A COR DO NEOFASCISMO
Qualquer alto funcionário do inquestionável Partido do Povo, o PS, garantirá que a expulsão de Narciso Miranda e mais cem militantes é perfeitamente normal. O motivo? Concorreram contra o Partido do Povo nas últimas autárquicas. Um dos expulsáveis, o antigo presidente da câmara de Matosinhos e alguém que conhece bem por dentro a podridão partidária, considera “kafkiana” e “estalinista” a decisão tomada pela Comissão Nacional de Jurisdição do PS. Também garante “nunca ter sido ouvido ou notificado” e que vai avançar para os tribunais civis caso venha a ser expulso. Impressionante. Ele sabe do que fala. É experiente. Dá vontade de um cataclismo que fizesse tudo de novo, limpando o País dos Partidos velhos, trocando-os por movimentos alargados de cidadãos fartos de incúria e avidez. Entretanto, o Regime está moribundo e tresanda a sinais fascistóides. Ao mesmo tempo que se "expulsam" velhos camaradas desalinhados do Primadonna, os cromos mais incompetentes com cartão partidário, à frente na lista para o enriquecimento rápido, podem transformar-se em gestores de empresas públicas por isso mesmo com incompreensíveis passivos sistemáticos, a Carris, os STCP, a Refer. Os partidos, especialmente o mais ávido e sôfrego deles, o Partido do Povo, trilham caminhos de trauliteirada e assédio mafioso de quem fale de mais. Ainda se, sempre que vencem eleições, escolhessem os profissionais mais competentes e brilhantes de cada área, menos mal. Escolhem/nomeiam os mais hiena, os mais camelos, os mais sedentos de riqueza instantânea. Por isso não perdoam pluralismos nem a divergência. Partidos como o Partido do Povo, tornaram-se internamente fascistas, querem fascizar o País e não esperam senão subserviência geral, como na Venezuela, como no Irão, como na Coreia do Norte. Desejam a anuência de uma vasta massa de merdosos camelos medrosos, composta por pequenos contribuintes, cada vez mais depauperados, embrutecidos, trabalhadores precários e desempregados sistémicos. E não é que a têm mesmo?

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