Domingo, Julho 05, 2009

CIRCO A TRÊS MESES DA GUILHOTINA

Do mal e da maldade de um Governo habitualmente Anunciar sem no entanto Fazer resulta depois para si perder toda a credibilidade junto da Opinião Pública sequer para ser ouvido. Fica o cheiro a Feira e o vozear de Palhaço. Só! Ora, este XVII Governo Constitucional, que sempre ignorou completamente as PME's, deu-se todo e exclusivamente às MegaEmpresas, que se contam pelos dedos. É por elas que a trupe socratinesca baba. Orgias de favor, resumem tudo. Foram quatro anos a favorecê-las para que mais tarde muitos do bando devorista de serviço (a que alguns chamam partido sem se rirem) sejam lautamente premiados e principescamente favorecidos com as velhas sinecuras que enchem de silêncio cívico e desaparecimento público Armando Vara e Fernando Gomes, por exemplo. E é em desespero ridículo que este PS e este humilde Sócrates passam a referir em Programa e em Discurso PMEs completamente negligenciadas pelo Ainda-Executivo em quatro anos e que agonizam sabe-Deus como! e até quando. Há a esperar o pior, mais encerramentos e despedimentos, após a bebedeira ridícula e alienada do Verão. O fardo fiscal é esmagador. O Estado é o pior, o mais tardio e o mais cínico dos pagadores. A Crise (como o Passado PSD), além de Álibi falhado do Governo, fará o que tem a fazer com as empresas, infelizmente, mas também fará o que tem a fazer com este Ainda-Executivo, incapaz de dar folga à Economia Nacional. Excretá-lo-á. E já vai tarde: «É uma das prioridades do pacote de propostas económicas que vão constar do programa eleitoral do PS: um pacto para a internacionalização das pequenas e médias empresas (PME’s), cuja promoção caberá ao “papel inestimável” do Estado.»

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