quinta-feira, dezembro 31, 2009

VACAS SAGRADAS DO REGIME


Fala Vítor Ramalho, mais um daqueles socialistas postos à vez a pronunciar-se, rodízio redundante, sobre o momento forçado de crispação institucional. Serviu de escudo humano a Vital Moreira, protegendo-o aflitivamente de algumas inofensivas garrafas plásticas com alguma água inócua. É um «conhecido soarista». Sabe por experiência que o Regime acalenta vacas sagradas como Soares. Para além de todo o palavreado constitucional que agora arengue, Vítor Ramalho sabe que o PM se tem a si mesmo como mais uma Vaca Sagrada do Regime. Noronha do Nascimento também considera Sócrates Vaca Sagrada do Regime. Igualmente o PGR assim o concebe. Ora, nós sabemos os constrangimentos de toda a espécie que essas vacas instituem na pólis, bosta aqui, bosta acolá, circulando pachorrentamente e engordando com toda a impunidade. Quem lhes danifique o pêlo com o roçar de um dedo opinativo pode até ser linchado na praça pública, que hoje é basicamente ficar sem o emprego. Alguma coisa terá de mudar para acabar com essa lógica sacral no que toca a nada mais que vacas. Num país normal, não existe such a thing. E não são nada siameses, PR e PM, pela simples razão que, para o Regime, Cavaco não é uma Vaca. Sagrada!

FINLÂNDIA E O SUPERGENE NÓRDICO

De um lado e do outro da estrada acastelam-se três metros de neve, dois muros ou paredes brancas brindam os forasteiros, nas escassas horas de luz. Inverno. O tempo é passado em casa. Sobretudo em casa. Aos fins de semana, bebe-se até cair e é por isso (porque é frequente o caos e a morte-coma privativo em razão do álcool) que vigora uma espécie de lei seca altamente restritiva no acesso às bebidas espirituosas. Há dinheiro para subsidiar toda a gente. Muito dinheiro. O Estado não cometeu loucuras. Não passou décadas a contratualizar auto-estradas redundantes e pontes luxuosas ou ainda edifícios sumptuários acumulando, em todos os casos, admiráveis e vergonhosas derrapagens record no Planeta, depauperando um povo viajado, emigrado, habituado ao luxo e a produzir mais que todos, desde que fora do País. No extremo Norte, a pobreza é um insulto e não se consentem 20% de indigentes. As pessoas contam, embora desapareçam por seis meses nas suas casas sitiadas por neve e o trabalho não faça sentido entretanto. Quase não existem shoppings. Dão um bom templo para festins sanguinários, infelizmente, como hoje, na Finlândia. Nada para fazer. Inexpressividade. Frio. O factor deserto. Os factores interioridade e periferia: bebe-se e mede-se a resistência à bebida. Mulheres emancipadas num ambiente amniótico de permissividade. O convite ao suicídio ou à matança. Nichos de árabes. Nichos de iranianos. O Supergene Nórdico é isto. Provavelmente, para os nórdicos, os povos falidos do sul é que são "nórdicos".

THE TRUE AND ONLY SHORT DICK MAN


Só um resumo de Jorge Costa. Portugal não quer essa coisa pequenina.

2009, ANO PRENHE DE PULHAS



Qualquer balanço de 2009 implica recordar o quanto sofremos a vários títulos. Os problemas do País, por incúria e impreparação políticas, agravam-se. A malícia está no Regime e é o Regime. Capturado por um punhado de sôfregos, entre danosos maçons e partidocratas, Portugal não respira. O centenário da República Anarca, Iconoclasta e Jacobina de 1910; centenário da República Ditatorial, 40 anos "messiânicos", medíocres e castrantes, sob gumes de aço, até 1974; centenário da Democracia Cleptocrática, neoCorporativista e Oligopolista até 2010, obrigar-nos-á a perder as peneiras e acabar com merdas. Não é a forma que o Regime assuma que o torna arcaico. Não há absolutamente nada de arcaico numa Monarquia. Arcaica é a alienação barata das nossas fontes básicas de independência e de afirmação identitária sob uma República das Bananas, imoral e perversa, e arcaico é o apossamento por um bando de trafulhas das rédeas do poder, numa República das Bananas, apenas para serviços clientelares, favores e negócios entre amigos e o extenso rol de casos de um crasso e sistemático malbaratar de recursos sem qualquer espécie de verdadeira prestação de contas aos cidadãos. Tal vergonheira terá de acabar. Obsoleta vai a República de 1974, velha e caduca. São cem anos para esquecer. Demográfica e economicamente, Portugal está a definhar. 2009 viu o que há de pior na índole dos políticos e seus títeres justiciários. Portugal tem escolhido Barrabás. Tem amado Vendilhões. Encanta-se com Arrivistas Mentirosos e Cretinos Pícaros. Portugal comporta-se como Pilatos em causa vital, própria, fechando os olhos e lavando as mãos. Possa em breve legitimar pacificamente a República de 1910, reformular-se, e assumir os seus efeitos nefastos. Ou tenha a plena liberdade constitucional de aboli-la e enterrá-la como fenómeno passageiro de sangrenta génese, mau sinal!, com catastróficas consequências e inconsequências para os portugueses.

FAZER A FOLHA À FOLHA DE BELMIRO

Nova alarve tentativa de intoxicação informativa, máxima especialidade da casa. Ali a retaliação serve-se ao retardador. Do menu do CC constam hoje duas partes, faces da mesma perfídia incansável: que Belmiro despachou o director da sua folha oficial, o Público, por razões que a razão e o lucro não desconhecem. E que o mesmo Público não é de confiança. Tudo isto como se entretanto tal folha não tivesse sido amansada pelo dinheiro lá metido que lhe dita a actual linha editorial anónima e anódina tão do agrado do quase monarca (nu!) oficioso do regime. Não andam ali comentários, blogues e jornalistas investigativos sob estrito "cinto de castidade" em matéria de liberdade de movimentos expressivos?! Por outro lado, não tem o Poder, isto é, o Governo-PS e a sua ala putrefacta maçónica, o poder tal como o concebe o absolutismo controleirista socratinesco, a hegemónica possibilidade táctica de viciar as bolas, de adulterar as cartas publicitárias no Casino da Notícia Português?! As fontes de receita publicitárias no jornalismo impresso tradicional retrocede pelo mundo inteiro. Por cá, o Poder mitiga o problema e saneia subtilmente a imprensa que possa ser hostil. Os CC sabem é muito!

IRUKANDGI

Não há bela, muito bela, sem senão, imenso senão: «O homem com o "melhor emprego do mundo" esteve [...] à beira de morrer depois de ter sido escolhido entre 34 mil candidatos para trabalhar seis meses a fotografar as belezas da ilha de Hamilton. O concurso tinha como objectivo promover o potencial turístico da zona.»

quarta-feira, dezembro 30, 2009

ACORDO, MAS DEVAGAR, EDUARDO

O Eduardo não pode escrever o seguinte diamante engastado em latão: «Tirando isto, cada um, em sua casa ou no seu blogue, fará o que quiser. Não deixa de ser curioso que alguns dos mais ferrenhos detractores do Acordo sejam bloggers que se distinguem pelos pontapés que todos os dias dão na gramática. O tipo de gente que começou a ler traduções de Robert Walser sem nunca ter lido João de Deus.» DL, sem ao mesmo tempo sublinhar que é precisamente no extraordinário mundo da bloga, também entre ferrenhos detractores e entre moderados, que se regista a "escrevência" mais sublime, intensa e extraordinária, só para sermos inteiramente justos, até porque muitos dos mais ferrenhos adeptos e defensores do mesmo Acordo, como a f., com aquela escrita que aspira ao SMS, não só pontapeia a Língua todos os dias como a contorce, entorta e espanca nos planos semântico, lexical e morfológico sob aplauso e com a naturalidade moderna de um aborto. Por isso, considero ser a moderação a posição sábia a marcar mesmo um entusiasta estrénuo do Acordo, como o autor do excepcional Da Literatura. E devagar, até pelas razões que defendo aqui. P.S.: A propósito, lamento a saída do João Paulo, afinal tão meu conterrâneo e contíguo quanto às leituras e ideias que sempre defendeu no blogue. E pergunto-me se poderei prosseguir lendo-o em qualquer outra parte, agora que abandona esse projecto a "quatro mãos". Toda a ventura para ele, são os meus votos.

