PÚTRIDO PS SOB APUPO CONTÍNUO

1. O apagão no Congresso Estalinesco do PS Absoluto de Sócrates foi uma bênção cómica para o País real, que já pena e sucumbe o quanto baste sob políticas desumanas, enquanto a lavandaria cínico-ideológica e o mais rançoso lustro hipócrito-demagógico passam por cima dos factos brutos de uma desastrosa legislatura superficial e falsária. Quando a farsa escorre à farta, a própria Natureza, com a sua física e a sua química, dá uma mãozinha e conduz ao merecido stop higiénico que o espectáculo negro da política sem verdade exige. Vital, Pedroso, Costa e a Edite recordam-nos fajutamente que fora do PS é o desastre e o fim do mundo. Nós sabemos que a nossa grande tareia cívica e eleitoral será o encaminhamento do voto para todos os demais partidos nos pode salvar do desastre, excepto o PSD. Nem PS nem PSD! O que é o PS senão uma máquina monstruosa de clientes e de sôfregos interesses?! Acham que Jorge Coelho, para estar onde está, foi um homem civicamente independente, economicamente neutro e politicamente puro?! Acham que para Almeida Santos há mais vida para além do PS?! Alguém poderá contestar que Sócrates não sabe previamente que negócios faz e por que os faz a Caixa?! Escreve António Barreto para que se recorde: «Finalmente, a Caixa Geral de Depósitos surgiu, no meio desta desordem, como a bóia e o oxigénio de toda a gente. Realizou operações estranhas, certamente todas legais, mas que, do ponto de vista político, financeiro, empresarial e social, causaram a maior das perplexidades. Já muito antes da crise do Outono, a Caixa patrocinou curiosos movimentos de envolvimento e interferência noutros bancos e grandes empresas de serviço e de mercadorias estratégicas. Momentos houve em que não se percebia muito bem se a Caixa era, como diz o lugar-comum, “o braço armado do Estado” ou a divisão de comandos dos grupos económicos mais predadores do país. Tudo foi feito sem escrutínio seguro e isento. A ponto de ser legítima a pergunta inevitável: quem regula a Caixa? O Banco de Portugal? O Governo? O accionista? O que a Caixa tem feito é muito diferente do que teria feito o BPP? As suas técnicas de acção financeira, incompreensíveis para o cidadão informado, são legítimas? Configuram a certeza da boa gestão da empresa e do património público?». O Apagão é uma decorrência natural do excesso de carga, isto é, excesso de Poder que habilmente Sócrates foi capaz de reunir nas mãos. Para pessoas lúcidas isto é um perigo, é tóxico e é empobrecedor. Mas a sementeira de agradecidos aos favores dispensados por esse poder e a todos os saudosistas da tutela providencial de Salazar, uma prenda. Que estejamos prontos para dizer «Não» ao sugadouro PS e dar-lhe o que merece. Um apupo contínuo. «Uma avaria no abastecimento de energia eléctrica deixou ontem perto das 23h00 a Nave Polivalente de Espinho às escuras, levando o presidente do PS, Almeida Santos, a dar por encerrados os trabalhos do XVI Congresso, quando havia ainda dezenas de delegados inscritos para intervirem sobre as moções globais.»
