OBESO E CORRUPTO

Carlos Ferreira Madeira, no editorial de hoje do i, analisa um problema  O Estado Obeso  que nem PS nem PSD têm enfrentado, mesmo quando se "entenderam" para nos fornicar fiscalmente e operar a cortes desesperados e obscenos na Saúde e na Educação, sectores que já não são alvo nem de Paixão nem da devida Dignificação pelos Políticos. Estes partidos gémeos, uma vez agarrado o Estado pelos colhões, só se distinguem no grau de despudor e de incompetência, sendo que, de zero a dez, o PS rebenta com a escala, numa e noutra coisas, ao passo que o PSD, devidamente apertado pela Sociedade Civil, pode ser muito menos corrupto que o PS, menos despudorado que o PS e sobretudo menos incompetente que o PS. Porquê? Apenas por isto: porque ali a componente maçónica, absolutamente ávida e perversamente corporativa, nem está organizada na habitual horda de hienas nem roça o abominável apodrecimento institucional que temos testemunhado nestes tempos. Contraditório no Discurso e na Praxis, o PS é o lixo que encontramos na Venezuela de Chávez e no Irão de Ahmedinejad ou na Coreia do Norte de Kim-Jong Xunga. Entretanto, nada refreia o devoramento que o "socialismo" opera no Estado, conduzindo-o aceleradamente ao colapso, uma vez que os vícios continuam oportunisticamente intocados. São esses mesmos vícios que sustentam um Poder indecoroso, para ser benévolo. Interessa-lhe exaurir o Estado ao máximo e enriquecer corporativamente à conta do estrangulamento dos contribuintes. O País, nas sondagens e no conhecimento da Situação, como segue paixões e não lê uma linha do que lhe deveria interessar, já assumiu o papel de Burro que os carrega. Nestas coisas a iliteracia e o absentismo joga a favor dos cabrões que nos sugam e não mudam: «Se o Estado fizer uma dieta rigorosa pode poupar dinheiro e aliviar a carga fiscal sobre as pessoas. Com dieta, o Estado pode tornar-se forte - coisa que hoje não é. E se for forte e competitivo não precisa de devorar metade do PIB. Nem de manter um regime fiscal que o impede de receber 510 milhões de euros quando a PT vende a Vivo à Telefónica.»

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