HENRIQUE NETO — PALAIO

Henrique Neto, 74 anos, leitor voraz desde a mais tenra juventude, homem sábio, sereno, experiente, amante das ideias, do debate, faz parte das escassas vozes entre o melhor e mais plural dentro do pútrido Partido Socialista [infecto de Almeida Santos, contaminado de Sócrates]. Inquieto e irrequieto como o pai e destemido como o avó Alfredo Palaio, ele sabe qual é a raiz do mal português em decurso: «Nos últimos tempos, a sua voz é das mais críticas no PS, e o desdém com que fala dele [Sócrates] faz-me perguntar se a questão tem uma raiz emocional.
Faço uma explicação: gosto muito de Portugal — se tiver uma paixão é Portugal — e não gosto de ninguém que dê cabo dele. O Sócrates está no topo da pirâmide dos que dão cabo disto. Entre o mal que faz e o bem que faz, com o Sócrates, a relação é desastrada. O Soares também fez muito mal ao País, mas também fez muito bem; se calhar até fez mais bem do que mal.» Henrique Neto ao Jornal de Negócios

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