STJ/PGR, ESSES FAQUIRES DO REGIME


É com extremada tristeza que verificamos que os supremos intérpretes da Justiça, como a venerável vozinha-d'Hélio, Noronha do Nascimento e o amigalhaço PGR, insultam a nossa inteligência com o despacho de uns papéis e nula fundamentação substantiva ou nexos de límpida razoabilidade, buscando refúgio aflito nas alíneas mais covardes da Lei com que a partidocracia se recordou respaldar a tempo e horas. Isto é um só despachar e passar como um fakir com os pés nus sobre as brasas incandescentes, manter o cu colado aos pregos e bolinha baixa que esta escada só acaba lá, nos quintos do supremo apodrecimento infernal. Maçónicos intocáveis! PS, esse obsoleto óbice a obstaculizar um País a sério, enquanto os seus mamam largo os negócios ocultos da democracia! Um PS bloqueador do combate ao corrupto político, ao rico ilícito. Um PS feroz opositor da transparência para proporcionar ao seu povo, finalmente, a porra de uma Justiça normal, decente, moral, doa a quem doer e não somente célere ou expedita sobre os mesmos miseráveis mártires de todos os dias, filhos e enteados das migalhas mínimas. Há explicações políticas por dar e clarificações a fazer até às últimas consequências. Não se é convincente apenas por assinar uns papéis, invocar uma Lei esfuracada como um queijo suíço feita à pressa e à medida, e passar por passar uma esponja embebida em vinagre sobre o assunto. Autorização para as escutas ao PM? Estaria o procurador de Aveiro embriagado?! Acumula com funções políticas?! Então quando, por exemplo, um crime é perpetrado e flagrado, mediante escutas indirectas, teria sido necessário autorizações prévia para escutar o que é delito flagrado para assim estar em conformidade com a Lei feita à medida de todos os ilícitos e impunidades, deixando impune o crime? Não é imperioso proceder em razão do facto criminoso involuntariamente detectado? É com isto que Portugal quer contar? Ok. Mais tecnologia e nula decência. Deve ser isso. Na verdade, são intermináveis e admiravelmente tristes as habilidades de um faquir. Quanto mais de dois!

ALBERTO GONÇALVES, OUTRO QUE FAZ DOER

Onde mais lhes custa, tal como João Miguel Tavares: nos diagnósticos políticos e na substancial verdade que as f., bem forradas e batidas pelo poder, cuspilham e detraem, mediante processos racionais de urdir insultos e argumentar bestialidades com classe e aparente coerência que não valem os cornos da ganadaria Palha. Pois bem, do que este excepcional opinador, Alberto Gonçalves, escreve não se deve perder pitada. Simplesmente excelente! Um uso primoroso da ironia. Uma contundência bem-humorada, certeira, profunda. Um retrato do PS e do seu Mau Show, segundo a realidade desdentada de poder torpe e entorpecido que ele-PS nos devolve. As momices de Lello, inchado, a rir e a gaguejar palermices na sua RTPN, troçando do painel restante, não o bate em hilariante. Não vá o diabo tecê-las, cito-lhe na íntegra o último texto, dado o frequente quebranto dos linkes ao DN sempre que se trate de opinadores que golpeiam esses sugadores clientelares, sem ponta de vergonha, onde mais lhes custa: OS EDUCADORES DA CLASSE OPINATIVA: «Uma recente escola de pensamento defende a moderação, espontânea ou coerciva, do jornalismo em geral e das colunas de opinião em particular. A tese é partilhada por altas figuras da magistratura, políticos conhecidos, políticos ou assessores que preferem o anonimato e, curiosamente ou não, alguns jornalistas e colunistas, entre eles Pedro Marques Lopes, aqui no DN. Enquanto membro da última classe, acho óptimo que se vigiem os excessos dos meus colegas e de mim próprio. Embora nos paguem a opinião, esta resulta muito mais louvável e construtiva se se abstiver de injúrias e levar em conta que os eventuais deslizes serão severamente castigados, mediante multa, prisão efectiva ou degredo. De calúnias e insinuações maldosas está o país farto, ou, nas imortais palavras de um fugaz ministro do anterior Governo, liberdade não é licenciosidade. Claro que os tribunais comuns, useiros em desculpar o pagode opinativo, não servem para impor o devido respeito. Por isso uma personalidade insuspeita como Noronha do Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça, propôs que sejam os políticos a julgar jornalistas e afins, o que de resto já sucede em todas as nações desenvolvidas, de Cuba à Coreia do Norte. É urgente que, em Portugal, o ofício de colunista deixe de ser confundido com insolentes que dizem o que lhes vai nas cabeças. Dizermos o que vai nas cabeças de outros, principalmente se os outros forem governantes ou avençados, é um enorme passo para a dignidade da profissão. E um pequeno passo para um colunista. No fundo, a mudança que se reclama não impedirá ninguém de continuar a escrever as maiores barbaridades sobre banqueiros em desgraça, autarcas avulsos, líderes da oposição, jogadores da bola, columbófilos e até o presidente da República: insultar tais criaturas não suscita a indignação de vivalma, incluindo do dr. Noronha do Nascimento. Tudo bem espremido, os únicos "julgamentos de carácter" intoleráveis são os que visam a sagrada figura do actual primeiro-ministro. Bastará não produzir uma só linha menos simpática para com o eng. Sócrates e qualquer potencial candidato a correctivos será imediatamente elevado a farol da seriedade e da responsabilidade. Obviamente, não custa nada. Excepto a vergonha, aliás um tique em declínio.»

DANILO GENTILI EM DEFESA DE ROBIN WILLIAMS

Aprende-se imenso com o desassombro praticado do outro lado do Oceano. Vale bem a pena conhecer e ler o Danilo em fogachos de pura genialidade e a-propósito: «Advogados. Vocês já são alvos de piadas por outros motivos. Já que se incomodam com piadas evitem ser alvos de mais algumas não processando Robin Willians. Ao invés de processo envie pra ele uma carta de gratidão. Pense que ele estava num dos melhores programas de TV e só falou de puta e cocaína. Ele poderia ter falado por exemplo, que o turista que vier pra Olimpiadas se não for roubado pelo taxista será no calçadão. Poderia também ter dito que o governo e a polícia brasileira lucram com aquela cocaíca do morro carioca que ele usou na piada. E se ele resolvesse falar algo como: “As crianças do Brasil não assistirão as Olimpíadas porque estarão ocupadas demais se prostituindo”? A.. E se ele resolvesse lançar mais uma piada do tipo: “Brasileiro é tão estúpido que se preocupa com o que um comediante diz, mas não se preocupa no que o político que ele vota faz”?Enfim... são muitas piadas que poderiam terem sido feitas. Quem é imbecil o suficiente para se incomodar com piada, não seja injusto e agradeça Robin Willians porque ele só fez aquela. E depois brasileiro se acha no direito de fazer piada dizendo que o Português é que é burro.» Danilo Gentili, Uma Piada para Robin Williams

OBSTIPAÇÃO ORTOGRÁFICA

O João Miranda sabe da missa a metade em matéria do Ensino da Língua, das dificuldades colocadas à docência, impasses e negaças na metalinguagem, o labirinto, a salgalhada terminológica com que burocratas, pagos a peso de ouro para justificar serviço dentro do ME e em instâncias dependentes, querem revestir de impenetrabilidade e aversão o que despontaria em amor e em acesso ávido a uma das línguas mais faladas e repletas de charme do planeta. Sou globalmente contra o Acordo. Penso na obsolescência fulminante de toneladas de documentos e livros e no custo envolvido de tudo refazer. O Acordo é um acto parolo de uma classe parola de políticos torcionários em quase tudo. Penso no crime de impor e na vaidade de criar submissão a critérios de duvidosa validade bem elencados por Graça Moura, mas não só. Há, porém, coisas nele que vão ao encontro da minha própria intuição e prática de escrita, antes e muito para além de haver Acordo, e a essas subscrevo-as. Refiro-me, por exemplo, ao "novo" regime que grafa palavras justapostas e aglutinadas. Nem tudo no Acordo é o que antecipamos: ofensivamente revisivo, abusivamente fonético, com a rasura dos traços e vestigialidades greco-latinas que mantivemos intactos nos étimos por séculos. Em certos aspectos deveríamos até retroceder à ortografia ainda vigente nos anos vinte do século vinte. Convenço-me que o Novo Acordo se discutirá orto e heterografando. Está muito longe de ser imposto seja pelo Governo seja por quem for. Há limites para a unificação ortográfica ditados até pelas leis da física, da prosódia e musicalidade natural que conformam os registos escritos: serão, sim, os escreventes e escritores da Lusosfera, continuamente reflectindo sobre a Língua Escrita e Estética Portuguesa, a fazer opções lógicas ou de estesia, basta pensar no peso dos latinistas no século XVI, de Camões, para ver a partir dele toda uma revolução contagiante que elevou a nossa literatura ao topo, rasgando um Caminho de abrangência e complexidade por onde temos seguido, nós, os que escrevemos. Nunca estaremos em crise de falantes da língua. A crise é de escreventes apaixonados e conhecedores, universais e intensos como um novo Eça ou um novo Machado de Assis.

