Domingo, Novembro 07, 2010

O EVANGELHO GAY

Em Barcelona, nesta visita do Papa, houve duas coisas boas. Uma foi a estupidez exibicionista e grunha de pares gay, lambuzando-se para as câmeras em beijos de baba e barba, sem tesão, com vaias à mistura, enquanto Ratzinger passava, no papamóvel. O "evangelho" gay passa por forcejar a natureza e a cultura à introdução do quanto possam por onde a natureza destinou que só saísse: e o que sai daquelas cabeças de vento. A outra, a ausência de multidões ululantes a recebê-lo, conforme se sublinhou nos media. Bons sinais. Nada melhor que o aparente paradigma de lixo predominante, com a grotesca rasura das dimensões tradicional e histórica, para avultar, finalmente, o que é autêntico e é fermento nem que seja por grosseiro contraste: o melhor que poderá suceder ao catolicismo é ser minoritário, voluntário, intenso, provado como o ouro no crisol. É nessa autenticidade que se percorre o caminho que conta até ao Fim, só na aparência solitário e derrotado, tal como o Cristo escarrado, rejeitado, maltratado, mas triunfante na sua dádiva suprema: «O Senhor saiu: é este o sinal da sua força. Ele desceu para a noite de Getsémani, para a noite da Cruz, para a noite do túmulo. Ele desceu porque, no confronto com a morte, é mais forte; porque o seu amor leva o selo do amor de Deus que tem mais poder que as forças da destruição. É precisamente nessa saída, no caminho da Paixão, que está o acto da sua vitória.» 

4 comentários:

Anónimo disse...

O exibicionismo gay não passa de uma forma chocante de publicidade ao lobby gay instalado no mundo económico e político. Os seus interesses, e marketing, resumem-se à balofice da vida, à conquista (registada) de espaços desde sempre exclusivos dos heterossexuais, eles querem ser tropa, para?
Já imaginaram uma bicha à porta de armas de um quartel-general?
Chego a pensar (eu que sou mal intencionado) que os gays militantes das visitas papais não são mais que assalariados da igreja católica para desviar atenções das posturas reprováveis, o uso do preservativo, a procriação medicamente assistida, o abuso (constante) de menores por parte de sacerdotes, etc.
A igreja de Roma tem todo o direito, como estado, de visitar outros países. Já no papel de representante de Deus deve, tal como os missionários, assumir as despesas das deslocações propagandistas, sobretudo se feitas a países laicos.

Lex disse...

Mas é assim mesmo. Tudo que é anormal, em tentando passar-se por comum, sobressai-se com atitudes grotescas.
Eles tentam conquistar espaço e manutenção de direitos usurpando o alheio. Só o que conseguem é ainda mais desprezo e repugnância por parte da sociedade.

Anónimo disse...

«o melhor que poderá suceder ao catolicismo é ser minoritário, voluntário, intenso, provado como o ouro no crisol»
Era assim, no início.
Depois abriu-se, facilitou, conformou-se, modernizou-se.
E agora, está na hora de repensar-se profundamente.
Afinal, Jesus era mais categórico. Quem não está comigo está contra mim.

Virginia

Anónimo disse...

Lamentavelmente foi o Homem enquanto servo de Deus que matou o Homem. Está na Bíblia palavras de Sodoma e Gomorra.

Jesus disse aos seus discípulos (homens) amai vos uns aos outros.

Não era por acaso que João era o apóstolo preferido de Jesus (o mais belo).

E a procriação se ser assistida e sem sexo não existe.

Porque não questionar a homossexualidade de Jesus?

Que pode repudiar tanto a sociedade dois homens amarem-se, constituírem uma família e contribuir para o desenvolvimento dessa mesma sociedade através das suas carreiras profissionais de sucesso?

Pois gay que é gay é bem sucedido na vida, inteligente (QI a cima da media) se não é uma bixa.