Habituemo-nos à decadência como ambiente normal da decisão política e da vida quotidiana: decadência das perspectivas, decadência dos salários decadentes, decadência das progressões segregacionistas e decadentes, decadência dos abonos e apoios sociais já minorcas e decadentes há muito. Decadência foi a demagogia como arma habitual de reeleição socialista. Agora significa pôr-se de lado o fogo artificioso mãos-largas e o prémio que alguns colheram na cedência a caminhos maliciosos contra a paz profissional do conjunto dos professores portugueses, essa classe fustigada por desassossego ministerial e por instabilidade demente ministerial como nenhuma outra no planeta. Há novos e acrescidos sinais de retrocesso profissional e social extraordinários, como este: a possibilidade de um número significativo de docentes retroceder na carreira e ser chamado a repor parte do vencimento que tem auferido. Onde houver socialistas deve esperar-se tudo, menos demissões. Afinal, dividir para reinar deu em nada, bastou que o dinheiro acabasse. Lá, onde os socialistas perseguiram professores, não perseguiram a própria manada clientelar. E é justo. Na hora de pagar a burrice cega socialista, começam novamente pelos cediços professores moluscos. Já sabem que a reacção é comer e calar. Isto não é a França. Por cá, o pessoal amocha sempre.
4 comentários:
«és siempre la misma mierda»
tudo para os boys-yesmen inúteis e prejudiciais
Excelente ode à demagogia ! ;)
Não só os portugueses têm de pagar mais e receber menos, alguns ainda têm de devolver dinheiro. Este país é fascinante.
Há uns anitos fui preparador-projectista numa obra de um grande edifício "público e emblemático" cá em Lisboa, construído por uma grande empresa que não vou referir. O apontador (uma espécie de porteiro que vigia o ponto e "marca faltas") era um tipo rude e modesto chamado Pinto. O Pinto tinha uma teoria: guardava sempre "...três ou quatro ordenados intactos, para o caso de surgir alguma coisa...". E isto era 'possível' porque o Pinto - nascido e criado a pontapé nas berças - dormia num contentor, comia do rancho da obra, usava fatos-de-macaco da empresa, não tinha família ou carro ou casa ou contadores de água; e tomava poucas vezes banho. Está encontrada a receita que permitirá aos funcionariozecos repôr, a todo o momento, o dinheiro conforme os caprichos das Finanças. Esta receitazinha bendita devia ser aplicada aos juizes jubilados que há anos beneficiam (caladinhos e discretos) de "subsídio de habitação".
Ass.: Besta Imunda
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