domingo, fevereiro 28, 2010

DO RESPEITO

Arredado de todas as disputas internas, baqueando sob derrotas sucessivas, com a magnífica e honrosa excepção da derrota infligida ao Everton, o Sporting inoculou no meu FC Porto o pior dos venenos. O veneno do desrespeito involuntário. Nada pior. Foi por isso de modo aéreo e lasso que os dragões entraram neste jogo tão importante. Se houve algo que derrotou a minha equipa, para além da desrespeitosa desinspiração, foi precisamente um certo desdém das potencialidades anímicas do orgulho ferido sportinguista; o desprezo de essa possível explosão de fúria competitiva sob o peso de uma época negra. O que há a salvar numa época com tantas humilhações, com um treinador novamente olhado como a prazo? O Orgulho! Nada a fazer quando alguém ou alguma instituição pretendem salvar um orgulho sucessivamente contundido. Isso deveria ter merecido todo o respeito e superior prudência pela parte do meu FC Porto. 

GINÁSIO A NORTE

1. Amostra do pensamento geral plácido e contemporizador para com quem nos escraviza de enganos, são as conversas espontâneas de Ginásio. Obesos, ventrudos ou musculados, metrossexuais, todos fraternizam e conversam espontaneamente. Estimo que as conversas na Peixaria e na Barbearia não difiram demasiado, entre madames e regateiras. Revelam tudo o que somos. O assunto começa invariavelmente por ser o futebol. De repente, alguém associa o salazarismo ao socratismo apenas porque igualmente sob também este o benfiquismo hegemónico está de regresso, «o Red Bull Air Race foi furtado por Lisboa. O QREN desviado do Norte e demais regiões para Lisboa. Lisboa é um lupanar a pedi-las.» Depois passa-se a outros devaneios mais políticos, menos futebolísticos. Impõem-se logo argumentos do tipo «estão todos a transbordar de desonestidade. Não é só Sócrates. E os outros, aquando da Expo98?» Desculpa-se a desonestidade actual, desculpa-se o primeiro-ministro com um passado transversal de desmandos. Avultam marcas de bestialidade, odores a mediocridade. Duche. Risos. Despedidas. 2. Muitos emigrantes, há muito nos Estados Unidos ou na Europa Rica, onde fizeram fortuna, exprimem o desejo, por piedade, de viajar e gastar dinheiro por cá para nos ajudar na Crise. É isso. Os números da Diáspora portuguesa são tão imensos no Planeta que provavelmente bastaria a cada família estrangeirada visitar Portugal uma só vez para, gastando por cá, nos atenuarem a Crise na mesma lógica com que por aí se fala em visitar a Madeira, turistas solidários, como forma de atenuar a hecatombe por lá verificada. 3. Vivem-se tempos de verdadeira lotaria planetária no sentido catastrófico do conceito. Eventos-limite estão na ordem do dia: de repente, em qualquer ponto do Planeta, com um peteleco Natural, morre-se em sopro e em grande número. Ainda não chegámos a Março e é o que se vê: uma sucessão de tragédias que têm qualquer coisa de mais intenso, paulatino, cadenciado, comparado com fenómenos em anos pretéritos. Entretanto, as TVs generalistas fogem da Economia e da Política nacionais como o Diabo da Cruz: concursos, lixo e alienação a rodos. Há quem tenha medo, procure perseguir a liberdade e a ousadia de expressão. Há quem julgue que a Liberdade é uma aquisição perigosa, de luxo. Por isso têm planos castradores para bloggers. Mas a verdade é que nós, bloggers, casta de atrevidos, se não espancarmos Portugal com verdade e inquietação, vê-lo-emos resvalar na mesma pasmaceira envenenada promovida por políticos ávidos, inescrupulosos, e cartéis económicos. É deles a ideia que consente em prémios milionários aos gestores de PPPs com prejuízos acumulados, enquanto os contribuintes lhes pagam os luxos de nababos estéreis. É assim que nos sugam, nos esbulham indefinidamente, na precariedade, no congelamento, nas penhoras e saques bancários, depois de, há alguns anos, termos caído na armadilha-assédio do crédito torrencial à habitação. É assim que nos devastam, reincidentes no mesmo Fisco Infrene e Selvático imposto ao pobre povo. Quem gritará? Quem resistirá? Onde a unidade que contesta?

