NASCIMENTO, PROVEDOR-MELQUISEDEC

Aselhice. Uma Legislatura aselha, soberba, liderada por um homem soberbo, vaidoso, aselha explica amplamente que nenhum entendimento se tivesse alcançado em tempo útil, quanto ao sucessor de Nascimento Rodrigues. Controlar tudo. Bloquear tudo. Ser dono e senhor de Portugal. O PS deveria ter-se abstido de apresentar um nome, dando ao PSD toda a liberdade de escolha, tradição respeitada no passado, graças a entendimentos elementares. Sem precisar de fazer fé no que Nascimento Rodrigues denuncia porque é transparente e é politicamente criminoso, o apetite voraz do PS pelos cargos da República para os seus, maçónica secreta sociedade, máfia reles de respaldo e benefícios recíprocos na captura de recursos de todos nós, Estado dentro do Estado, introduziu a novidade de marralhar inclusive quanto a este. Jorge Miranda associou-se a esta feira muito ao nível do Grande Feirante da Política. Claro que nenhum dos partidos gémeos PS/PSD tem desculpa neste impasse. Saibamos recordar, na hora do voto, que é graças aos directórios europeus de desmantelamento produtivo, graças à avidez sôfrega do grande partido de interesses e sequestro dos Orçamentos de Estado, PS/PSD, que Portugal baqueia gravemente na economia, antes da Crise, agora, em Crise, e por muito tempo após a Crise Internacional. Não embarquemos nos álibis da socratura enganosa, pedido que parece areia de mais para a camioneta do pobre povo ignaro. Pelo PS/PSD, o Provedor de Justiça é um sacerdote-rei, num posto eterno, imortal, e nele deverá envelhecer pelos séculos dos séculos. Amen: «De compromissos e consensos falou também o presidente da Assembleia da República, num tom igualmente duro para com os partidos, incluindo o seu. “Se até com tanta facilidade se entenderam por exemplo, sobre a lei do financiamento dos partidos, porventura consolidando soluções nem sempre as mais adequadas, pois tem toda a oportunidade de aqui se entenderem sobre a eleição do provedor de Justiça”, afirmou Jaime Gama. E em tempo útil, “claro”, antes do fim da legislatura.»

Comments

José Lopes said…
Eles entendem-se quando o proveito é mútuo, já quando só um sai beneficiado, a coisa muda de feição.
Cumps

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