«Os mecanismos de compensação que, por mais toscos que pudessem ser, ainda existiam à altura (75) e estavam adaptados à asneira nacional — a tropa, os seus generais metidos a políticos, o serviço militar obrigatório, um certo sentido do dever agarrado a um arremedo de patriotismo — agora já não existem. Nem com um General Eanes "a coisa" lá iria, até porque a época e o País já não conseguem produzir semelhantes personagens. Após a liquidação gradual (entusiasticamente fomentado pela europa) das tradicionais instituições que mantinham o nosso frágil equilíbrio interno, ficou só a cáfila de incompetentes cleptómanos da política central e local, cuja ambição desmedida não olha a meios para manter tacharia, ordenados e inventar cargos para familiares famélicos.»

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