Evidentemente que por cá, digam o que disserem, no pasa nada. Debalde alvitrarão sociólogos sobre levantamentos, insurgências, explosões sociais. Este Povo foi pacientemente educado para aguentar conforme a coisa vier e para contar exclusivamente consigo mesmo, ainda que se encoste ao Estado e dependa ostensivamente dele. Os portugueses resumem-se bem na máxima: Quem não estiver bem, que se ponha melhor. Cultivando couves, engordando galinhas ou emigrando para onde estiver a dar, tudo, menos beliscar a placidez mortífera das nossas cidades monumentais, das nossas velhas praças imaculadas. «Quem está por cima e domina isto, lá saberá...», eis um português mediano a pensar e a desistir. Por isso as piores injustiças e atropelos do terceiro-mundo são potencialmente possíveis cá e até já evidentes. Não poderíamos ser mais independentes e liberais: «... recalcar a expressão crítica por causa de dependência pode conduzir a verdadeiras explosões, mais tardias, mas mais cruas ou violentas.» António Barreto
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
segunda-feira, dezembro 27, 2010
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1 comentário:
São 860 e tal anos de prática...
Cultivando couves, engordando galinhas ou emigrando para onde estiver a dar, nada de beliscar a placidez....e assi é que é bonito
não somos gregos nem italianos
vivamos na santa paz
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