ROUBALHEIRA? MÁQUINA PARTIDÁRIA!
A retórica caceteira com a qual desesperadamente o Cabeça Vital procuraria acirrar os ânimos contra o PSD, a da 'roubalheira', não funcionou senão como um rotundo boomerangue de automutilação PS e redobrada vergonha a recair em cheio sobre este partido. Neste momento, PS e PSD têm a dividi-los apenas as questões da metodologia e da credibilidade inerentes às chefias e sua cultura democrática. Quanto à credibilidade, estamos conversados: a palavra do PM padece de inflacção tão galopante e descontrolada como a moeda do Zimbabué desvaloriza 1000% ao mês. A metodologia PS de implementação de tentativas reformistas revelou-se deprimentemente estalinista e brutal, de um mau gosto e insensibilidade humana que envergonham e mancham a democracia para não dizer que constituem uma machadada no Regime, mesa onde poucos se sentaram para devorar os recursos e esperanças de todos. Conduziu ao desastre e ao fracasso nos efeitos, ao desânimo nos alvos e nas pessoas, porque a para a 'ética' socialista os sacrifícios desmesurados são exclusivamente para as pessoas comuns, para as classes profissionais, para os funcionários públicos. Os membros do Governo e os detentores de altos cargos PS, esses não começam por exemplificá-los e estão isentos de adoptá-los. Pelo contrário, com maioria absoluta, a propaganda esconde a rapina, o activismo sem rumo esconde uma casta de políticos que se está «a cagar» (Ferro Rodrigues) para as pessoas enquanto se ceva e se ocupa de si e se governa o melhor que pode e sabe. Descaracterizados ideologicamente e perdidos do sentido profundo de serviço público, resta às estruturas do PS (e do PSD!) aspirar aos Cargos, dispor deles como armas de gratidão e obrigação que chantageia, vampirar o Estado para concentrar Poder e Recursos, desviando-os do essencial geral para o acessório desperdiçatório particular. Por isso, perdendo o pudor e subvertendo os desígnios de progresso para todos em Portugal, PS e PSD são os partidos da roubalheira, com ou sem BPN e SLN. Vital, o triste intelectual trauliteiro com que o PS socratinesco escolheu ir alegremente a pique, deveria saber tal verdade cristalina. Resolveu cuspilhar para o céu. Acresce a tudo isto que o PS não precisa do BPN para implementar a sua roubalheira peculiar. Basta-lhe ser Governo e basta-lhe ter Maioria Absoluta para tratar do Dinheiro do Estado como Dinheiro do PS (Elisa Ferreira), para praticar a gulutonaria dos cargos pelos cargos, o desperdício de recursos vitais, os balúrdios em parecerística técnica nos escritórios de advocacia imensamente gratos aos sucessivos governos, para praticar os erros e esbanjamentos estratégicos, o Oco Anunciatório Repetido irresponsável como forma de vida e simulacro de acção. É tempo de nos salvarmos destes dois partidos, mas com mais urgência do PS, dada a falta de seriedade, de amor a Portugal e aos Portugueses, dado o escândalo a todos os níveis a que expõe, sem por uma vez se mancar, o nosso País: «Abdool Vakil, então presidente do Banco Efisa, sugeriu a José Oliveira Costa, no início da década, a pedido deste e segundo critério definidos pelo ex-presidente da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), um conjunto de nomes do universo do Partido Socialista (PS) para integrarem os órgãos sociais do Efisa, a instituição financeira que funciona como braço de investimento do Banco Português de Negócios (BPN).»
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