AVALIAR PARA A FOTOGRAFIA POLÍTICA
Há prémios de jogo para os obedientes e submissos à recente barbárie ministerial com o trambolho pseudo-avaliativo. Avaliar para a fotografia e para a subjectividade de quem detém o poder é uma coisa prodigiosa. O que se pagará concreta e politicamente aos Directores, a estes excelentes e muito bem "avaliados" isentando-os de um novo trambolho selectivo, a PICD [Prova de Ingresso na Carreira Docente] não passa da tentacularização do PS por metástases de poder na Escola Pública. Quem obedeceu e não contestou, provará suculentas recompensas. Quem não obedeceu e contestou, rebelando-se e combatendo por um modelo digno de respeito, sério, espera-os castigos infernais, se se não levar em conta o esperado efeito regenerador das Eleições. As fracturas internas nas Escolas são brutais. Feridas profundas que o desonesto apoucamento pelo Ministério dos professores dando-lhe vitórias de Pirro deixará por sarar. Mais razões para arrasar eleitoralmente com este PS até que apareça um novo e mais decente, um Partido com suficiente e prolongado deserto de Poder para conhecer de que humildade e de que escuta deve ele ser feito e ministrado. O Poder perverte a triplicar quem o não sabe usar. Este PS nunca foi digno dele. XVII Governo Constitucional? Nenhuma paz à sua alma. Que nunca mais descanse em paz tal quase-defunto ruim de cabo a rabo!: «O Conselho de Ministros aprovou hoje alterações à prova de ingresso na carreira docente, ficando dispensados da sua realização os professores que no ano passado ou neste ano tenham obtido "muito bom" ou "excelente" na avaliação de desempenho.»
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