CARTAZES COMO ANALGÉSICO

O CC por um lado, o Eduardo por outro, por outro ainda, à sua maneira, o Jugular, desconversando, vêm os primeiros dois com a Boa Nova do "Risco Médio" português de bancarrota e o respectivo cartaz tranquilizador da plebe. Como se informes desactualizados e meros cartazes europeus, supostamente prestigiados, alterassem uma vírgula ao galopar da dívida portuguesa. Nada a fazer quanto aos fumos de morte por que atravessa o Regime implantado em 1974, com as esperanças de liberdade mas os vícios corporativistas do Estado Novo intactos. Os políticos no poder e a sua extensa corte clientelar de dependentes são uma vergonha, envergonham os cidadãos, traem as suas exigências de transparência e responsabilização com dinheiros públicos e negócios Pelamis, dinheiro incinerado com um sorriso nos lábios. Patuscos do costume são esses amantes das patuscadas, essa ostra-esquerda-lagosta clientelar que arrota todos os dias à mesa da mais excelsa, viciante e dispendiosa gastronomia. Se o PS paga ou não paga propaganda ao Wall Street Journal, não sabemos. O Governo PS pactuou e fez o que pôde e o que não pôde para pagar, com o apoio das EPs, a esses empresários do Red Bull Air Race a alteração da toponímia ao evento português. O dinheiro não tem pátria nem as Offshores. O PS, suspeitamos, deve ter espatifado milhões em dinheiro "híbrido" para se reeleger. Só pode estar nas lonas.

terça-feira, dezembro 29, 2009

OUR OBSTRUCTION TO SUCTION

Aproveitando para saudar o excelente desempenho do Pedro Lomba, apesar de coarctado pela moderação, há pouco, na SICN, projectando 2010 com Medeiros Ferreira, Luís Nazaré, Adelino Maltez, sob a regência tensa de Ana Lourenço, cito absolutamente concordante com o que escreve a respeito da infeliz, porque conformista, hipérbole de Ferreira Fernandes, cronista que nos merece, com certeza, toda a estima e veneração: «Nem o João Miguel Tavares, nem ninguém, que eu tivesse notado, sugeriu alguma vez que Portugal se parece com a Argélia. De facto, não é preciso ser muito corajoso para botar "opinião pública" por cá. Coragem é sobretudo coragem física e moral (a coragem intelectual também existe mas em muitos casos chamar-lhe coragem é uma figura de estilo). De qualquer maneira, Ferreira Fernandes tem obrigação de saber que o "medo" (não de perder a vida mas de perder o emprego, de sofrer pertubações na sua vida profissional, de ser admoestado, de apanhar com uma inspecção conveniente, de ser ostracizado de muitas maneiras), as "pressões" directas ou indirectas, os "silêncios forçados" não acontecem apenas nas ditaduras. As democracias recentes, pequenas e vulneráveis a inúmeras formas de captura do Estado como a nossa, também são feitas disso. Bem sei que Ferreira Fernandes é adepto dos métodos de força do Senhor Engenheiro. Mas não tem razão para nos tratar como gente quixotesca com o dedo espetado contra o que não existe. Vemos, ouvimos e lemos. Portugal é minúsculo, são quatro ou cinco que mandam, mais vinte que fazem o serviço desses quatro ou cinco e nós todos, o resto, não passamos de peões em esforço, uns mais atentos do que outros. O JMT, de quem sou amigo, tem sido um dos mais atentos. Palmas para ele.» Pedro Lomba

CUECA, NOVA ARMA DE TERROR

É incrível a criatividade de essa extensa Vara de Terroristas, da chamada Al Qaeda, apostada no espectáculo milenarista do absurdo, miragem de conquista do Ocidente pelo sémen e pela morte, pelo território arrecadado aos infiéis para ser posse dos seguidores de Alá: fazer da cueca [e da calcinha] uma arma de destruição maciça é uma nova perspectiva que o Islão radical nos oferece, graças à inépcia de Omar Farouk Abdulmutallab. Além da extensa invasão dos países nórdicos por uma mole imigrante de árabes, iranianos e outros povos de cultura não centro-europeia, beneficiando dos subsídios generosos de uma Suécia e quejandos, casando com as moças libertárias locais, ímpares no libertário europeu, e submetendo-as aos padrões machistas da cultura de origem, só nos faltava a cueca como última arma genial para abater a aviação comercial. Certo é que as revistas nos aeroportos nunca serão as mesmas e eu penso com pena nos casais de velhos virgens de voar vindos do interior; desses que levam farnel para o avião como se fossem em "excursão" a Amarante, e que, pânico ou emoção, se mijam e se cagam no processo de decolagem. Tenho pena do que nos passarão a exigir a todos: «Tire as cuecas, por favor.» Diz-me a cueca que "envergas", dir-te-ei quem és.

INTEMPÉRIES DE LAMA

O Douro promete transbordar, esta noite, na zona ribeirinha do Porto e de Gaia. Mas há muito que enundações gravosas perigam Portugal com a lama e os detritos de variados casos. Só mesmo o clima para coroar de desgraça contingencial uma desgraceira mais sistémica e humana que clama por se depurar. CAA diz e rediz o que andamos por aqui a dizer há muito: «Sócrates parece possuir uma tendência inexorável para aparecer inopinadamente nos recantos mais soturnos que o regime encerra. Sem exagero, pode-se afirmar que parte daquilo que o ‘Face Oculta’ nos revela se consubstancia numa linha de continuidade lógica em relação ao que já se pressentia no Freeport, se presumia na Cova da Beira, se supunha nos projectos das casas beirãs e se temia com a caricata licenciatura dominical.»

FLOATING SHIT COUNTRY


Não me pareceu feliz a metáfora do Carlos Loureiro que entitula o seu post: País Portátil? Antes, País imóvel, sempre a ver passar, aos montes, pedaços e pedaços de floating shit. Eis aí um excelente substituto para o nome de baptismo da Operação "Face Oculta". Operação Floating Shit. assim como todo o revisionismo e balanço de 2009 terá de passar por essa percepção de que em quase tudo, os agentes políticos se degradaram e passaram todas as marcas: «3 - Mas a lição imediata do ‘Face Oculta’ é política e radica no desdém pela lição de Montesquieu: a de que o ensejo da liberdade dos modernos reside no respeito pela separação dos poderes do Estado. Quando Sócrates se julgou visado pelas escutas legítimas que se estavam a fazer ao seu amigo Vara, três ministros do seu círculo mais próximo (os da Economia, Defesa e Negócios Estrangeiros) desferiram o maior ataque concertado ao poder judicial de que há memória neste País. Imitaram Berlusconi, na Itália, Manuel Zelaya, nas Honduras, e Evo Morales, na Bolívia, tristes exemplos contemporâneos dos esforços desbragados do poder executivo em condicionar o judicial quando os tribunais se tornam incómodos. Esta investida, e, principalmente, a passividade das hierarquias da Justiça, ajudou a perceber que para defender o seu Chefe este Governo é capaz de tudo – até de ameaçar o Estado de Direito. Resta a liberdade de expressão. Vilipendiada e maltratada, permanece como o único poder fáctico com capacidade de denúncia e de causar sobressalto a um poder político que já não tem vergonha de desocultar a sua verdadeira face. A batalha já se trava aqui.»

A FAUNA E O FAUSTO


O Poder Político e o seu Braço Servil Justiciário aprenderam uma lição só perfeitamente aplicável em países supremamente corruptos e cuja fauna sociológica, 20% dela na máxima e vergonhosa indigência que se sabe [70% entre emigrados, profissionais dos partidos dependentes da Alta Gamela na Função Pública, milionários oligopolistas com o seu fausto de cosmopolitas viajados tão patriotas como escanhoarem a púbis, e outra gente mesmo autónoma e trabalhadora, cá e lá fora, alheada, ignorante, dedicada a consumir e a dissipar] se esteja a literalmente a cagar para o que por si só já não cheire bem. Tal lição é que o tempo de atenção e a disponibilidade das Opiniões Públicas, tal fauna ou em miserável miséria ou em miserável fausto, para sentir e exprimir alguma espécie de escândalo e curiosidade editorial, tem os seus limites físicos, se calhar químicos, se calhar astrológicos. É só esperar uma, duas, três semanas e tudo se dissipa da agenda mediática, como tsunamis escandalosos que chegam e partem sem consequências ou responsabilizações de maior. Por isso é que só agora Azeredo Lopes e a ERC encontrou agenda. No ápice das questões, o Poder Político anda numa fona, mobiliza a peso de ouro os seus opinativos, a sua imprensa, os seus porta-vozes sucessivos afinando pelo mesmíssimo diapasão, a sua contra-informação blogosférica até ficar tudo tapado com uma pazada de merdífera terra fofa. Atira-se dinheiro para o problema, Freeport, TVI, Face Oculta, Licenciatura Manhosa. E a vida segue adiante. Não é arquelogia. É a natureza da fauna nacional com os seus faunos, fadas e fodas.

LUXO CATRAPUM DOS FALIDOS


Indiscutivelmente, se o País económico e político é gerido como o clube do Aro, do Galhardete e da Águia, em que, por um lado, se é pródigo nesse linguajar do luxo sempre contratador e respectivo espectáculo prometedor, mas, por outro, os títulos são cada vez mais escassos, em algum momento se rebentará ou rebentaria. O País é de facto gerido à rédea solta, engorda por incúria os boys da partidocracia socialista/social-democrata e parece estar sempre a salvo. O Clube do Aro também, isto é, dá-se a misteriosa evidência de nunca rebentar malgré tout. Para consumo portista, o velho sarcasmo pintista com o petróleo lisboeta não poderia ser mais certeiro.

OMNIVIDÊNCIA DE MAU GOSTO

Nem Daniel Oliveira nem absolutamente ninguém, que levante cabelo, escapa ao trabalho ciclópico de ridicularização e menoscabo do adversário por parte do CC. A intelligence nacional deve estar completamente imbricada em tal tarefa.

CÉUS PLÚMBEOS EM PORTUGAL

Com tudo o que de excessivo (húmido, ventoso, gelado) tem pairado naturalmente sobre Portugal, ainda bem que Mário Soares não se aventurou pelo universo da previsão meteorológica pois a causalidade seria norte-americana e o catastrofismo "meteorológico" dos tremores de terra passaria a ter uma autoria directa e imediata: o fracasso da cimeira Hoplessenhaga. Com a idade, escorrega-se num qualquer tipo de milenarismo. O Fim do Mundo aproxima-se.

