AF 447 E O VOO IB 6024
Na mesma proporção com que o impacto emocional da tragédia do AF 447 se vai dissipando na curiosidade e na mente da Opinião Pública Mundial, os factos objectivos em torno daquele voo vão-se avolumando permitindo completar um puzzle complexo, vasto, passível de surpreender. É, por exemplo, o caso do testemunho dos pilotos do voo IB6024. Uma conjugação dramática de problemas terá originado o desastre e agora a abundância de informações, teorias, teses, clama somente pela verdade complementar fornecida pelos vestígios que tardam em ser encontrados contra alguma precipitação inicial embaraçosa da parte das autoridades brasileiras: «Antes de desaparecer dos radares, o Airbus 330-200 da Air France foi acompanhado de perto por um avião da companhia espanhola Iberia, que desviou de seu trajeto original para evitar uma forte turbulência. O voo IB6024, que fazia a rota Rio-Madri, guardava uma distância de segurança de dez minutos atrás do avião francês e, segundo relatório da companhia aérea espanhola, seu comandante decidiu "alterar o programa de voo com desvio de 30 milhas a leste, evitando a turbulência e a forte descarga elétrica".» Globo
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COMENTÁRIO OPORTUNÍSSIMO DE CARLOS PORTUGAL: «Caro Joshua: Em adenda ao que eu sugeri para a causa provável do acidente, acresce - ao que se depreende destas notícias - a forte possibilidade de falha estrutural do aparelho, revelando a já suspeitada má concepção da célula da aeronave, principalmente na ligação das asas com a fuselagem (não há longarinas estruturais que atravessem esta última, como num avião bem construído). De resto, os 24 avisos de sucessivas falhas dos sistemas eléctricos e electrónicos, vêm confirmar a incapacidade de um avião «fly-by-wire» atravessar uma tempestade magnética em segurança. E o absurdo da Air-France em insistir nessa rota, sem se desviar, aparentemente para poupar combustível. Por estas e outras razões é que os nossos «media» (e não só) quase que deixaram de falar no assunto, após o absurdo de dizerem que «os destroços não pertencem ao AF-447». Então, serão de um outro avião desaparecido, sem que se fale nisso? E como é que um cargueiro (como foi aventado, também «desaparecido» sem que haja notícia) deixa como destroços bancos de cabina de avião e secções de fuselagem? Tudo revela uma mal concebida tentativa de encobrimento de um desastre que levanta questões muito incómodas, tanto para a Airbus como para a Air France. Abraço.»
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Em adenda ao que eu sugeri para a causa provável do acidente, acresce - ao que se depreende destas notícias - a forte possibilidade de falha estrutural do aparelho, revelando a já suspeitada má concepção da célula da aeronave, principalmente na ligação das asas com a fuselagem (não há longarinas estruturais que atravessem esta última, como num avião bem construído).
De resto, os 24 avisos de sucessivas falhas dos sistemas eléctricos e electrónicos, vêm confirmar a incapacidade de um avião «fly-by-wire» atravessar uma tempestade magnética em segurança. E o absurdo da Air-France em insistir nessa rota, sem se desviar, aparentemente para poupar combustível.
Por estas e outras razões é que os nossos «media» (e não só) quase que deixaram de falar no assunto, após o absurdo de dizerem que «os destroços não pertencem ao AF-447». Então, serão de um outro avião desaparecido, sem que se fale nisso? E como é que um cargueiro (como foi aventado, também «desaparecido» sem que haja notícia) deixa como destroços bancos de cabina de avião e secções de fuselagem?
Tudo revela uma mal concebida tentativa de encobrimento de um desastre que levanta questões muito incómodas, tanto para a Airbus como para a Air France.
Abraço.
Mais uma vez um muito obrigado pelo destaque (imerecido, como eu disse anteriormente) que deu ao meu comentário.
Grande abraço.