VAPOROSA, VENAL E PENEDO


Ontem, num debate na SICN supostamente moderado por Ana Lourenço, em na verdade que o Falâncio infinito, Ricardo Costa, atropelava os demais convidados, sem ser por mal só por fealdade, sobretudo as coisas interessantes que Helena Roseta estava a dizer acerca da ausência de uma mensagem no congresso espinhense que englobasse a devida atenção às extremas dificuldades dos portugueses, sobre a qualidade caracterizadora da realidade económica profunda e socialmente certeira do discurso do BE e sobre novas formas imediatas e directas de envolver os cidadãos nos dinamismos decisórios emanados da democracia pseudo-representativa. Maria João Avilez, por seu lado e a respeito do Congresso, disse que o PS e Sócrates não a poderiam fazer de parva ao argumentarem que não há alternativa governativa a ambos e, por outro, elogiou o afrontamento desastrado e dissoluto do Governo aos juízes e aos professores. Lamentavelmente, Avilez não sabe do que fala, estou certo. Sapateiramente, quatro anos de sova moral e lama arremessada contra os docentes deixarão marcas e prejuízos indeléveis à qualidade e motivação interior para o ensino sobretudo face à descomplicação verificada nos demais países da União Europeia. Quanto às averiguações no ME, talvez fosse interessante aglutinar ao processo que envolve a arbitrariedade de favorecer os 'serviços' de João Pedroso a mais que provável arbitrariedade que levou a Socióloga pedagogicamente incompetente como um penedo, Maria de Lurdes Rodrigues a favorecer a CONFAP em detrimento, presume-se, de outras confederações de pais. A realidade não dá descanso ao mar de rosas, ao País das Maravilhas que mora na cabeça indiferente aos portugueses do PM. Entretanto, como é que há gente capaz de ver bondade na estratégia de hostilização usada pelo Governo?! Juntar desmoralização à desmoralização, logo num país onde ainda se emigra para sobreviver, é o quê?! É o mesmíssimo tom padrastro implícito no salazarismo, onde a mediocridade, segundo Sena, ficava e o valor emigrava: «Uma equipa de procuradores da 9.ª secção do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, especializados na área da corrupção e do crime económico, efectuou no mês passado uma série de buscas nos serviços centrais do Ministério da Educação, na Av. 5 de Outubro. Os magistrados, que não se fizeram acompanhar pela Polícia Judiciária, recolheram numerosos documentos e outros materiais relacionados com os dois contratos celebrados entre o Ministério da Educação e o jurista João Pedroso, em 2005 e 2007, no valor total de 287.980 euros. O objecto da contratação, feita por ajuste directo e decidida pessoalmente pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues, residia na realização de um levantamento de toda a legislação publicada em matéria de educação e na sua sistematização.»

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