TODO O PACIFISMO É VIOLENTO

O estado de torpor, de angústia e de impotência de estes clientes do BPP é directamente proporcional às instruções que as polícias têm recebido para amansá-los. Por seu lado, os autores do problema têm jantado em sossego todos os dias e seguem imperturbáveis as suas vidas. O Governo, nesta matéria, mostra de modo ainda mais transparente a lógica oligopolista do poder "eleito" cuja democraticidade, na prática, deixa infinitamente a desejar.

AGRADECER TUDO QUANTO O JOÃO OUSOU

Vivemos em liberdade, mas numa liberdade reservada, limitada, sujeita a silêncios ou a represálias subtis de que não convém falar porque falar é ou pode ser bad for business. O fim do Jornal de Manuela Moura Guedes, a saída de José Manuel Fernandes da direcção do Público, o término da colaboração de João Miguel Tavares como colunista no DN, são factos que, por si sós, não querem dizer nada. Mas dizem. Coço na cabeça e pergunto-me aonde irei continuar a ler o João, enquanto lhe agradeço, como leitor, tudo quanto ousou: «Isso não significa, contudo, que a nossa sociedade tenha uma cultura de efectiva liberdade, como o jornalista Ferreira Fernandes bem sabe. Do mais obscuro assessor ao ilustre procurador-geral da República, a cultura do esconde-esconde é transversal ao aparelho do Estado e a todas as instituições do regime. E isto não é uma opinião - é uma evidência que qualquer jornalista pode testemunhar. Quer isso dizer que é preciso uma coragem desmedida para opinar em Portugal? Não, não quer. E sou testemunha disso mesmo. Eu comecei a escrever uma coluna no DN em Julho de 2003, e desde então tenho distribuído todas as semanas as minhas opiniões pelas páginas deste jornal - ou, como diria Marques Lopes, "achei" sobre tudo e mais alguma coisa. Tive como directores Mário Bettencourt Resendes, Fernando Lima, Miguel Coutinho, António José Teixeira e João Marcelino, e nenhum deles jamais fez qualquer observação sobre aquilo que escrevi. Nesse aspecto, o DN sempre foi, para mim, um espaço exemplar de liberdade. Não sou dado a nostalgias, mas no momento em que, ao fim de seis anos e meio, termina a minha colaboração com este jornal, gostava que isso ficasse bem claro. Sou um privilegiado num país em que muitos não têm a mesma sorte do que eu. A liberdade não se agradece. Terem-me lido, sim. Muito obrigado.» João Miguel Tavares

ESPÉCIE DE SEX SHOP DO REGIME

«Entretanto, a facturação da J. P. Sá Couto, para onde se transferiram os negócios de centenas ou milhares de PMEs, subiu em 2008 mais de 1.000%.» Não, o Magalhães não é um destruidor de empregos. É um maná de transumâncias financeiras, dinheiro público vai, dinheiro privado vem, até agora mal explicadas, mas isso agora não interessa nada ao CC.

FAMÍLIA E ESQUERDA

Notável e luminoso este editorial. A este tipo de considerações e congruência política não se chega, sequer se praticará por cá, sem um golpe de asa cultural: primeiro, urge varrer de cena gente sem pensamento próprio, a não ser o pensamento nos seus e em si mesma, segundo o directório narcísico terceiro-mundista da manutenção do poder a todo o transe, do sorver Orçamentos e do controleirismo unidireccional que consiste em defender que só a gente governamental sabe do que fala e age a bem de todos, mito desnudo, pelo menos em Portugal. Ora, pouco ou nada na nossa economia estrutura famílias, quanto mais as conserva intactas. Por exemplo, a emigração secciona famílias por longos meses ou anos e muita da frustração e violência adolescente prende-se com esse fosso aberto pela necessidade e pela oportunidade de emigrar, fosso accionador de sofrimento apenas compensado ou mitigado, e mal, pelos presentes caríssimos nas curtas estadas em família. Por outro lado, o velho seguidismo parolo português é bem capaz de maravilhas em ridículo e desajuste quando se põe a reflectir no que outros povos ousam e tenta aplicá-lo mediante a velha violência iluminada tão adorada entre os néscios nacionais. Quatro anos de Circo, Bolos e Bastonadas já bastam: «Dois: Estatística, sobretudo recolhida pelo notável trabalho de Paul Amato, professor de Sociologia e Demografia da Universidade da Pensilvânia, sublinha: famílias intactas produzem excelentes resultados no futuro das crianças (sobretudo quando esses resultados são comparados com os de crianças que crescem em ambientes familiares diferentes). As vantagens estão reunidas em vários textos do autor: melhor nível de vida, maior rede de apoio familiar e menores eventos com potencial disruptivo.»

DIRECTÓRIO NARCÍSICO DO INACEITÁVEL

Paulo Guinote traduz em números o Inaceitável: «Tenho pena, tenho mesmo pena, mas o ME não é pessoa (colectiva) de bem e os seus representantes à mesa das negociações meros simulacros falantes de seres autónomos.»

ESCUTAS VÁLIDAS E INDESTRUTÍVEIS

«A lógica juridico-argumentativa dos que defendem que mesmo nesse caso, a escuta só será válida se autorizada pelo STJ, não tem argumentos suficientes para contrariar o mero senso comum (por exemplo, parar logo a escuta a partir do momento em que se tenha conhecimento que foi o PM a ser inteceptado), porque tal conduz ao absurdo de nada poder ser ouvido previamente pelo MP e portanto até pelo próprio PGR. Assim, permanecerá válido o entendimento de Costa Andrade que defende a validade da escuta nesses termos: como indiciária de eventual crime do catálogo que permite a escuta, mesmo a um PM. E o professor de Coimbra até disse mais, apelando ao maravilhoso: nem no céu poderá alguém dizer que a escuta é inválida! Mesmo sabendo a alta estima em que se revê o presidente do STJ , é capaz de ser um pouco de mais pretender que a sua voz já chegou a tão elevadas alturas...» Portadaloja, via SWV

segunda-feira, dezembro 28, 2009

PARA COINCINERAR A PROPOSTA

A proposta do novo ME é mais do mesmo. Em alguns dos sindicatos hesitantes ou pemissivos quanto a acordos com o Governo, em troca dos pratos de lentilhas habituais, não se pode confiar nem às claras nem às cegas, depois de certos tiros nos pés nos últimos dois anos. Com os movimentos de professores, MUP e PROmova, somos contra a manutenção de qualquer sistema de quotas ou contingentação administrativa (convém ter presente que todos os partidos da oposição estão contra a aplicação das quotas ao sistema de ensino, pelo que ninguém compreenderia que este aspecto viesse a ser aceite); penalizações introduzidas pela nova estrutura da carreira, tendo sempre por referência a situação verificada antes do concurso para professor titular e uma vez contabilizado o tempo decorrido desde aí; contra qualquer possibilidade de se implementarem nas escolas processos e práticas de avaliação entre pares que remetam para o anterior modelo de avaliação, nomeadamente, burocratização, ocupação excessiva ou valorização de tudo o que fuja ao controlo do professor e não esteja ligado à tarefa de ensinar (sem ditaduras pedagógicas) e, sobretudo, processos avaliativos subjectivizados, envolvidos em secretismo ou que escapem ao controlo e à iniciativa do grupo disciplinar e do departamento respectivo.

POUPAR 800 MILHÕES DE EUROS

Muito sábia esta promulgação do PR. A Oposição, no seu conjunto, vê confirmado o seu bom trabalho de prevenção de desperdício e falta de accountability em que se esmera esta trupe governamentalesca, sedenta de malbaratar 800 milhões de euros urgentes na economia a coberto da entrada em vigor imediata do Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social. Esperam-se aperfeiçoamentos. Espera-se negociação. E, já agora, menos Fisco sobre quem se vê suficientemente estrangulado dele. Menos Gestão Danosa de Dinheiros Públicos. Menos Gestores Sugadores de Prémios de Produtividade nas EPs falidas, como a CP, REFER e EMEF: «cresceu o número de administradores em todo o sector e, curiosamente, cresceu o número de quadros superiores (mais 502)»... «Enquanto o custo com os trabalhadores das três empresas cresceu 23 por cento, o custo com administradores subiu 110 por cento». De resto, quando estes socialistas se queixam da perda de receita fiscal ou outra e de irresponsabilidade das Oposições, do que se queixam na verdade é do recuo da receita fiscal que ninguém controla e que tem sido aplicada não se sabe bem em quê, muito provavelmente no investimento pelo Governo nas empresas de Regime que favorece sem dar cavaco seja a quem for, para desvios esquisitos como o da Acção Social Escolar para ajudar a pagar Magalhães ou, mais grave, para o batalhão de assessores de Marketing Político & Imagem, para a Imprensa amiga, para as TVs e os blogues amigos, repletos de barrigas de aluguer, Jugular, Câmara Corporativa e outros, que todos os dias seguram com pinças, atirando com facas, a imagem do PM e amparam com contorcionismo circense chinês as piores entorses políticas e as mais perversas linhas maquiavélicas, de acção ou argumentárias, da pequena trupe governamental, uns seissentos pançudos colados a Ali Babá. Bravo, Cavaco!

IRÃO, LENTA METAMORFOSE

Com avanços e recuos, prisões políticas, torturas crudelíssmas, sumaríssimas execuções, mortes na praça pública, aquele Regime resiste, rastejando e banhando-se em sangue. Mas a transformação iraniana em qualquer coisa de bem com o mundo e mais semelhante ao que vigora na Turquia será irreversível. Ao ponto de um dia destes, quer Lula quer Chávez, se retractarem e terem vergonha por darem apoio a quem espezinha o seu próprio povo e o aliena tão grosseiramente. (Era uma piada revolucionária!)

