Segunda-feira, Junho 08, 2009

QUANDO O BENFICA RESCINDE COM O BENFICA

Toda a sorte do mundo a Quique e toda a sorte do mundo a Jesus, consumada que está a rescisão de um e a contratação do outro. O problema está na indemnização que o Benfica terá de pagar ao primeiro e está também na renovada enfermidade ética que vicia e enfraquece desde logo a próxima época, uma vez que o Quique-despedimento e a contratação-Jesus se atropelam, misturam, no imbróglio moral de sempre que não salvaguarda nem salva a face de ninguém. Com o velho e perturbado dirigismo que ainda domina o clube, pela sua falta de reflexão, programação, estratégia, qualidade, capacidade de verdadeiro sigilo, quem perde é sempre o Benfica. No fim, surgirão os velhos problemas de eficácia, de coesão, de resultados a provar que a atmosfera conta mais que o pingo de chuva. Até quando rescindirá o Benfica consigo mesmo?! Até quando andará perdido de si?!: «O Benfica confirmou esta noite, em comunicado publicado no seu site oficial, a obtenção de um princípio de acordo para a revogação amigável do contrato de trabalho do treinador Quique Flores.»

4 comentários:

Dylan disse...

É injusto culpar somente o dirigismo pelo estado do SL Benfica. E se culpássemos também quem domina o futebol português, quem não tem interesse em ver o Benfica ganhar, quem faz pactos com outros clubes para que isso não se concretize...

Daniel Santos disse...

Esta direcçã está cada vez mais apertada.

Daniel Santos disse...

Esta direcçã está cada vez mais apertada.

Dylan disse...

"Flores para Quique"

É fácil perceber porque Quique Flores não triunfou no futebol português.

O discurso elevado de um estudioso do futebol, o seu "fair-play", os seus grandes valores morais, a sua forma de estar, não se coadunam com a linguagem brejeira utilizada pelos senhores do futebol cá do burgo onde se misturam compadrios entre políticos, empresários, advogados, jornalistas, árbitros e dirigentes desportivos. Um futebol de calças na mão, endividado, que louva a desonestidade, onde a verdade desportiva é questionada e o campeão é proclamado quase por decreto.

Os métodos inovadores no plano técnico-táctico do espanhol, na pele de um verdadeiro gentleman, amplamente reconhecidos e elogiados no seu país, não foram suficientes para o desvirtuado futebol português que realmente provou desconhecer.

http://dylans.blogs.sapo.pt/