UM ANTRO DE ASNOS CHAMADO ME


Os tempos são de resistência e de intervenção cívica dos movimentos de professores, bem como de prosseguir a contestação sem receios porque vale a pena ganhar em credibilidade e sentir um justo respaldo político alargado para as reivindicações dos professores. Há que continuar a resistir até que a seriedade e a justiça vinguem nas escolas e se ponha para trás das costas um tempo iníquo, asno, moralmente criminoso contra pessoas que são professores, uma falácia política sem paralelo na história da democracia portuguesa. A desonestidade processual e de pressupostos tem limites e o Governo do Asno d'Oiro bateu todos os limites e todas as estremas de decência, porque falsificar, oprimir, chantagear pessoas que por acaso são professores produziu na sociedade portuguesa um cheiro trauliteiro e fascizante nauseabundo. Não podemos ter piedade de um grupo de malfeitores alcandorados a funções governativas. As suas malfeitorias e a sua imoralidade bateram todos os recordes. O perfil educativo de um povo, os valores que nos fazem ser portugueses e não chilenos nem romenos, foram distorcidos maliciosamente, com fealdade e violência. E têm muita sorte que em momento algum os cidadãos professores, pais de família e cidadãos responsáveis, tenham agudizado as formas de luta e extremado as suas posições. Seria legítimo, seria lícito dar conta da crueldade injusta e desumana com que o governo Sócrates, e Sócrates enquanto governo, têm adressado a questão da Educação: à bruta, com profunda nojeira desumana. Sem perdão nem desânimo da parte dos professores. O prazo de validade da Mentira está definitivamente a esgotar-se e as ruas não podem ficar despidas nem indiferentes. Reformar, sim, sempre. Usar de falta de bom senso, de malícia e de processos fascizantes, estilinizantes, isso nunca, nunca na China e nunca em Portugal. A Maldade das Políticas não justifica as políticas e a Mentira das políticas não justifica as políticas, isto é uma coisa simples e límpida que a sociedade no seu conjunto deve compreender e subscrever: «O secretário-geral da Fenprof e porta-voz da plataforma sindical dos Professores, Mário Nogueira, afirmou hoje, no final da manifestação de professores que construiu um cordão humano entre o Ministério da Educação e a Assembleia da República, que os professores não vão desistir das suas reivindicações e que neste momento estão a avaliar todas as hipóteses de luta, incluindo a greve à avaliação no final do ano lectivo. Segundo o sindicalista, participaram 10 mil professores no protesto de hoje. “É apenas um sinal ao Ministério da Educação de que se não aproveitar esta oportunidade para negociar, os professores vão voltar à rua, às greves e às grandes acções de luta no terceiro período”, disse Mário Nogueira.»

Comments

quink644 said…
Como sempre, certeiro, acutilante e incisivo.
Os meus parabéns.
Um abraço
Anonymous said…
Eu desconfio do ME e do senhor Nogueira.
Anonymous said…
Do Ministério da Educação não se pode esperar nada de BOM. PARABÉNS
hkt said…
Pois, eu discordo!
Os asnos, não sendo conhecidos pela sua sagacidade são contudo, animais trabalhadores, humildes e simpáticos, qualidades que não abundam na 5 de Outubro.
Por isso, não posso deixar de protestar veementemente por esta comparação altamente lesiva da boa imagem e bom nome dos asnos. É certo, que a ministra e seus apaniguados são propensos à asneira mas por aqui se fica o paralelismo.
Pelas razões que descreve eu creio que esta equipa ministerial se aproxima mais do .... dragão do Komoro: reptiliano, viscoso, peçonhento. É esta "peçonha" que tem perpassado para a sociedade portuguesa e que ameaça envenená-la.

Um abraço,
Hkt

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