CAMPEÕES DO ANTI-JOGO


E de Inverno. Evidentemente que os factores climatéricos pesaram, mas com Lucílio a ajudar a coisa piora a olhos vistos. É muito triste ver uma equipa excepcional cheia de medo, medrando em jogo, não pela plenitude do seu futebol, mas pela plenitude da interrupção absurda e sistemática do jogo. Nada como o futebol britânico. Lucílio deveria estagiar, em fim de carreira, na Grã-Bretanha, como castigo. O Benfica, esse grande Benfica europeu na forja a quem se augura grandes êxitos, deveria ser em tudo exemplar e jogar limpo.

DOIS ACTORES A MAIS NO SISTEMA

Mário Crespo é dos opinadores mais lidos em Portugal. E dos mais indiscutíveis. Defende com desassombro o que a bloga independente e não avençada do poder também defende. Uma limpeza urgente do PS com a remoção imediata de Sócrates e ulteriormente, a outro nível e a seu tempo, a de Cavaco. O clima de tricas e intrigas instaurado ofende as prioridades do País e essas chamadas reformas, actos compulsivos de uma mente perturbada, que andam por aí a fugir aos problemas, distorcem a nossa face sociológica parecendo reproduzir por cá o célebre bairro de livre-trânsito sexual de Amesterdão ou mais recentemente de Antuérpia. Publica-se aqui o artigo de opinião apenas porque remeter para lá, JN como DN, habitualmente dá erro. A liberdade e o acesso aos conteúdos mais desagradáveis ao poder tem os seus travões bem oleados. Debalde. PRIMEIRO O PS, DEPOIS O PR: «Portugal tem tido muita gente esquisita a governá-lo mas, com Cavaco Silva e José Sócrates, atingimos um elevado grau de desconforto. O semipresidencialismo destes dois homens produziu um regime híbrido que não executa nem deixa executar. Semi-governante e semi-presidente ao fim de quatro anos de semi-vida institucional aparecem embrulhados numa luta por afirmação confusa e desagradável de seguir. O embaraço público que foram os cumprimentos de Natal adensou a sensação de incómodo. O regime poderia funcionar se os actores se quisessem complementar. Mas estes actores, por formação e deformação, não têm valências associáveis. O voluntarismo de que os dois vão dando testemunho não chega para disfarçar as suas limitações. Com eles a circular a alta velocidade nos topos de gama à prova de bala e nos jactos executivos do Estado, o futuro de Portugal fica hipotecado ao patético despique da escolha de impropérios numa inconsequente zaragata de raquíticos. Até que alguém de fora venha pôr ordem na casa. A menos que venha alguém de dentro. Semi-governante e semi-presidente tornaram-se descartáveis e, dada a urgência, é preciso começar pelo Partido Socialista. A crise no PS com a ausência de resultados desta direcção é muito mais séria para Portugal do que o tumulto no PSD. Porque o PS governa e o PSD não. O PSD morreu. Ressuscitará ao terceiro dia para um mundo diferente. Um mundo em que homens casam com homens e mulheres com mulheres e onde se morre, ou se mata, por uma questão de vontade, requerimento ou decreto. Um mundo cheio de coisas difíceis de descrever. Coisas que precisam de muitas palavras para serem narradas e, mesmo assim, não fazem sentido. Como por exemplo a "activista-transexual-espanhola" que é alguém que frequenta o Parlamento de Portugal pela mão deste PS segundo José Sócrates. Um PSD ressuscitado vai ter que incorporar estas invenções na matriz de costumes de Sá Carneiro, inovadora à época, monástica hoje, ainda que, provavelmente, adequada para o futuro. Até lá é aos Socialistas a quem compete definir alguém para governar. Alguém que quando falar de educação não nos faça recordar a Independente. Alguém que quando discutir grandes investimentos não nos faça associar tudo ao Freeport. Alguém que definitivamente não seja relacionável com nada que tenha faces ocultas e que quando se falar de Parlamento não tenha nada a ver com as misteriosas ambiguidades de Carla Antonelli "a activista transexual espanhola" que, com Sócrates, agora deambula pelos Passos Perdidos em busca do seu "direito à felicidade". O governo não pode estar entregue a um PS imprevisível e imprevidente, menor em qualidades executivas e em ética, capturado nos seus aparelhos por operadores desalmados e oportunistas. Recuperar a majestade das construções ideológicas e políticas de Salgado Zenha, Sottomayor Cardia e Mário Soares é fundamental nesta fase da vida, ou da morte, do país. No Partido Socialista há gente seguramente preparada governar e começar a recuperar o clima de confiança e respeito pelos executivos nacionais que Sócrates e Cavaco arruinaram. Substituir Sócrates é já um dever. Na hierarquia de urgências o problema Cavaco Silva vem depois mas, também aqui, Portugal tem que ter na Presidência alguém que não possa ser nem vagamente relacionável com nada onde subsistam incógnitas. E há muitas incógnitas no BPN. Mas cada coisa a seu tempo. Primeiro o PS, depois o PR.»

domingo, dezembro 27, 2009

PEDAGOGIA DO COMENTÁRIO RELES

Está nos comentários tudo o que se quiser saber sobre a gentinha e a gentalha da desinformação. Há distorções, ofensas e insultos para todos os gostos. Maus. A ignorância está completamente ao serviço do mais reles do reles em matéria de poder político.

MUITO MENTIROSO

Um blogue chamado Câmara Corporativa, segundo JPP e segundo toda a gente. Mentir e desinformar ao serviço do argumentário do poder, batendo em tudo o que mexe contra Sócrates e o seus governos negros.

FANFARRÃO

Toda a língua de pau que acoberta fechamento, anonimato contudente, solidão deliberada [para sugar em paz os Orçamentos] e o vazio argumentário da governação.

ENLACE GAY E FAMÍLIA HETERO


Uma família não serve só para procriar. Dizem-no sobretudo todos quantos gostam imenso de sexo e cultivam-no para além daquele aspecto potencial. Eu sublinhá-lo-ia enquanto católico tarado pela euforia humana proporcionada pelo prazer de estar absolutamente vivo. Mas, por exemplo, as políticas de salários baixos, recibos verdes, de precariedade sistemática, de desemprego agrícola, de subsidiarismo dependentista fatal, porque destrutivo da dimensão pessoal do trabalho, políticas seguidas pelos recentes pseudo-Governos Espectaculosos de Portugal, essas políticas, sim, têm rarefeito as famílias e contaminado de esterilidade involuntária muitos casais: estímulos à natalidade por um lado, lei da selva no plano laboral, por outro, fragilização das famílias. Portanto, políticas sacanas, esbulhatórias do indivíduo no plano fiscal, mas laxas aí com a Banca, hipócritas com o tecido produtivo, tais políticas boicotam essa família de que o Papa está a falar. Já a questão do gay marriage é uma falsa questão. Todos os gays que eu conheço estão bem e recomendam-se. Uns são extremamente sádicos combinando com outros extremamente passentos, dominando-os e seviciando-os, dentro do normal consentimento, e com plena felicidade recíproca. Nunca lhes ouvi qualquer frustração pela falta de acesso ao casamento. O casamento gay teve sempre na génese não a busca de um direito, mas o direito de corroer a essência de uma moção afectivo-procriativa eternamente em crise, feita para o sublime ou para a falência. Uma criação heterossexual geradora e conservadora de biliões de vidas ao longo dos milénios. Se eu fosse gay, não seria masoquista ao ponto de sonhar casar-me, aceder a uma instituição "conservadora" e usurpar assim uma coisa nem minha nem para mim. Enquanto casado, não poderia estar melhor com aquilo que tenho: mulher e filhos. Em Portugal, a alienação da Agenda Governamental com o enlace gay envenena o ar político e insulta todas as urgências e premências sociais e económicas. Tudo está autorizado a desmoronar-se, but the show must go on.

ESTRELA-BOCA ABERTA EM LÁTEGO

Uma das figuras mais moralmente lassas e politicamente obesas do Regime é Edite Estrela. O socialismo mais parolo bateu-lhe à porta e entrou porque ela estava em casa. Exemplifica todas aquelas figuras que, chegadas ao Parlamento Europeu, naquele percurso que a decadente nomenclatura política nacional faz peregrinamente, abandalha todos os critérios de nobreza e elevação, de resto até ali rarefeitos. Há dias, Mário Crespo denunciava uma inominável e ardilosa perfídia entre quase todos os eurodeputados contra Nuno Melo: «A esquerda portuguesa no Parlamento Europeu uniu-se contra Nuno Melo por uma questão de etiqueta. PS, PCP e BE acham não foi de bom-tom interpelar o Procurador Lopes de Mota no plenário em Estrasburgo sobre a sua tentativa de manipulação da justiça.» Tornam-se muitos deles apátridas e funcionarizam-se actuando em bando-hiena. Jaime Silva foi recompensado por ter castrado a agricultura e as pescas nacionais, mergulhando-nos ainda mais na estagnação vigente, amputando-nos o velho último recurso quando o desemprego explodiu. À Edite coube agora a vez de abrir a boca em língua-látego para continuar a flagelar a já flagelada e crucificada figura do PR. Esta gente nunca se sacia de cínico.

