PARA SE SER CORROMPIDO EM PAZ
Se o José Pacheco Pereira se sente confuso com a confusão na PGR, muito mais se sentem os que não puseram a cidadania de molho nas férias da alienação. Entre políticos atreitos aos negócios escuros desde sempre foi lei que, para se ser pacificamente passível de rendosa e deliciosa corrupção ou por qualquer eventualidade for necessário corromper deliciosamente, basta colocar um homem poderoso no lugar certo para que sirva de tampão ou válvula de segurança à pressão das polícias e dos media: «Depois a confusão instalou-se, com o PGR a pedir mais um inquérito ao inquérito (se a memória me não falha, não havia já um para se saber por que razões tudo tinha estado parado entre 2005 e 2009?) e logo a seguir a dar uma entrevista em que se compara à Rainha de Inglaterra. Embora a comparação seja perversa, porque a Rainha de Inglaterra tem muito mais poder do que aquele que lhe é comummente atribuído, eu sempre pensei que o PGR era dos homens com mais poder em Portugal. De novo, não percebo nada, porque ninguém diz aquilo que efectivamente pensa e muito menos faz corresponder os seus actos à responsabilidade que tem.»
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Comments
criar o ministério da PROCURADORIA
'in oculo descansum est'
diz o melro pró picanço
"Apareça sempre que quiser"!
Abraços