemplificados pelas remunerações políticas do Poder aos seus nomeados: baixar salários altos e mesmo reformas altas? É bom, mas são palavras inconsequentes porque estes políticos só perante o desastre social iminente se mobilizarão e compreenderão que o caminho trilhado até aqui foi suicidário: o Estado não dá o exemplo. A sofreguidão por ganho é deslavada entre a massa clientelar. Mas alguém imagina que esta gentalha bandalha alguma vez cessará de se cevar à custa do Estado e fazer a sua parte em solidariedade com os portugueses mais desfavorecidos pelo desemprego e pelas políticas que o favorecem?! Acordem, trata-se do PS clientelar e do PSD clientelar, essa horda de imundos que não olha a meios para engordar: «O antigo governador do Banco de Portugal, Silva Lopes, defendeu hoje o congelamento dos salários “normais” e a redução dos salários mais elevados, duas medidas que considera fundamentais para enfrentar a actual crise.“Temos de adoptar medidas não ortodoxas” neste momento de crise interna e internacional, disse o ex-presidente do Montepio Geral, numa sessão de homenagem ao seu trabalho que recebeu da AIP (Associação Industrial Portuguesa). No entender do economista, quem vai pagar esta crise, em primeiro lugar, são os desempregados. O resto da população deve “também participar nesse esforço”. Daí decorre a necessidade de congelar os salários “normais” e de cortar nos salários mais elevados, com o objectivo de financiar os desempregados, disse.»
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um abraço e oxalá me engane...