A MÃO GORDUFA DO PODER
A mão gordufa do Poder não tardará a tratar do registo anti-socratesiano de MMG, re-afastando-a de funções, se for caso disso. De estranhar se assim não for, quando ninguém estiver a ver. A propósito, quem é a figura parda e inaudita de Bernardo Bairrão, sucessor de Moniz? Enfim, todas estas coisas fazem-se por fases para levantar o mínimo de ondas e não alarmar a memória curta e de curto prazo dos vassalos nacionais. E mesmo assim vai por aí um furor de suspeição curiosa, enervando as psiques, assustando os cidadãos esse espectro de excesso de poder ou abuso de ele. De resto, toda esta questão está a ser tratada de modo a deixar quase toda a gente contente e recompensada, faltando somente compreender o alcance de todas estas movimentações na filosofia dos conteúdos jornalísticos. Nuno Vasconcellos, que é também administrador da PT (recordem-se os fundamentos para as negociações abortadas com a Prisa), tem mantido contactos intensos com vista à entrada na Media Capital, operação que envolve a saída de José Eduardo Moniz, rosto do sucesso da televisão. O Expresso, em notícia de sábado, dá como certa a venda à Ongoing de 30% da Media Capital. A Ongoing disse estar somente interessada na compra e controlo da Media Capital ou na partilha da sua gestão. O primeiro sinal de que as negociações com a Prisa estão bem encaminhadas surge mal seja anunciada a saída da TVI do actual director-geral, José Eduardo Moniz. Moniz, que não é de ferro nem será propriamente despedido como um cão, deverá assumir a vice-presidência da Ongoing Media. Parece confuso? Não é! Nada mais cristalino: «Manuela Moura Guedes diz que não tem "rigorosamente nada a ver com a vida profissional" de José Eduardo Moniz e que irá manter-se nas suas funções como subdirectora de informação dentro da estação televisiva, depois de regressar de férias.»
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