O FACTOR LUCÍLIO

Vitória com mérito face a um Leixões excepcionalmente macio, todo aberto como o respectivo porto-vagina. Sempre defendi aqui que o Benfica dispensava o colinho mimoso que o trouxe a bem e a mal à actual liderança precária. Está embalado. É inútil insistir se este jogo em particular beneficiou ou não do célebre Factor Lucílio, conhecido por tantas vezes embalar o Benfica no passado, mas com subtilezas de mestre. Vimo-lo habilidosamente favorecendo a quebra do jogo e o anti-jogo no último Benfica-FC Porto de má memória num campo encharcado. Esta noite, com o Leixões, note-se o preciosismo de um dos juízes de linha ter errado imperdoavelmente contra o Benfica: para muitos primários nestas coisas, esse mesmo erro seria somente humano, caso cometido contra o FC Porto, esta época esbulhado de um sem-número de penalidades e outras situações semelhantes à de Di Maria. Ainda há muita Liga em disputa. Veremos se tudo isto, que nunca foi unicamente futebol, culminará num campeão amplamente anunciado e embalado, o Benfica, graças ao excelente futebol praticado ou culminará num campeão graças especialmente aos favores pontuais do Sistema implantado na estrutura da Liga de Nylon.

sábado, fevereiro 27, 2010

TAGUSPORKO

O Taguspark está na ordem do dia. Rui Pedro Soares, ex-administrador executivo da PT, e Armando Vara, vice-presidente da CGD, Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras são gente genial e na verdade comunicam telepaticamente no que não podem ser escutados. Andam nisto há décadas com boa-fé e altíssimo sentido de serviço público! Dizem-me alguns amigos socialistas que eu deveria esquecer, pousar o machado de guerra, suspender-me de fustigar essa Árvore Simbólica do Poder Executivo Adulterado e Mega-Corrompido chamada Sócrates e perceber, com lucidez, que o sistema político-económico das empresas públicas e participadas pelo Estado tem outros espécimes igualmente devastadores. Que isto é cultura enraizada. Que enquanto o País apodrece, à esquerda e à direita muitos rilham os dentes pelo mesmo: sorver o sangue dos portugueses. Dizem-me que o PS e o PSD são iguais ficções programáticas, são facções de olho cavo nos recursos públicos para melhor os malbaratar, conforme fizeram ao longo das décadas pós-vinte e cinco de Abril. Sabe-se (sintetiza-o Helena Matos) que no TagusPark, o final dos mandatos dos administradores foi maldosamente antecipado – custou meio milhão de euros em indemnizações – para entrarem outras pessoas que provavelmente também terão de antecipar o final dos seus mandatos por razões igualmente malignas e serem, por sua vez, elas mesmas, indemnizadas também et in saecula saeculorum. Em face disto, faz todo o sentido incendiar a partir de baixo os pressupostos do Plano de Estabilidade e Crescimento, que será um severo golpe no cidadão comum, aflito enquanto engendra modos criativos de se sacrificar, sangrar e sofrer para pagar as suas despesas e educar os seus filhos, ganhando pior que mal, poupando miseravelmente porque nada lhe é dado guardar do seu suor. O Estado Português apodreceu a tal ponto, é tão promíscuo, tão opaco, tão desumano e imoral que, a julgar pelos desmandos emanados do fenómeno TagusPorko, está a precisar de defenestrações literais, de linchamentos morais, do triplo das publicações estilo "Sol", a ver se o amplo rebanho abocanhado nacional acorda para a Alcateia dos Partidos de Poder. Sócrates é Poder. Enquanto tal, é o ápice de essa porcaria que apenas se perpetua porque beneficia do alheamento e ignorância gerais. Se assim não fora, não haveria Almeida Santos para salvar as aparências, com aquele topete cangalheiro do costume, enquanto eufemiza largamente a podridão dentro do seu PS e viscosa no seu Sócrates.

