CHOROSO-LACRIMOSO E AINDA-PM
Sócrates termina a legislatura com um tom piedoso no discurso e vociferante de gritarias, como é habitual, nas respostas aos deputados. Vocifera e foge das questões levantadas por Paulo Rangel e pelos demais deputados. A voz resvala-lhe da humildade chorosa e lacrimosa inicial para a pesporrência cansativa com que vergastou o Parlamento, domando ferreamente o seu grupo, o País e o submeteu a cruel jugo ao longo de estes anos. Não há discurso nem humildade chorosa-lacrimosa numa vozinha de repente beata que lhe branqueiem agora as mentiras e as golpadas dos múltiplos ajustes directos com que vão hemorrágicas as contas do Estado. Golpadas calculadas e estudadas nos gabinetes ministeriais e nas acessorias caras da Imagem e do Marketing ainda mais caro. É a gritar e com um país em frangalhos, dividido e crispado, que este Vociferante Anunciativo-Repetitivo sairá, pífio, de cena, queira Deus, pois nós queremos, e já muito nos pesa ter tido de o aturar. Foi mau de mais!: «No último grande debate parlamentar da legislatura, o primeiro-ministro fez uma revisão de toda a matéria dada ao longo dos últimos quatro anos. Mas, já com as eleições legislativas em mente, José Sócrates voltou também, durante o seu discurso sobre o estado da Nação, as palavras para a oposição ao afirmar que “este Governo não vendeu a nenhuma empresa uma rede fixa de comunicações” – em referência ao polémico negócio concretizado durante o anterior Governo, quando Manuela Ferreira Leite era a titular da pasta das Finanças.»
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Abraço de lusibero