MENSAGEM GAY ÀS CONSTRUTORAS

As mensagens de Natal, para consubstanciarem verdadeiros sentimentos e emoções eticamente puras e bem-intencionadas, dentro de um espírito Anti-Ebenezer Scrooge dos Natais passados, devem promanar de actores políticos capazes de Verdade e de Sensibilidade. Os últimos dias do Regime deram-nos personagens, como os actuais actores políticos em cena, incapazes de acção, vocacionados para o espectáculo e indiferentes à gente de carne e osso. Sócrates é tudo isso. E é todo um País e todo um Programa Faz de Conta. Se há algum Portugal repleto de potencial progressista, feliz e paradisíaco, com as políticas despesistas e de investimento público castrante e comprometedor que o socialismo socratista prossegue, esse Portugal está bem e recomenda-se: é o das construtoras do Regime. O País de Aguiar Branco, porém, é demasiado vizinho do de Sócrates. Ambos estão a milhas do verdadeiro Portugal, sofredor e endividado.

UM MISTÉRIO FEDORENTO


«O procurador-geral da República decidiu não divulgar os seus despachos proferidos no tocante às escutas entre o primeiro-ministro e um arguido do processo "Face Oculta". A manutenção deste mistério em torno dos factos criminosos imputados ao primeiro-ministro é juridicamente insustentável e socialmente inaceitável. Em poucas palavras, a fundamentação da decisão do procurador-geral não responde aos argumentos expostos pelos "contínuos pedidos" das mais variadas áreas da sociedade civil portuguesa no sentido de divulgação dos factos criminosos imputados ao primeiro-ministro. Com efeito, o procurador-geral não esclarece a natureza jurídica do "expediente" relativo às escutas e se esse expediente está ou não em segredo de justiça. Como não esclarece se há ofendidos na notícia de crime e se eles foram notificados para se pronunciarem sobre a mesma, nos termos previstos na lei. Mas sobretudo não esclarece quais foram os factos criminosos imputados pelo juiz de instrução e pelo procurador coordenador ao primeiro-ministro de Portugal. Este mistério não tem qualquer explicação plausível numa democracia. Em qualquer país democrático os factos desta natureza são do conhecimento público. E em Portugal não deve ser diferente. Porque os factos que indiciam a violação das liberdades fundamentais dos portugueses interessam aos portugueses. Quando o Ministério Público revelou publicamente o teor das escutas de conversas em que o governador do Estado de Illinois se propunha vender o cargo do senador Obama, todos os americanos, melhor, todo o mundo, incluindo os portugueses, puderam ouvir as escutas do governador do Estado de Illinois. E por que razão foram estas escutas reveladas pelo ministério público? Porque eram do "interesse público", segundo o procurador-geral do Estado de Illinois. Infelizmente os portugueses têm mais direito a conhecer a idoneidade dos políticos de fora do que dos políticos caseiros. O procurador-geral afirma que não divulga as referidas escutas nem os seus despachos relativos às ditas escutas e ao destino da notícia de crime, porque o presidente do Supremo Tribunal de Justiça mandou destruir as escutas em causa e esta decisão transitou. E transitou porque o procurador-geral não quis recorrer. No entender do Procurador Geral, a divulgação dos seus despachos violaria a ordem de destruição do presidente do Supremo Tribunal de Justiça. É certo que as decisões transitadas do presidente do Supremo Tribunal de Justiça têm de ser acatadas. Mas o seu acatamento não implica a manutenção do mistério em torno dos factos criminosos imputados ao primeiro-ministro. É possível informar os portugueses sobre os factos imputados pelos magistrados de Aveiro, sem transcrever escutas. O procurador-geral tem de explicar ao povo português quais foram os factos imputados ao primeiro-ministro e quais as razões jurídicas para não ter sido aberto inquérito. Aliás, se os despachos do presidente do Supremo Tribunal de Justiça podem ser disponibilizados a quem revele "interesse legítimo" no seu conhecimento, como por exemplo os jornalistas ao abrigo do artigo 8.º do seu estatuto, só falta dar o passo seguinte. Isto é, revelar toda a verdade ao Povo português.» Pinto de Albuquerque, via SWV

LONGE DA FALÊNCIA, DIZ ELE


O Eduardo, imbricado no socratismo como escamas se acamam no lombo de uma sardinha, acena com leituras atrasadas ou tardias e com o relatório da Global Sovereign Credit Risk Report, agora divulgado, como elementos suficientes para tranquilizar os ânimos, além de, no mesmo processo, aproveitar para implicitamente classificar de malévolos e nauseabundos mal-intencionados todos quantos sublinham e insistem que nós, Portugueses, estamos com um sério problema de endividamento galopante que nos conduzirá a breve trecho à bancarrota. Nada obteremos com o alarmismo de uns ou com a serenidade respaldada de outros, entre ostras e garrafas de Margaux. Porém, é difícil atribuir validade a argumentos meramente documentais e supostamente isentos, quando em muitos casos os dados libertos pelos nossos organismos públicos para certas instituições internacionais estão desde logo viciados. Depois do célebre relatório da OCDE, que o não era, é extremamente difícil confiar em argumentos tutelados sob os princípios da manipulação e da má-fé de que se faz a vida pública sob um socratismo consabidamente desumanitário e falsário.

OS APERTOS DE JESUALDO

Jesualdo, devidamente apertado pelas recentes evidências e as novas circunstâncias, vai lá, isto é, há-de segregar uma equipa campeã de Portugal e com desempenhos excepcionais na Europa. Se não for, há soluções. Sempre se descortinaram soluções no FC Porto. Uma coisa é verdadeira: o Mister tem sido um treinador à altura dos tempos e das necessidades. Entretanto emergiu um Braga, um Benfica de excepção começou a inchar. O FC Porto titubeia, transferência vai, transferência vem, mostra-se abaixo do seu hábito de ganhar como um escovar de dentes. Talvez esteja na altura de um inesperado passe de génio ao nível da gestão do clube.