DO ESTERTOR REGIMENTAL

«Os regimes começam a cair pelos seus partidos. Portugal é um exemplo claro. Quando os partidos tradicionais da monarquia constitucional, o Partido Regenerador e o Partido Progressista, perderam qualquer espécie de identidade ideológica e programática, falharam sucessivamente no governo e se desintegraram em facções sem significado e sem destino, a República chegou. E, na República, quando o Partido Democrático de Afonso Costa, depois de 1918, deixou o seu jacobinismo original e passou a ser um conjunto de pequenos ranchos que se guerreavam, nada podia já impedir o 28 de Maio e a Ditadura. Mesmo a Ditadura se desfez, quando Salazar morreu, em bandos de "notáveis" que se detestavam e que pouco a pouco conseguiram paralisar Caetano. A agonia desta II República, sob que vivemos, também está hoje à vista no calamitoso estado dos partidos parlamentares. O PC há 20 anos que não acredita na revolução e só quer impedir o governo de governar - seja ele qual for: da direita, do centro ou do PS. É um apêndice maligno, que dura contra todo o senso e toda a lógica. O Bloco, que não passa do PC da nova classe média, não serve para nada. Acabou por se tornar num grupo de protesto vociferante e vão, incompreensivelmente instalado em São Bento. E o PS, que Sócrates transformou numa tropa calada e reverente, vai desaparecendo agora, afundado (com razão ou sem ela, não importa) em escândalos de vária ordem e gravidade, e numa crise que não previu e não soube tratar. Como pode ele, sozinho, sustentar o regime?Quanto ao PSD, Santana Lopes disse ontem que é, literalmente, uma "casa de ódios". Não vale a pena insistir na balbúrdia eleitoral em curso e na irremediável mediocridade dos candidatos. Ou no congresso extraordinário, que se reunirá em Março, ninguém percebeu ainda por quê e para quê. O PSD "precisa de salvação", como explicou Santana? Com certeza que sim. Mas, "precisando de salvação", como se propõe esse náufrago salvar o país? Falta falar do CDS ordeiro e laborioso de Paulo Portas, que não sai e parece que nunca sairá do seu cantinho. Por muitos méritos que lhe atribuam ou que, de facto, tenha, contar com ele não é realista. Na II República já não existem partidos. Existem sombras de partidos, restos de partidos, destroços de partidos. O regime não irá durar muito.» VPV

BALÃO DE OXIGÉNIO

Jogo grande é uma coisa. Grande jogo, outra. Evidentemente que o Sporting está moralizado com a vitória sobre um Everton vulgar e fatigado com as suas ambições intestinas. É evidente também que os jogadores do Sporting são profissionais, mas é necessário olhar para o percurso das duas equipas, Sporting e FC Porto, e humildemente compreender que, mesmo dentro da imprevisibilidade de um clássico, o grande jogo de esta Jornada é o Leixões-Benfica.

CHILE: 8.8 MORTÍFERO

O mundo está perigoso aos fins-de-semana. Os eventos sucedem-se como se uma nova lógica estivesse em acção no Planeta, fazendo de certas catástrofes naturais não apenas naturais, mas sobretudo sucessivas. Agora, foi a vez de um sismo de 8,8 na escala de Richter a abalar hoje de madrugada o Chile, causando pelo menos setenta e oito mortos. Eram 03h24 locais (06h24 em Lisboa) quando o fenómeno se deu. A região mais atingida fica nas proximidades da cidade de Conceição, 500 quilómetros a sul da capital, Santiago. Toda a costa Oeste norte, centro e sul-americana e Bacia do Pacífico estão em alerta de Tsunami.

PATO AU PETIT DÉJEUNER

«Um jogador, ainda por cima retirado, como Figo, perde valor publicitário, quando se identifica politicamente. Portugal inteiro aprova e lembra o seu génio de futebolista, mas Portugal inteiro com certeza não aprova o seu amor por Sócrates. Não deixa, por isso, de ser curioso que Luís Figo se resolva de repente sacrificar por uma causa duvidosa e minoritária. Aquele pequeno-almoço não se digere com facilidade.» VPV

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

O LEÃO E A ALFACE

Depois de, em Alvalade, contra as expectativas mais murchas, verem neutralizado o Everton acabadinho de esmagar o MU, é naturalíssima a esperança que muitos benfiquistas acossados colocam nesse frágil Sporting reencontrado, que defrontará o FC Porto no fim-de-semana. Mas cada coisa no seu lugar. Perdido internamente, o Leão pode bem começar a sua ascensão minimizadora de danos maiores somente após a próxima refrega, na despedida de Izmailov, com Villas Boas a caminho. Nada alegra mais um verdadeiro sportinguista que ver entalada, pressionada e ultrapassada, na tabela classificativa, essa equipa fabulosa e fresca como uma alface que responde pela perífrase já arqueológica, por isso hiperbólica, "o Glorioso". Nestas coisas não há amigos nem se fazem jeitinhos. Vão sonhando, ó adeptos aquilinos.

