PORQUE O TOMÁS NÃO É A BRASILEIRA

Este Tomás dá-se muito a hipérboles bem torturadas e tortuosas. A respeito de Maria João Pires deveria, porém, usar de alguma delicada contenção. Quem dera a muitas imigrantes brasileiras em Portugal, jeitosas ou não, ter um trabalho que as não explorasse e pudesse sequer condignamente ser chamado de trabalho. Depois faltou o tal desdobramento ético. Sabe Deus o que sofrem as imigrantes para deixar as escadas de muitos prédios «exemplarmente limpas». Esse Tomás que escreve assim de Pires nunca o escreveria de um Platão português ou de um Aristóteles português, de um Einstein português, de um António Damásio, que é português fora de Portugal como outros cinco milhões sempre a crescer! E, ao que se sabe, não se trata de prima-donas!

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