SOCIALISMO DISCRIMINATÓRIO
Ficámos a saber que a administração pública regional dos Açores é constituída por portugueses mais portugueses que os demais. Ao decretar as remunerações compensatórias para os funcionários que auferem entre 1500 e 2000 euros mensais, Carlos César mostra que a austeridade é para os outros e que o critério eleitoraleiro se deve sobrepor sempre [no interesse dos socialistas] ao critério moral, numa crise como esta, cavada e bem cavada pela governação socratista. A apoiar tal medida discriminatória, temos o BE e o bardo Alegre, o que é sintomático da inanidade reinante: não seria agora que iria acertar o candidato aos papéis, ufano e inflado de ego, que não se mistura com povo. Estando fora de causa a perversidade que é fazer impender sobre os fracos a totalidade do ónus, a habilidade regional de César abre a Caixa de Pandora do descontentamento, acende o rastilho para a implosão do castelo de cartas da pachorrenta "paz" social portuguesa, paz à sua alma.
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