MANIFESTO: DIREITO DE RESISTÊNCIA

MANIFESTO MONÁRQUICO DA ESTREMADURA «Viva o Rei, Viva o Reino de Portugal ! Uma simples frase que tudo mudaria. Olhando para o acto da Revolução de 1910 e para os cem anos da auto-instituída e autoproclamada República, perguntamos… de que se honram... e orgulham os republicanos? A génese da República usurpadora foi o Regicídio, o assassínio frio e ignóbil do Rei D. Carlos I e de seu filho primogénito o Príncipe herdeiro D. Luís Filipe. A prática do assassínio político que permitiu a sua instituição consolidou-se como uma prática republicana que esteve sempre presente quando foi necessário eliminar os políticos mais carismáticos e populares, ou seja, aqueles que poderiam originar verdadeiras mudanças ou defender a reposição da legalidade usurpada pelo auto-instituída e autoproclamada República: A Reposição do Regime Monárquico. Sidónio Pais foi uma vítima. O seu assassinato marca definitivamente a 1.ª República e condiciona radicalmente a sua evolução. A 2.ª República, repete a prática do assassinato, sendo o mais conhecido o do General Humberto Delgado. A 3.ª República mantém a prática com Camarate e a morte de Sá Carneiro. As datas das mortes destes líderes populares, destes agentes da mudança ansiada, não são dignificantes para o regime auto-instituído e usurpador, apesar de representarem uma prática de actuação que foi uma constante e de serem momentos determinantes da história dos últimos cem anos. Mas que outros factos se passaram, que possam estimular o orgulho dos portugueses? Não será certamente o abate em Praça Pública dos opositores ao regime durante a 1.ª Republica, nem a sua instabilidade política, que originou a miséria da população. Tão pouco a nossa participação na 1.ª Guerra Mundial, em que os soldados portugueses foram carne para canhão ou sujeitos a tarefas que os outros aliados não queriam executar. Também não deve ser das prisões do Tarrafal, de Peniche ou de Caxias, onde a 2.ª República, ditatorial e opressiva, encerrava os mais destemidos opositores. Talvez seja da neutralidade que nos livrou de participar na 2.ª Guerra Mundial, mas que teve consequências dramáticas no nosso isolamento económico e originou toda uma enorme onda de emigração. Mas também não cremos que seja pela inglória Guerra Colonial, pela entrega das Províncias, pela destruição do Império. Não é certamente motivo de orgulho para qualquer português a “descolonização exemplar” que levou ao abandono de muitas centenas de milhares de portugueses e do seu património, que originou guerras civis em Angola, Moçambique, Guiné e Timor. Tentará a propaganda republicana encontrar nos últimos anos uma razão que orgulhe os portugueses. Comemora este ano de 2010 a autoproclamada República os cem anos do Regicídio. As comemorações do centenário da auto-instituída e autoproclamada República só têm como finalidade serem uma tentativa desesperada de salvação da agonia que sofre a 3.ª República. O sonho de liberdade e de democracia que o 25 de Abril de 1974 transmitiu aos portugueses está hoje desfeito por uma Oligarquia partidária e os seus aliados oportunistas e corruptos , que se apoderou deste regime e que o bloqueou ao ponto de mais de 70% do eleitorado português já não se rever nele, onde a corrupção e a suspeição a todos os níveis da sociedade, desde a política ao desporto, são um sinal inequívoco desta agonia. Este autoproclamado e usurpador Regime que procura fazer passar, sem sucesso, a mensagem de ser democrático e de direito, não passa de uma mentira da propaganda republicana, pois a Justiça não funciona, porque há privilégios dos políticos perante a Lei e porque o Estado persegue as empresas e os cidadãos numa ânsia de receita pública e não paga as suas dívidas como pessoa de bem. Este é um regime usurpador e autoproclamado à revelia da vontade dos portugueses que obriga, que pressiona e que exige, de todos nós, mas que é incapaz de dar resposta adequada às mais elementares necessidades como a saúde, a educação e a segurança de pessoas e bens. Este autoproclamado e usurpador Regime Republicano que assume a pressunção do privilégio de todos termos para com ele uma obrigação permanente, que se arroga em substituto da função educadora das famílias, mas que não respeita nem acarinha os portugueses nos momentos de crise, acentuando a sua frieza de atitudes e a mentira, na sua tentativa de autojustificação formal, é verdadeiramente o sucessor daqueles que em 1910 ordenaram o assassinato do Rei e do Princípe herdeiro e autoproclamaram e auto-instituiram a República, nomeando um Presidente fantoche, sem previamente terem submetido ao escrutínio dos portugueses e das portuguesas esses actos. Perguntamos: os portugueses e portuguesas apoiaram inequivocamente em 1910 a implantação da República? Os factos acontecidos posteriormente confirmam que não. As Forças Armadas Portuguesas apoiaram este golpe? A fazer fé nas acções verificadas ao tempo, decididamente não. Os países estrangeiros reconheceram de imediato este Regime? Não. Logo, a auto proclamação e a auto instituição da República foi um acto ilegal, imposto pelo terror e contra a vontade do povo, levado a efeito pelo Partido Republicano com o apoio, entre outros, dos seus aliados naturais, entre os quais destacamos a carbonária, a maçonaria , os anarquista e socialistas. Concluímos e à luz do Direito internacional poderemos encontrar razões que apoiam a nossa tese, de que, em Portugal, a República usurpou o Poder e sequestrou e aterrorizou tudo e todos para a sua manutenção, pelo que e deste modo afirmamos a nossa convicção que o actual Regime Republicano não tem legitimidade. Considerando que a Assembleia Geral das Nações Unidas proclama na Declaração Universal dos Direitos do Homem como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efectivos tanto entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob a sua jurisdição e que nomeadamente no Artº. 21º. nº. 3 da referida Declaração que o actual Regime reconhece no nº. 1 do Artº. 8º. como fazendo parte integrante do direito português, refere, nomeadamente que a vontade do povo é o fundamento da autoridade dos poderes públicos e deve exprimir-se através de eleições honestas a realizar periodicamente por sufrágio universal e igual, com voto secreto ou segundo processo equivalente que salvaguarde a liberdade de voto, percebemos que a alteração do regime devia ter sido objecto de consulta popular, o que no caso vertente não se verificou, nem em 1910 no acto da autoproclamação da auto-instituida República, nem tal referendo da vontade do povo foi até hoje levado a efeito, pelo que é líquido considerar que em Portugal existe, como referido, uma situação de usurpação do Poder, ilegítima que tem de ser combatida, no sentido da reposição da legalidade, ou seja a reposição da Monarquia. Esta é a luta a travar por todos aqueles que se assumem como monárquicos. A República na sua Constituição de 1975 e cuja 6.ª revisão teve lugar em 2006, no Artº. 21º., Direito de Resistência, reconhece explicitamente o direito que temos de resistir a qualquer ordem que ofenda os nossos direitos, liberdades e garantias e bem assim o direito que temos de replir pela força qualquer agressão, quando não for possível recorrer à autoridade pública. A mesma Constituição no n.º 3 do Artº. 7.º reconhece, igualmente o direito à insurreição contra todas as formas de opressão. Não reconhecendo a legitimidade da autoproclamada e auto-instituída República, por um lado não podemos reconhecer a autoridade pública dela emanada, pelo que e deste modo, consideramos legítimo o recurso à resistência, por outro, a própria República reconhece como legítima a insurreição contra todas as formas de opressão, legitimando deste modo o recurso à resistência. Vai, em 2010, ser efectuada uma nova revisão da Constituição e temos fundadas esperanças de ver nesta revisão consignado o referendo do Regime. Assim e desde já afirmamos e proclamamos o recurso à resistência de forma passiva e pacífica, no pressuposto que deste modo viabilizamos o nosso objectivo final de criar as necessárias condições para a realização de um acto referendário do regime. O orgulho é essencial para a preservação e progresso de qualquer Nação, esta autoproclamada e auto-instituída República não tem nem motivos nem capacidade para estimular os portugueses. Só com um novo e forte estímulo será possível fazer ressuscitar o orgulho português. Os últimos cem anos da nossa história não nos transmitem essa motivação. Só outra herança pode dar esse contributo decisivo, relembrar e assumir que somos os herdeiros do mais heróico e glorioso Reino: o Reino de Portugal!» 1 de Dezembro de 2009, Plataforma Monárquica da Estremadura

sábado, dezembro 26, 2009

BANCARROTA E TRETA SOCRATISTA

«Portugal vai entrar em bancarrota? Provavelmente não. Mas a possibilidade de isso ocorrer era praticamente zero há uma década e hoje é bem alta. Uma simples chance em cem de renegarmos as nossas dívidas pela primeira vez desde 1892 é assustadora. Como qualquer pessoa afundada em dívidas, Portugal tem duas opções. Uma é ganhar mais dinheiro com um aumento no crescimento económico. Há uma década que Portugal não cresce. A outra é corrigir o défice público, o que nesta altura de recessão só tornaria a vida dos portugueses ainda mais difícil. Se Portugal tem estas escolhas dolorosas só tem de se culpar a si mesmo pela irresponsabilidade do crescimento do Estado e pela acumulação de dívida pública nos últimos 20 anos. No mínimo, exige-se aos nossos governantes que tranquilizem os nossos credores com intenções claras, apoiadas por medidas concretas, de controlo das finanças públicas e promoção do crescimento económico. Continuar a esconder o problema dos portugueses, entretendo-os com telenovelas de insultos na Assembleia da República e temas fracturantes no topo da agenda só levará mais depressa ao precipício.» Ricardo Reis

A RESISTÊNCIA IRANIANA DENTRO DE NÓS


Aqui, como sinal de resistência à Fajutice que nos dissipa e desgoverna, deveríamos usar um João Miguel Tavares, um Cavaco ou mesmo uma Manuela Moura Guedes estampados numa Boina ou num Boné ou mesmo em t-shirts. Como símbolos de humilhação revertidos contra os humilhadores. Humilhação por humilhação, resistência por resistência, também estaríamos a emitir um sinal como os "homens" e resistentes iranianos. Deveríamos ter ousadias: por que não adulterar fotos do Zé Latão, do desProcurador, do Ricardo Rodrigues, do Sousa Pinto? São ideias de resistência contra quem usa da bravata, a ameaçazinha de despedimento, por dá cá aquela palhinha deitada contestatária. O clima também vai muito negro por cá.

CARL SAGAN EXPLICA A QUARTA DIMENSÃO

É GOLPEAR ONDE MAIS LHES DOA

EXCELENTE!

SÁTIRA À BLOGOSFERA DE SÓCRATES

«Temo que a consagração do casamento entre pessoas do mesmo sexo provoque um sentimento de orfandade nos meus leitores da esquerda moderna. Agora que o Rubem e o Martim podem juntar os trapinhos, haverá nesse roupeiro cheio de Versaces, Cavallis e Gallianos alguma coisa por que ainda valha a pena lutar? Será a blogosfera de Sócrates forçada a deter-se em temas áridos, como o desemprego, a corrupção ou o défice? Numa palavra: nunca. O mundo continua repleto de chamamentos galantes, que bramam pelo activismo das senhoras preparadas para cometerem o singular pecado de pensar. Inspirado pelos bons sentimentos desta quadra festiva, apresento-vos o meu conjunto de ideias para 2010. Janeiro: legalização da eutanásia, adopção gay e casamento transgender, corte de relações diplomáticas com o Vaticano, referendo pela imprensa livre na América, proibição dos rodeos e criação de cinco regiões administrativas. A parte das regiões é chata, mas trata-se de um dever patriótico. Em alternativa: acabar com o patriotismo. Fevereiro: educação sexual no primeiro ciclo, com distribuição gratuita de preservativos, lubrificantes, masturbadores, coleiras, anéis vibratórios, lingerie comestível, algemas, correntes para mamilos, arneses e godemichets. As nossas crianças têm direito a uma sexualidade plena, vivida em profundo respeito pelas diferenças. Lançamento do Projecto Vasco da Gama, que levará às escolas o primeiro dildo totalmente fabricado em Portugal.» Vida Breve

LATA, MUITA LATA


«Sócrates, com a lata do costume, e por isso, já lhe chamam o Zé Latão, veio com um discurso abominável, uma fotocópia de 2008, desprezível q.b.. Repetiu a receita do ano passado e voltou à crise internacional como se a crise interna que ele sustentou desde 2005 nunca tivesse existido, à determinação falsa e à solidariedade que nunca teve para com ninguém. As palavras, sobretudo quando repetidas e a cheirar a mofo, não resolvem qualquer problema dos portugueses, muito menos se proferidas por um Sócrates em confronto com todos os que o rodeiam. Foi um discurso de Natal sem bolas...» Jornal do Pau