NUNCA

Mal o ex-administrador da PT, Rui Pedro Soares, acabou de garantir no Parlamento nunca ter recebido instruções do primeiro-ministro em relação à Portugal Telecom e nunca ter falado do negócio PT/TVI com o ministro Mário Lino, foi beber um copo e dizer de si para si: «A estes já papei». E é verdade. A Deputação, que está lá por estar, põe-se a jeito de ser papada. Não abundam por ali perguntadores eficientes e incisivos como Nuno Melo. Só lambisgóias esparramadas sobre as mesas da Comissão, como Inês de Medeiros. O cidadão é a refeição de esta gente, seja de administradores políticos e politizantes ao serviço dos estômagos do Regime, seja da Deputação mesma: fomos papados há muito e de muitas maneiras. O sistema político, tal como está, papa os portugueses que não emigram. Rui Pedro Soares papou a Comichão Patética. Pronto. Sócrates papou Miguel Sousa Tavares. Pedro Passos Coelho quer papar Aguiar-Branco e Rangel. O inverso é válido. Nunca digas nunca, lá reza o ditado. Certo é que a comédia portuguesa não rende mais que isto: o Triunfo nababo dos Porcos; o sucesso risonho do Mentiroso; a satisfação fácil do Facínora. «Basta negar com convicção», costuma aconselhar o Primeiro. «Põe os olhos no chefe!»; «Observa com que alegria, com que robustez de ânimo, ele papa o auditório.» Faz o mesmo. Nada de nervosismos imberbes. Assim ensina e estimula os seus o célebre Mefistófeles do Minho bem como o Mefisto de Lisboa.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

AO JOSÉ ADELINO MALTEZ

Um forte e compassivo abraço.

