Depois do acto tresloucado de Vital, abalroando impiedosamente a angústia sofredora das pessoas, ontem à tarde, à noite já ele estava no jornal das 20h na SIC, a colher incólume (que nem um cabelo lhe caíu) os frutos da própria aselhice venenosa, deliberadamente provocatória, com toda a baba imberbe que se lhe conhece. O Boneco Vital tem o braço do PS enfiado por baixo até à garganta: quem lhe move os lábios e lhe insufla uma voz aflautada é também o PS, o verdadeiro ventríloquo. Que carácter irritante, tão cassete e repetitivo, como era outrora o velho Cunhal, com as suas âncoras estagnadas, os velhos rifões, a velhas frases feitas, em desonestidade intelectual continuada, violando-nos a consciência e a percepção de uma realidade dolorosa! Erram todos aqueles que elegem o PCP como o Papão presente da intolerância e do atraso do País. Esse estigma fácil e mentiroso é chão que deu uvas. Não é Papão nenhum. A Ética e o sentido de Povo e de Estado estão, em 2009, com muitos homens sérios e rectos do PCP, assim como com muitos políticos sérios e honestos do BE, com políticos honestos e competentes do PP, assim como com a reflexão fecunda e crítica de inúmeros movimentos cívicos que merecem ser Escutados pela Sociedade e pelos Partidos em boa hora. A intolerância e o maquiavelismo estão na língua de pau, insolidária e insensível, dos que governaram Portugal nos últimos quatro anos. Erram, portanto, os que imputam a causa de todos os males em Portugal ao PCP. Essa desculpa não colhe nestes tempos. Podem imputá-la à ganância transversal aos negócios de uma governação ávida do seu monopólio. Podem e devem imputá-la às aspirações neo-riquistas dos políticos e clientelas que gravitam o Poder Habitual. Todos procuraram cevar-se agora da carne do PCP com aqueles ânimos exaltados de ontem contra o Virginal Vital. Pois! Deixem-se é de merdas. Em face do quão prejudicado tem sido o povo português, muita sorte têm os Ideólogos do Esbulho que nenhuma Grécia por cá rebente infrene, devastadora, mortífera. O PS, aflito com o crescimento do PCP e de outras forças políticas, anda de cabeça perdida e procura prejudicá-los maquiavelicamente com estratagemas sórdidos e subterfúgios torpes. Mas a verdade é inteiramente outra. A Ética está do lado de quem elege em primeiro lugar as pessoas e não os números e dos que adoptam opções políticas de puro bom senso no tempo das pessoas e não da imposturice eleitoral. Aqui, hoje, já não está em causa o velho Comunismo ingénuo e dogmático do passado com as suas loucuras e excessos do PREC. O que está em causa é a verdade dita e praticada, venha de onde vier. O que está em causa é a rectidão das políticas e das melhores medidas provenham elas do PP, do BE ou do PCP, pois ninguém será obstáculo ao interesse do País se se convergir no essencial conforme urge. As Pessoas primeiro, as estatísticas, os magalhães, vibradores de enganar, depois. Muito depois. Vitalino responsabilizou a CGTP pelo ódio ao PS que por aí grassa como um fogo na pradaria. Está na hora de enfrentar esta outra verdade: só ao PS oligárquico e soberbo, com a sua liderança asna e anacronicamente concentracionária, se pode imputar todos os ódios que deflagram livres contra o próprio PS. Certamente pensaram que uma boa dose de propaganda amansaria os ânimos e desanimaria, com o clorofórmio da impotência geral, a lucidez remanescente aos cidadãos. Engano completo. Os tiranos nunca aprendem a lição da humildade e da fome de participação cívica alargada que devora nestes tempos os cidadãos. Arrogam-se esses tiranos à assunção exclusiva de qualquer matéria e isso acaba sempre mal: «Todos os indicadores apontam para um agravamento da situação económica, com as consequências que se conhecem. Quanto ao desemprego e ao emprego, há três medidas que urge tomar: cuidar-se do emprego que existe, procurar criar novos postos de trabalho e fazer com que os desempregados tenham acesso ao subsídio de desemprego. O Governo PS alterou as regras para pior e hoje quase 50 por cento dos desempregados não têm direito a ele.»
1 comentários:
Joshua no seu melhor no campo da análise política. Sem tirar nem pôr um abraço
Enviar um comentário