HÁ MAIS PS PARA ALÉM DA JUSTIÇA
Vale a pena ler e deve dar-se destaque a Paulo Granjo, do 5Dias, que comenta de modo brilhante um post canhestro e enfezado de João Pinto e Castro, do blogue de subsidiados do Governo-PS, Jugular. Note-se a "santidade" dos cadáveres adiados Pinto Monteiro e Cândida Almeida com os seus dedinhos influenciadores, condicionadores e deflaccionadores ao longo do processo, quando assumiram um inusitado protagonismo e omnipresença mediáticos. Eles, os seus dedinhos polpudos, vieram revolucionar todo o conceito de maçã podre na estrutura da PGR e provar que, desse por onde desse, teria de haver sempre muito mais PS para além da Justiça. Havia somente dois procuradores no meio do caminho para provar que o tango não poderia ser dançado assim: «3. Os procuradores do caso Freeport, conforme é público e conhecido apesar da barragem de inverdades repetidas acerca do assunto (incluindo algumas declarações do PGR), pegaram no dossier em 2008, depois de ele ser deixado a cargo de um procurador de comarca, atafulhado de serviço e sem condições de investigação. Procurador que, no entanto, parece que foi procedendo às diligências possíveis. 4. O caso só passou para as instâncias que ele justificava quando a polícia inglesa suscitou suspeitas preocupantes, que foram tornadas públicas pelos “jornalistas sem princípios” britânicos, de que os seus colegas portugueses se fizeram eco. Caso contrário, é plausível supô-lo, lá ficaria no Montijo até apodrecer. Era o desejado por si? 5. Os procuradores foram, conforme confirmado no processo disciplinar que daí decorreu, pressionados por um colega hierarquicamente superior mas numa linha paralela à sua (e próximo do poder político), para arquivarem o processo e não multiplicarem diligências. Independentemente de quem tenha encomendado o sermão, é essa a sua visão de uma relação desejável e digna entre o poder executivo e judicial? 6. Enquanto estes procuradores procediam a averiguações, nas quais são teoricamente autónomos, o PGR e a Procuradora-Adjunta de quem eles dependiam afirmaram por várias vezes que um cidadão em concreto (José Sócrates de Sousa) não tinha culpas no assunto. Será este facto inusitado irrelevante para quem investiga?»

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Comments
Em época de festivais uma pérola sobre um festival de outras épocas
Shyznogud
Aproveitando o facto de ter net mais ou menos estável desde há bocado (ainda gostava de saber que raio se passa com a cobertura da TMN no Algarve - bem no centro - no mês de Agosto) ando a dar uma espreitadela nos sítios do costume. Pelo FB, e através do Rui Bebiano, encontrei esta pérola, publicada na Sábado, "Relatório Integral da Pide Sobre o Festival de Vilar de Mouros (1971"