POLÍTICA PROCURADORENSE

Manuel Queiroz, no editorial i de hoje, questiona, e bem, a Procuradoria quanto a algumas das suas decisões e escolhas nada edificantes: Cândida Almeida, escolhida por Pinto Monteiro para coordenar o importante Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), que se devia ter abstido de participar na Comissão de Honra da Candidatura de Mário Soares à Presidência da República em 2006 e não o fez. Do mesmo modo, o PGR não tem como explicar que o seu vice-procurador esteja em situação ilegal, aguardando uma lei feita à medida que lhe permita continuar no cargo depois de ultrapassar o limite de idade. Com tantas excepções e mordomias, prémios e benefícios, não há autoridade que resista. Daí que a retórica e o queixume dos Aspirinas B, dos Jugulares e dos Abrantes, em defesa do seu "procurador" gire implicitamente em torno da manutenção suculenta de este estado de perversão cultivado pelo favoritismo rosa: muita indignação e argumentário desde que tudo fique na mesma, pois mama quem pode. Obedece e cala quem deve.

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