FARSA SOCIALISTA EXPLICADA ÀS CRIANCINHAS

«A falência do Estado de Direito em Portugal é patente na adulteração da Constituição: a Constituição determina uma divisão de poderes e um respeito da legalidade formal vigente que, de facto, não existem. O Partido Socialista recebeu 36,6% dos votos expressos nas eleições de 27-9-2009. Porém, o segundo Governo Sócrates continua a mandar na cúpula do poder judicial, determina limites à acção do poder legislativo da Assembleia da República e desrespeita o Presidente da República, através de provocações directas e declarações ofensivas de sequazes. A subversão da legalidade democrática em Portugal só é possível pelo controlo socialista dos poderes fácticos - os partidos, a imprensa, a finança, as forças militares e policiais, as instituições da sociedade civil e a Igreja -, com a excepção da magistratura. O conjunto dos segmentos eleitorais que constituem a base eleitoral do socratismo - socialistas fiéis, funcionários públicos não-professores, pensionistas dourados e subsídio-dependentes - não são suficientes para a continuidade do primeiro-ministro.» ABC

MOURINHO OU O MEL DO FC PORTO

Podem passar anos e mais anos, uma coisa Mourinho nunca esquecerá: no FC Porto esteve blindado de uma imprensa tendenciosa e pobre em Portugal e que ele despachava com duas de retórica. Tinha um Presidente ímpar no Mundo. Em Itália, como na Grã-Bretanha, a imprensa é verdadeiramente competitiva, pluralista e independente, por isso corrosiva, beligerante e impiedosa contra os alvos que decide abater ou simplesmente testar. Mourinho está e estará sempre na berlinda em terras de Itália. Como é homem de trabalho, de mesmo muito trabalho; como não tem quem se exponha aos media por ele; como nada tem a ver com a lata de um Primeiro-Ministro unicamente mediático, controleiro e hábil na bravata que paga a assessores infinitos para lhe fazerem a papinha toda de aldrabar, um líder que toda a gente percebe apenas debitar refrões para consumo imediato, Mourinho está e estará sempre exposto a um desgaste semelhante, mas infinitamente superior, ao de Paulo Bento e nem a sua vida nem a sua glória serão fáceis.

sexta-feira, dezembro 25, 2009

DE CALIMERO A GATO DO SHREK


Quem pôde assistir à representação, o rosto, a voz, a escolha das palavras vazias foi como a célebre pose do gato de Shrek, na versão rasca e sarcástica. Nunca "solidariedade" e "esperança" quiseram dizer tão completamente o oposto. Perito no cínico assim como o announcing show staff, ouvir-lhe as homilias mansas e repletas de melífluo ofende todos os conceitos sãos. O Sr. Calimero, por acaso PM, é sempre a bombar em Faz de Conta e Vazio. Os close ups davam-lhe um ar "sofredor" a puxar à Gato de Shrek na célebre pose implorativa.

BLACK EYED PEAS E SELECÇÃO PORTUGUESA


O vídeo de apoio e agradecimento dos BEP é ultrassimpático e corresponde ao facto de ter sido a sua música a inspirar a nossa Selecção nos momentos mais críticos de apuramento para o South Africa World Cup 2010. Os comentários infravídeo, esses são mais uma oportunidade para constatar o quanto a animosidade ou a paixão entre brasileiros e portugueses e entre portugueses e brasileiros se extrema, oscila, bruxuleia, hesitante entre dois pólos que se tocam. Ignorância, ressentimento, lucidez ou a mais singela racionalidade comandam os corações de milhões de cidadãos da lusofonia e fazem toda a espécie de sínteses e resumos históricos. Mas as melhores sínteses são de carne e osso. Porque, cá ou lá, não parámos de nos apaixonar e casar, dividindo o sangue, multiplicando o amor, transcendendo a dimensão prática e fatal das pátrias, Brasil/Portugal, em que nascemos para promover a Nação maior dos Afectos. Há um triângulo de novas possibilidades Euro-Áfrico-Sul-Americano que precisamos todos de robustecer. O contrário é Asneira. Não há outro caminho senão acertar na aposta uns nos outros.

INTENÇÕES MAGNÍFICAS. NULIDADES TENEBROSAS


«Os altos índices de popularidade alcançados por Lula, como não o foram “nunca antes na História deste país”, não são, contudo, um fenómeno paroquial, uma esquisitice tropical num universo estranho. Como se sabe, nosso guia providencial dos povos da floresta, da roça, do açude e da transposição do Rio São Francisco, é o cara (that's my man) do homem mais poderoso da Terra, Barack Obama. Há entre o menino que teve o picolé recusado pelo pai sob o pretexto de que não sabia chupar e o primeiro mulato a ocupar a presidência dos Estados Unidos da América muito mais afinidades do que pode supor nossa vã historiografia. Mas isso não se tem comprovado em seus sucessos evidentes, e, sim, em seus fiascos ocultos. Como esse sofrido por ambos na Conferência do Clima em Copenhague semana passada. Protagonistas de reuniões que partem de intenções magníficas e terminam em nulidades tenebrosas, ambos fazem parte de uma geração de estadistas pigmeus que de tanto se preocuparem com o que oferecer aos eleitores nas próximas eleições se esquecem do mundo que estão destruindo para as próximas gerações. Os dois se assemelham ao descendente de húngaros Nicolas Sarkozy, que só se aproxima do corso Napoleão Bonaparte na estatura física, distanciando-se do exemplo de antecessores em seus postos. Como Abraham Lincoln, que fez a guerra civil para garantir a unidade da confederação americana, e Dom Pedro II, sob cuja égide foi consolidado o domínio dos brasileiros sobre este território semicontinental onde estamos instalados. Tanto eles quanto outros conduzidos que se fazem de condutores – Sílvio Berlusconi na Itália, Angela Merkel na Alemanha, etc. e tal – são hábeis comunicadores, capazes de encantar e engabelar as massas, mas inaptos para pôr em prática o verdadeiro sentido de governar: escolher metas a cumprir e persegui-las. Obama tem a habilidade de encantador de serpentes quando discursa. Lula põe as velhas raposas felpudas da política brasileira nos chinelos quando se trata de dizer a um interlocutor o que ele quer ouvir, seja individual, seja coletivamente. Mas nenhum dos dois tem a ousadia de enfrentar adversidade alguma para traçar o caminho a seguir, seja para resolver os impasses do comércio internacional, seja para evitar a tragédia ambiental que se abaterá sobre nós se providências não forem adotadas. Aos problemas que surgem respondem: “não é comigo.” Aos que podem postergar reagem: “resolveremos no ano que vem.”» José Nêumanne [Postado por Luíz Leitão]

PLATINI OU CADA TIRO CADA MELRO


Cada cavadela, cada minhoca. Michel Platini está para a moralização do negócio "futebol" ou para a isenção dentro dele como a Cicciolina está para o activismo anti-sodomia com animais. Se o Michel considera serem os favoritos os que enuncia [Brasil, França, Espanha, Inglaterra, Itália, Holanda e até a África do Sul], oxalá haja tamanhas surpresas que ele se engane na mesma proporção com que a Irlanda foi escandalosa e exemplarmente prejudicada. À semelhança de um ou outro líder interno no futebol, aquilo é cada tiro, cada melro. Não é possível esquecer os platinismos sempre que se pronunciava sobre o FC Porto, quando o Benfica de Vieira jogava sujo e jogava baixo nos corredores jurídicos da UEFA. Entretanto, todo esse paleio dos "favoritos" é somente um passe promocional. E aqui, como sempre, o fancófono Platini subestima a esperança e o potencial comercial de milhões de petit portugais espalhados pelo mundo, às centenas de milhar radicados na África do Sul e às dezenas de milhar exercendo actividades de enorme importância e extrema responsabilidade, desde lavar escadas e vãos de escadas a gerir autarquias, em Paris e por toda a França, desde há décadas. Promoção por promoção, não compreendo por que motivo o reduzido universo da francofonia, que Platini representa, subestima, por sistema, por desdém, por viciozinho invejoso, o vastíssimo mundo lusófono, extensamente implantado em África. Só pode ser um, como direi?!, platinismo.

LUSA PARAGEM CÁRDIO-RESPIRATÓRIA

Nada como regressar à História para, compreendo-nos melhor, recuperarmos de esta quase espécie de morte ou coma profundo cívico, social, ético, económico, político, justiciário.

BRAVATA COMO SEMÂNTICA DO SOCRATISMO


Bravata por interpostos peões. O pior é que, quando se aborda o vulgo, o vendedor de fruta, o gestor do Modelo lá da vila, a velha que toma ou seu velho galão com a sua velha torrada no velho minimercado local, por falta de informação ou superficialidade congénita, percebe-se por que medra o Logro. Ainda há quem dê o benfício da dúvida à gente por trás da gente que emite ameaças ostensivamente veladas e subtis, passe o paradoxo, cuja gravidade é fácil de flagrar mas não deflagra em coisa nenhuma com efeitos sancionatório-punitivos à medida do perpetrado: «O Carlos Lopes, o Miguel Noronha e o Miguel Morgado destacam a ameaça que me foi dirigida pelos pequenos assessores corporativos, que habitualmente vão soprando o que os chefes lhes mandam dizer. Nada de novo, já me fizeram ameaças semelhantes no passado, sempre com subentendidos sobre a possibilidade de me despedirem. O problema deles, coitados, é que sempre viveram de tachos e sem tachos não sabem viver - e acham que os outros são como eles. O que me continua a surpreender é que esta gentinha anónima e servil ao poder seja protegida por várias figuras que assinam com os respectivos nomes e apelidos em jornais e blogues.» Paulo Pinto Mascarenhas