POLVO QUE LAVAS NO RIO

Ele devia ficar de castigo e nunca mais dar entrevistas. É um menino com um conceito de si abafador dos demais. As entrevistas são uma falácia animalesca e rapace. A presa é a Verdade. São os Factos. Sob a orientação da bina abastadíssima Proença/Júdice, sempre as subverte em passes retóricos vitimistas agora com cheiro a arguido. As suas perpétuas justificações lembram cínicas alegações finais em Tribunal. Este é um Polvo escapista, danoso, que se lava no rio das mais pérfidas maquinações, depois negadas e renegadas. Bem tentam sonegar ao derradeiro braço cívico de uma imprensa irreverente e ousada, um módico de denúncia por que finalmente respiremos deste monturo de manifesta manha, incúria e gula por Poder. A liberdade pratica-se, recordem-se, vocês aí, escrupulosos efluentes sanitários: «Sousa Tavares tem um programa na SIC. Um directo que começou com o tratamento televisivo do "segredo de justiça". O que informou sobre o fenómeno são inanidades a não ser num ponto: concluir que a violação do segredo de justiça é imputável a quem detém a guarda do processo, ou seja, os magistrados. Esta acusação gratuita, sem provas a não ser a do palpite, enferma do mesmo vício deste jornalismo de bolso: ignorância e má-fé. Prova desta imputação? A primeira e única violação de segredo de justiça no processo Face Oculta está imputada a um advogado de um dos arguidos do processo. A mais grave violação do segredo de justiça neste processo ocorreu para ajudar os suspeitos quando estes se encontravam sob escuta e tinham passado longos meses sem qualquer quebra da parte dos investigadores. O que aliás, se manteve, ainda assim, durante meses e num período eleitoral cujo resultado se afigurava incerto. Este programa de Sousa Tavares, com este rigor jornalístico tem a mesma validade profissional que uma crónica no jornal O Jogo ou A Bola sobre um jogo de futebol: irrelevante. Nada irrelevante é a entrevista que segue, ao primeiro-ministro José S. Boas perguntas, directas, explícitas e sem rodeios. Sobre o caso Tagus Park/Figo a pergunta é directa: é lícito que se usem meios públicos para isto? A resposta de José S. é a habitual: negar tudo, foi tudo um acaso e nada pode ser interpretado nesse sentido. "Nada teve a ver uma coisa com a outra e acho aliás uma infâmia", é a explicação dada por José S. Perante a insistência na coincidência de factos, (de manhã Figo fez uma coisa; à tarde resulta outra) José S. continua a negar. E Sousa Tavares cita as conversas transcritas pelo Sol: "certamente há explicações para elas", diz José S. E agora vamos à história da putativa compra de um terço da TVI, diz Sousa Tavares. Nunca teve conhecimento desse plano?- pergunta Sousa Tavares. "Nunca me informaram e nunca dei orientações". E José S. cita as escutas na parte em que o próprio PGR refere coisas que o ilibam... O Sousa Tavares insiste - e muito bem - no assunto: alguém o citou a propósito do assunto da venda. José S. renega e volta a negar. Sousa Tavares insiste outra vez no plano e nas conversas em que o nome de José S. é citado como "chefe", como "primeiro" etc. E José S. desvia-se e diz que não costuma ser tratado como "chefe" e se alguém lhe invocou o nome invocou-o abusivamente. Pronto, é este o discurso. Portanto, Sousa Tavares diz que o que resulta é uma sensação de cansaço. E fala do caso de Rui.Pedro.Soares e do que se passou e até lhe diz que a prova que esse indivíduo é incompetente é o facto de andar a negociar à revelia do próprio José S. Mas este não quer fazer "julgamentos apressados e muitas vezes injustos". E fica nisto. Sousa Tavares cita os casos que envolvem José S. "Já são muitos", diz. E José S. diz que explicou todos os casos. E volta novamente ás escutas para citar em sua defesa o PGR e o pSTJ. "A acumulação de casos são o lançamento de suspeições atrás de suspeições", diz José S. vitimizando-se. Sobre o Jornal de Sexta, ainda diz que o jornal era "política disfarçada de jornalismo". É a imprensa que não gosta de si ou V. que não gosta do jornalismo?, pergunta Sousa Tavares. E José S. admirado com a pergunta... E regressa ao tema das escutas que José S, acha que está a pôr em causa a democracia. E acha que o Estado (o legislador) tem o dever de impedir que conversas privadas sejam publicadas. E insiste nas conversas privadas e na intenção de rever a legislação sobre o assunto. E José S. acha que é uma perversidade esta publicação ser feita em nome da liberdade. E acha que não deve ser invocada a liberdade para se publicarem essas escutas. E Sousa Tavares muda de agulha. E fico por aqui.» José

terça-feira, fevereiro 23, 2010

SPORT LISBOA E ALFACE

O Benfica venceu com brilho o Hertha e, com mais um retoque, poderia mesmo ter esmagado a equipa alemã por largos números e dar enorme brado nos media mundiais. Conteve-se, naturalmente. A Liga Europa tem um lídimo pretendente à respectiva conquista e Jesus é há muito herói disso mesmo, de um pensar Alto e em Grande. Responsável pelo renascimento de uma mega-equipa de tradição mundial, rival homóloga e natural de um Real Madrid, um Manchester United ou AC Milan. O lugar natural do Benfica é o despique directo e vencedor com esses símbolos absolutos do Futebol Cósmico. O lugar do Benfica é a Liga dos Campeões pelo caminho do mérito, segundo a sua própria genética e tradição gloriosas e não pelos labirintos jurídicos de secretaria. Quanto à frescura-alface da equipa, isso são outros quinhentos. Muita atenção ao desgaste acumulado, após o triunfalismo goleador dos últimos meses: agora vai pesar mais. E pesa, desde logo, pelos escrúpulos evidentes em Jesus, quando antecipa os próximos grandes embates, sobretudo a Final da Taça da Liga, frente ao FC Porto, que terá «mais tempo de descanso, dez dias», acautela Jesus. A psique nervosa surge denunciada no seu discurso, ao procurar preservar o núcleo duro da equipa de remoques e reparos pela evidente fadiga com o risco natural de tropeções e insucessos. Beterraba. Muita beterraba, prescreva-se!