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2. Zangadamente, como o Daniel Oliveira o caracterizou quanto ao semblante, numa bela entrevista que arrasa o elenco ministerial de este Governo insensível e incapaz, embora extremamente presunçoso e espectacularmente ambicioso: «Pedro Ferraz da Costa diz que Portugal tem um problema grave de qualidade na classe política e dá nota negativa a vários ministros do actual Governo. A instabilidade política resultante das notícias que têm saído em torno da ligação do primeiro-ministro ao caso Freeport e as críticas à liderança do PSD não destabilizam politicamente o país? Há imensa estabilidade...Temos um Governo de maioria absoluta que chegará ao seu termo, a menos... A menos que ele próprio não queira.» [...]«O actual primeiro-ministro tem características simultaneamente com lados positivos e negativos. É positivo em termos de determinação e rapidez de decisão, mas nalgumas coisas há pouca profundidade na análise do que se pretende resolver. Mas tem ministros muito fracos em áreas fundamentais. Temos um ministro das Finanças que é avaliado nos últimos lugares da União Europeia; temos um ministro da Economia que ao longo destes anos não conseguiu criar condições mais competitivas para o nosso sector exportador, que era o problema mais importante que tinha para resolver; temos um ministro da Agricultura que tem o descaramento de dizer que a crise ainda não chegou à agricultura, o problema é que ele não reparou que ela já lá está desde 2000; temos problemas na Justiça, em que a parte da simplificação funciona bem e a Justiça no geral, é muito má; temos um ministro das Obras Públicas que num almoço com 200 pessoas, quando lhe fizeram uma pergunta concreta e lhe lembraram que ele tinha dado já a sua palavra, disse que a sua palavra era a sua palavra e começou tudo à gargalhada. Há-de ser muito difícil com esta equipa... O caso do Ministério da Agricultura e da Economia, é evidente. Os ministros viveram quase sempre no estrangeiro, não conhecem os problemas. Se a situação se degradar em termos de Portugal ter de negociar qualquer programa de salvamento especial, provavelmente com o BCE ou a CE, quem vemos que tenha capacidade de fazer essa negociação ao nível de quando tivemos o Dr. Ernâni Lopes? Não temos.» [...] «Escrevi ao longo destes anos que, em termos da condução da política conjuntural, estávamos a fabricar um grande problema a prazo. Problemas que vêm de 1996 e que resultam de termos feito duas coisas extraordinariamente contraditórias: termos aceite participar no euro e no movimento de abertura que a Europa fez ao exterior, que assentou em primeiro lugar na abertura a Leste; e ao mesmo tempo termos orientado os investimentos quase todos para sectores de bens não transaccionáveis.»
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3. Enquanto a Fantasia PS escorre alheada dos mais frágeis entre bajuladores, favorecidos e acéfalos apoiantes por paixão clubista e nula lucidez e conferência de factos, o Manel aparece morto, embebido de Douro, sob a Ponte da Arrábida. Por quinze dias rolou o seu cadáver naquelas águas, o sol nascia e punha-se rebrilhando na sua carne a decompor-se. O negrume da noite e as mordidas exploratórias dos peixes faziam-lhe companhia. Os peixes habituados a toda a merda imaginável, não estranharam o cadáver do Manel. Falam algumas virgens ofendidas do homicídio de carácter, das campanhas negras, que a TVI e o Público são o inimigo. Mas o Manel merecia mais. Há homicídios sociais, induzidos pelo ambiente deprimente que muitas famílias vivem e que, se faz com que alguns se matem, faz com que outros matem quem calhe. «Os Sapadores Bombeiros do Porto retiraram hoje do rio Douro o cadáver de um homem, com idade aparente entre os 35 e os 40 anos, que deveria estar na água “há cerca de 15 dias”.Segundo fonte dos sapadores, o corpo foi encontrado debaixo do tabuleiro da Ponte da Arrábida, no Porto, e ainda não tinha sido identificado.O alerta foi dado pela PSP, cerca das 8h00, e nas buscas estiveram envolvidos três mergulhadores dos Sapadores do Porto.» Há quem faça boutade e lembre que Sócrates não teve culpa do 11 de Setembro nem tem mão no Aquecimento Global, mas quatro anos de Fantasia Alcoviteira provam-nos que é um Seco, um Desumano e um Insensível. Provam-nos que as bocas sociais nos discursos não escondem a superior indiferença aos portugueses que mal vivem e mal sobrevivem, os quais estas políticas varrem, dia após dia, para debaixo do tapete da irrelevância. Morresse pelo que morresse, o Manel-morto também sou eu e somos certamente muitos mais, ainda vivos, encostados à parede e atirados ao pó de quatro anos iníquos, é todo um País que não vai feliz, que está a ser toureado e enganado, mentido e trapaceado pela estrutura de Fachada que o Marketing Político [Acima de Tudo] promove. Deveria haver contenção. Respeito. Verdade. Há a emergência de uma espécie de Neo-salazarismo Gayforme Amoral disposto a tudo, capaz de tudo, sem vergonha na cara, sem respeito por ninguém nem coisa nenhuma e, ao contrário do outro, sôfrego, sabujo. As instituições rasuram-se, tudo se concentra com a maior facilidade e o maior desplante nas mãos de uma só pessoa.
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Comments
Temos a responsabilidade de estancar esta onda de subjugação diluviana.
É bem para dizer que a campanha "negra" é agora muito mais real.