Quarta-feira, Maio 06, 2009

NEOFASCISMO DIFUSO E DISFORME


Não faltam embarcadiços de última hora num furor novo anti-PCP, como se não tivesse sido o PS a vulgarizar a pobreza e a miséria entre os portugueses. Ora, queiram-no ou não, é do interesse de Portugal contar com um PCP forte, assim como um BE forte e um PP robusto, que façam finalmente recentrar nos portugueses, e não nos estômagos dos milionários da política, a ordem primeira dos actos decisórios. A perversão das políticas superou o escândalo só suportado por um povo aquietado com uma côdea de pão, enquanto o vizinho perece e pena de fome e outras misérias, enquanto os sinais mais perigosos de abuso do poder e perseguição da opinião contrária estão aí para quem os quiser ler. Esperemos que não seja necessário aguardar por uma longa viagem introspectiva de elefante ingénuo, antes que seja demasiado tarde para todos. Mesmo Saramago foi capturado pelo simplismo conveniente a este PS furioso, mestre da falsificação e da mentira. Não terá reparado que Vital Moreira vale bem menos que o que o gato enterra?! Há muito pouca tolerância na sociedade portuguesa para com o bando de comedores, absolutistas, em cio por si mesmos, sequestradores e usufrutuários do Estado, em que se transformou o PS: «O PCP acusou ontem o PS de montar uma “insidiosa campanha” a partir dos incidentes que envolveram o candidato do PS às europeias, Vital Moreira, na manifestação da CGTP do dia 1 de Maio. A responsabilização dos comunistas pela contestação das políticas do Governo “tem um cheiro intenso a bafio salazarento”, aponta o líder parlamentar comunista.»

1 comentários:

manuel gouveia disse...

"...não nos estómagos dos milionários da política, a ordem primeira dos actos decisórios."

Brilhante tirada! Saramago é um intelectual sério e naturalmente que condena qualquer agressão contra outro homem.

Nós, que somos simplórios, deliramos com os ovos atirados à ministra e com os sopapos que Vital poderia ter levado. Porque fazemos parte do circo, não como espectadores, mas como alimento dos leões. Somos o homem dentro do barril num rodeio.