Quinta-feira, Maio 14, 2009

LOPES DA MOTA ADORA SÓCRATES


Fala-se em Lopes da Mota e exige-se a sua cabeça como se o seu papel exorbitado nas célebres e comprovadas pressões, gravemente perturbatório de uma investigação ainda mais grave, não visasse antes de mais a salvaguarda de José Sócrates, salvaguardado habitual, embrenhado como este está até à ponta dos 'folículos' na matéria fedente freeportiana. Havendo tantas cabeças por fazer rolar nesta questão, exige-se por aí somente a cabeça de Lopes fora do Eurojust como consequência política imediata de um sistema fechado de cumplicidades igualmente políticas, magistralmente bem explicado aqui, a partir do que apurou o inquérito do inspector do Ministério Público Vítor Manuel Santos Silva, já exarado num relatório, entregue e ainda oportunisticamente oculto nas mãos compassivas de Pinto Monteiro. Para quando a uma justificadíssima divulgação integral pública? Terá de ser submetido a um tratamento especial de normalização qualitativa? E não é que o processo gera o processo que gera o processo?! Nada é célere nem recto. Todo este circuito político-judiciário pactua com a dilação, manobras de disfarce e mitigação. Terá o PGR uma bomba monstruosa entre mãos?! A espada de Dâmocles dos devidos contornos e gravidade de toda esta azeda questão se repousa sobre o telecomandado Lopes da Mota, velho servente PS, repousa também e sobretudo sobre a cabeça de Alberto Costa e a de José Sócrates. Na verdade, todo o circuito político-judiciário envolvido está contaminado e comprometido da mesma tonalidade gravíssima. É graças à emergência de Movimentos Cívicos Patrióticos que não será Lopes da Mota apenas objecto de um processo disciplinar. Será igualmente objecto de um processo-crime, bem como Alberto Costa e José Sócrates, o qual-processo, já foi interposto há algumas semanas pelo Movimento Para a Democracia Directa - DD. O objectivo de este e de Movimentos Cívicos complementares entre si, e são já vários multivocacionados, é crivar, purificar a acção venal e banal de esses políticos, deputados e pseudo-líderes parlamentares ao serviço servil de agendas que dissolvem a democracia e minam a confiança das populações na real separação de poderes e na verdade do jogo democrático. Que mentiras, que usurpações sistémicas e que atitudes cínicas e desprezivas das pessoas e cidadãos que somos poderemos continuar a tolerar na liderança louvaminhas do grupo parlamentar do PS?! Palavras e omissões que nós vemos com os nossos próprios olhos em pleno Parlamento e que nos tempos antigos, sem velocidade, interacção e imagem, nos escapavam, por muito erráticas, omissas, graves e lesivas que fossem de todos os portugueses e a sua nação em grande risco de dissolução por fracturas e boicotes que país a sério nenhum consente. Todos os usurpadores práticos e confessos do Poder, todos os abusadores dele têm de ser combatidos pelos cidadãos bem informados e bem organizados. A falsidade que circula paliativo-sedativa promove que se ignore o que nos grita a consciência. Ou se combate pelas políticas mais sérias ou Portugal perecerá. Sócrates quer o mesmo modelo ou plataforma online que formatou a eleição de Obama. Quer o melhor do melhor da superficialidade simplista e enganosa ao serviço da sua Imagem Ridícula [para usar uma sua expressão recente]. Quer aplicar em Portugal a Tecnologia Eleitoral do Gato por Lebre. Quer poder e quer fazer rigorosamente tudo no plano eleitoral que se manifesta proibitivo num país atascado onde se agonizam fomes, exclusões e faltas. Sócrates quer e parece que pode milagrosamente, mas pune e desrespeita os cidadãos com esses atropelos e tropelias ao bom-senso, com esse halo difuso a permissividade e a violação da Lei, quando a coisa é com ele ou arrasta o seu nome. Que é feito do interesse geral? Por que se danifica a sobrevivência do País, servindo os oligopólios anti-emprego, anti-partilha de benefícios e anti-prosperidade e promoção das pessoas pelo seu valor inalienável?! Por que se converteram os partidos, basicamente o Partido do Medo PS num serviço a grupos sem ética nem sentido comunitários, agindo contra o bem geral e o interesse das populações, gente reles, pseudo-elites que se alojaram no cerne do Estado e fizeram de Portugal um país socialmente canceroso?! José Sócrates, está mais que visto, não zela pela saúde e liberdade das instituições que nos deveriam representar com transparência e plena responsabilização. Muito menos o exemplifica. Há quem o queira salvar a ele dos complexos problemas entre mãos e resgatá-lo daquilo que ele é. Lopes da Mota que certamente deve o que é e o que tem ao maravilhoso mundo de oportunidades da Política que nos deu isaltino e Mesquita Machado, esmerou-se por Sócrates. E este nas suas cansativas representações sarcásticas no Parlamento sistematicamente rebaixadoras da alteridade, de um Rangel ou de um Louçã, deveria moderar-se e já vai tarde. Nada mais aviltante que trucidar por estilo as regras elementares da democracia e chamar a isso 'vencer'. Não se insultam pessoas com um curriculum que fala por si, sem quaisquer sombras e que acima de tudo também nos representam. Quanto a Louçã e a Rangel, a História de Portugal clama por eles, ao passo que suspira por soterrar urgentemente quatro anos de horror anti-democrático e anti-institucional a que se chamará porventura 'socratismo', se não se chamar 'infâmia'.

4 comentários:

manuel gouveia disse...

Exigir a saída de Lopes faz sentido pelo desgaste que a suspeição lança sobre ele. Se o processo disciplinar vier a confirmar as pressões, então aí quem também tem que ser afastado é o Ministro da Justiça!

Anónimo disse...

Não me parece que o Louçã seja melhor para Portugal.

GP

joshua disse...

Acredito ser Louçã muito mais construtivo e dialogante, melhor formado e mais sensato que Sócrates alguma vez. A demagogia, a imagem e a mentira de dizer X e fazer Y é o sinete do socratismo.

Anónimo disse...

Louçã pode ser melhor que o Sócrates, mas isso não faz dele uma boa opção para Portugal. A visão de sociedade que ele defende não é compatível com a história e a cultura portuguesa.Aliás, seria o fim de Portugal.

GP