

Lutar, resistir. Triunfar de este tempo negro, abusivo, estalinizante por que passaram dezenas de milhar de professores. A única solução é a demissão democrática compulsiva de esta aberração governamental, errada na humanidade e ainda mais errada nas polítcas devastadoras prosseguidas, incompatíveis com o desígnio harmonioso na cultura e perfil humanista nacional. Tal meta mostra-se cada vez mais próxima, graças à circunstância de o PS de Sócrates estar cada vez mais longe de atingir uma maioria absoluta ou mesmo de uma vitória, nas próximas eleições legislativas, pelo que é preciso vincular os partidos políticos da oposição às reivindicações dos professores. A estratégia de contestação seguida pela Plataforma Sindical tem fragilidades, mas há que felicitar os sindicatos que integram a Plataforma pela forma como têm resistido às manobras de diversão e às chantagens negociais do ME, não abrindo mão das reivindicações nucleares dos professores, nomeadamente, a rejeição de apartheid que é divisão absurda da carreira, do modelo chileno de avaliação e das quotas imorais. Há que acreditar no sucesso da Manifestação, incentivando os professores a mobilizarem-se e a organizarem-se, escola a escola e independentemente de quem entregou ou não os objectivos individuais, com vista à participação na Manifestação, pois urge dar a este Governo mais uma lição da força, de unidade e da razão dos professores, que nenhuma propaganda e nenhuma mentira podem esconder. Os Movimentos de Professores estão mais vivos e dinâmicos que nunca e mobilizam os professores com enorme eficácia. Que os Sindicatos mostrem também um empenhamento evidente, persistente na mobilização para as lutas anunciadas, tanto através da acção dos seus delegados sindicais, como ao nível da comunicação social e do grande motor de mobilização que é a blogosfera: «Sem resultados. O Ministério da Educação e a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) não registaram hoje qualquer evolução nas negociações sobre o Estatuto da Carreira Docente, pelo que um acordo, mesmo parcial, está praticamente afastado pelas duas partes.»
2 comentários:
A Manifestação de Maio deveria ser enquadrada numa greve de uma semana, em que cada professor faria dois dias de greve, sendo um dia por região, a culminar numa sexta-feira de greve nacional e de ocorrência da Manifestação. Pensamos que a Plataforma Sindical, ao não ter promovido, explicitamente, esta estratégia junto dos professores, desperdiçou uma última oportunidade de criar uma séria encrenca ao PS de Sócrates em período pré-eleitoral, com a eficácia que daqui resultaria.
Em relação à forma minimalista encontrada para confinar as greves, certamente reclamadas por muitos professores, ficamos na dúvida se a mesma resultou da Consulta Geral, pois esta proposta ou estratégia não tinha sido, pelo que conhecemos, equacionada pelos professores. A iniciativa gera-nos algum cepticismo, em termos de repercussão mediática e de efeito real na rotina das escolas, mas vamos esperar para ver.
Estas propostas de contestação, tardias e algo tímidas, são também a consequência do esvaziamento da contestação que se criou a partir de Janeiro, por responsabilidade da Plataforma Sindical, gerando-se um hiato e tendo os sindicatos optado por se envolverem em rondas negociais que da parte do ME apenas visaram, para utilizar uma linguagem futebolística, "queimar tempo e chutar para fora", na ânsia que o jogo da avaliação, há muito perdido pela equipa do ME, se esgotasse sem grandes movimentações até ao final da legislatura, como forma do Governo e do PS se libertarem do atoleiro da divisão da carreira e do modelo de avaliação, em que, por arrogância e incompetência própria, se enredaram.
Concordo com o comentário anónimo, em cima. Discordo da tese de que os movimentos estão mais vivos e dinâmicos que nunca...
Em França há dinamismo e força. Aqui não. Culpa de quem? Talvez um pouco de nós todos, povo.
A ver:
http://gataescondida.wordpress.com/2009/05/06/en-conscience-je-refuse-dobeir/
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