A POCHETTE DE "DEUS" E O PS
Originalmente, a trapalhada Freeport era para abafar e manter no silêncio como aconteceu com tantos casos equivalentes ao longo das décadas envolvendo esses três partidos de engenhosos oportunismos e abomináveis oportunidades. Com as novas tecnologias e sobretudo com a falta de lealdades marginais bem untadas, o sigilo destas coisas apressadas e milionárias pode ser furado e tudo se torna muito complicado: de repente, é muita gente para coordenar e saciar numa improvisada hierarquia vertical, desde o promotor, os técnicos, os arquitectos, o pessoal das câmaras, a malta do partido, os secretários-de-estado, os ministros, o PS. "Deus", meu Deus!, e o PS estão por todo o lado. Das lixeiras e aterros sanitários aos professores de inglês-técnico, é a omnipresença de "Deus" a encher de um fantástico odor a estrume casos e processos numa lista prenhe de arquivamentos e diligências coito-interrompidas. Intrépidas pochettes cheias de carcanhol em boa hora abichado, com mãos macias e trépidas, e depois guardado nas off-shores. Tudo deveria ter corrido bem. Mas não correu.

+%E2%80%94+Pieter+Bruegel+(1564-1638)+%E2%80%94+Kunsthistorisches+Museum,+Viena.jpg)
Comments