CASTRAR COM PISA DURA

A lógica do PISA é falsa como Judas: leia-se esta cansativa entrevista propagandesca do nosso senhor Cheio de Lata, sim, porque Paul Joseph Goebbels está vivo e tem mil vidas para gastar. Diz José Sócrates Goebbels que «É preciso ter sempre presente o interesse geral e nunca o sacrificar a interesses corporativos.» como se o não sacrificasse grosseiramente em favor do grande interesse corporativo socialista nos cargos infinitos, nas assessorias de imagem a peso de ouro, nas negociatas danosas, nas tentativas de saneamento mediático, nas centenas de nomeações sôfregas, sobretudo quando em maioria. A título de denúncia do vício PISA e da autoglorificação socialista, leia-se istotrazido à luz oportunamente pelo Paulo Guinote. Os implícitos são absolutamente clarificadores. Meu Deus, o quanto se forja e falseia e condiciona, tratando-se da tribo socialista. Nunca se foi tão longe em prestidigitação barata! Um homem e seu grupo habituados a trapacear e a mentir, se calhar cumprem o seu papel natural como o estrume cumpre o seu. Provavelmente, muito mais grave que enganar grosseiramente milhões de cidadãos é que milhões de cidadãos se deixem enganar muitas vezes sem pôr cobro à ousadia. Ora, quanto a isso, temos povo e temos o caríssimo Manuel Rocha, enfronhado em manuais, isentando de más intenções e má índole os maus políticos porque para ele tudo são conceitos, políticas, abstracções, racionalidade a aplicar, e sobretudo facção: não lhe mexam nos socialistas que ele passa-se, mais smile menos smile! O trabalho escravo e precário dos professores e a chantagem pseudo-avaliativa inútil continuarão a fazer milagres como os encomendados ao PISA: é a política para Manuel Rocha! Por aí se castra a liberdade, mas é a política. Feita com os pés? Não interessa: para o Manel é a política que se deve julgar, não a malícia dos seus executantes.

Comments

Anonymous said…
«Esta é a prova dos nove, os nossos alunos sabem mais», diz, muito contentinho, o 1º ministro ao Público. Sócrates pertence àquela trupe de políticos que exploram até ao tutano um "evento", uma estatística, uma décima, uma coluna num jornal, um número em mil. A semana passada tinha falhado a bola mundial. Por consequência, precisava de um "sinal". Agarrou-se a este "quadro" e lançou o foguetório. Todavia, se explorarmos devidamente o "quadro", o que é que ele nos diz? A média de pontos da OCDE para avaliar os níveis de literacia dos alunos de 15 anos em leitura, matemática e ciências oscila entre 493 e 501 pontos (1ª linha). Em apenas um dos índices considerados (o da coluna 4, relativo à capacidade para avaliar e reflectir acerca do que é lido), Portugal surge ligeiramente à frente da média: 496/494. Mesmo assim, e segundo os critérios da OCDE enunciados no topo do quadro, os dois pontos nem sequer são estatisticamente relevantes. Tal como o não são aqueles em que surge abaixo da dita (deve ser aqui que reside a alegria socrática), todos os restantes salvo quatro em sete (ou seja, em que é estatiscamente significativo estar abaixo da média da OCDE), a saber, na capacidade de aceder aos textos e de pesquisar neles, de interpretar coerentemente, a matemática e a ciência. Do derradeiro relatório para este, de 2009, houve "progressos"? Houve mas nada que justifique o provinciano deslumbramento. Ainda há dias, Sócrates, na América Latina (onde é que havia de ser?), defendeu junto da viúva Kirschner as vantagens "pedagógicas" (?) do Magalhães. Que não haja equívocos. A única "ideia" de Sócrates para a educação e para a qualificação é pintar escolas, oferecer computadores e "abrir" a banda larga. A escola, enquanto lugar privilegiado de aprendizagem e de indução de método e disciplina, desapareceu. Se a OCDE ainda consegue apresentar estes magros dados, aos professores portugueses seguramente os deve e nunca à política errática, disparatada e demagógica alimentada por Sócrates em relação à educação em cinco anos. «Os nossos alunos sabem mais?» Não, senhor 1º ministro. O senhor é que sabe muito.
Anonymous said…
O aumento de impostos que aí vem e a diminuição de salários na Função Pública servirá para alimentar um Orçamento do Estado mau, descomunal e que não garante sequer os benefícios mínimos a que os cidadãos têm direito. Em 2011, o Estado irá gastar cerca de 75 mil milhões de euros. O que representa 7500 euros por cada português, 30 mil numa família com dois filhos. Uma barbaridade!

Como contrapartida, quais os benefícios para os cidadãos? Ao nível da Saúde, o serviço é satisfatório nos grandes centros, mas quase não há respostas no interior e nas zonas periféricas. O descalabro nos gastos é a regra. Em alguns hospitais, o custo médio por consulta anda acima dos 150 euros, as despesas com medicamentos não param de subir, é a falência anunciada. Já na Educação, milhares de milhões de euros gastos no ensino público representam um custo anual por aluno da ordem dos cinco mil euros... muito mais do que se paga na maioria dos colégios. Nos outros sectores, é a desgraça que se sabe. Mas, pior que tudo, o orçamento é o instrumento que assegura às empresas do regime o pagamento de negócios chorudos, como as concessões de Scut com rentabilidades de 14% ao ano. Garante ainda os empréstimos ruinosos para o financiamento da dívida pública, que irá consumir as receitas correspondentes ao aumento do IVA. E é para alimentar este regabofe que nos vêm impor sacrifícios?

Sacrifícios para todos? Não. Deles estão isentos os que conseguem influenciar um Estado permeável às forças corporativas. Os salários não serão reduzidos aos funcionários da Região Autónoma socialista dos Açores. Nem tão-pouco a alguns dirigentes e quadros de empresas públicas. A fuga ao Fisco está ainda autorizada às maiores empresas (mas só às mais ricas), cotadas em Bolsa, que podem antecipar pagamento de dividendos, beneficiando de um quadro fiscal mais favorável.

O Orçamento de 2011 ficará na história como aquele que transformou o Fisco num mecanismo de transferência dos recursos dos pobres directamente para os mais ricos. Mário Soares já tinha colocado o socialismo na gaveta. Sócrates deitou-o ao lixo.
Manuel Rocha said…
Joshua, querido, para parente do Rex, rosnas muito mas mordes nada.
Não te furtes ao ponto e faz-me a delicadeza de não me atribuíres causas que não advogo, muito menos as do Socrates? Queres fodé-lo, estás à vontade. Espero que gozem muito. Mas se o queres fazer com o PISA, ao menos vê se o endireitas. O que aqui revelas do teu domínio do instrumento é uma coisa manifestamente impotente. Então armas o habitual alarido palavroso para ver se desvias as atenções da triste flacidez dos teus argumentos. Pode ser que convenças os néscios, mas comigo tens de te esforçar mais.
Na realidade estás a ser traído pelas tuas próprios derivas falaciosas: não hesitas em cantar loas acríticas aos indicadores ou rankings quando eles são de feição à tua tese de que tudo o que os “rosas” parem é desgraça; de modo que quando a informação não abona para esse peditório, a explicação só pode estar na sua deficiência ou na falta de idoneidade dos seus autores. Muito fraquito meu caro. A má politica não se combate com zero politica. A tua retórica palavrosa é belíssima, sou fã confesso da arte, mas o contributo em causa tem o valor politico da couve lombarda.
francisco said…
Quando a farpa acerta em cheio, o animal contorce-se.
Daniel Santos said…
os meus parabéns pelo genial titulo do texto.

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