UM PERIGOSO EVADIDO

Gestor de nada mais que da própria sacrossanta imagem, constata-se ser Sócrates igualmente nada mais que um perigoso evadido. Evadido da verdade. Evadido dos factos. Dos problemas. Dos portugueses. Da realidade: «ADVOGADO DE DEFESAEsta noite, pensei que seria uma boa opção em assistir ao novo programa de Miguel Sousa Tavares, na SIC. Debalde. Com um microfone sem qualidade na lapela do entrevistador, não consegui perceber metade das perguntas e, por outro lado, pensei que o convidado [primeiro-ministro deste país] aceitasse ser entrevistado para nos falar dos problemas graves que afectam os portugueses. Ouve-se João Duque, Silva Lopes e Medina Carreira e ficamos preocupadíssimos com o futuro desta terra. Vem José Sócrates e a sua preocupação é falar da PT, da TVI, do jornal da Moura Guedes, dos que inventam coisas a seu respeito, da Taguspark, do Figo, das mentiras que não disse e, para cúmulo desta intervenção televisiva execrável, fomos contemplados com José Sócrates na qualidade de advogado de defesa do tal menino Rui Pedro Soares que andou por aí a produzir tanta parvoíce que até se demitiu de administrador da PT. Um indivíduo sem qualquer currículo para receber 2,5 milhões de euros por ano, mais as alcavalas, foi defendido até à exaustão (pudera!) por José Sócrates, ao ponto ridículo de se virar para Sousa Tavares e corrigi-lo dizendo que "você nem sabe que ele já era director na PT". Ai, era? E colocado lá por quem?... O primeiro-ministro perdeu uma boa oportunidade para ficar no gabinete a trabalhar ou numa boa jantarada no Tivoli. O Miguel Sousa Tavares perdeu a oportunidade de ter começado bem o seu novo programa por não ter convidado alguém que pudesse animar os seus espectadores trazendo à ribalta algo de novo. Os pinóquios estão fora de moda.» João Severino

SINAIS DE FLATO

Não sei por que se persiste em chamar entrevistas a monólogos monolíticos com a criatura duplipensante ainda em funções executivas. Miguel Sousa Tavares, no seu Sinais de Flato, não entrevistou. Foi encostado à passividade de um mero espectador ante o aluvião de propaganda do PM, como qualquer português encostado ao sofá, quando ela passa. Comparar o desempenho económico português, no défice e na dívida, com os desempenhos e índices de qualquer dos demais países ricos da Europa é no mínimo sádico, dada a desproporção dos respectivos níveis de vida. Invocar desconhecimento da tramóia pré-eleitoral com Figo e com os media começou por ser o velho exercício zen, tão típico no Primadonna, de fingir tão completamente que chega a acreditar ser verdade a mentira com que deveras mente. Invocar o Primadonna hoje as leituras e despachos do «senhor PGR», para se ilibar como mentor e alma mater do «Plano», corresponde exactamente à convocatória do Rato Mickey, cuja seriedade todos atestam naturalmente. Isto é assim, pelo menos, para quem anda informado. Enfatize-se, porém, que ele não fala para quem lê jornais ou anda informado. Fala para clientelas e criaturas crédulas e simplórias. Conhece e explora bem o lado torvo do povo que apascenta. Pode armar-se em postiço guardião da Lei e em pífio regulador do Estado de Direito sem espinhas. E ai de quem lhe negue o tal Estado de Direito, i.e., à medida das suas-dele necessidades e conveniências.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

MADEIRA

PAPAGAIO DISSOLUTO

Quem deve, teme. Só quem não deve, não teme. Palavras de circunstância, palavras em desmentido de deduções cristalinas, palavras em negação de supremas evidências, só teriam verdadeiramente peso e efeito em absolutos insuspeitos emissores delas. Não em papagaios dissolutos, ainda por cima em declarações de destemor aparvalhado.

ALUVIÕES DE FARSA

A Madeira sofre duramente. O País está num pasmo doloroso, abalado por notícias negras. Sócrates, o Primadonna, enquanto comediante exímio do Regime em meio de uma tormenta pessoal onde mal se tem de joelhos, zarpou para o epicentro da tragédia, apareceu fúnebre por lá, esgalhando seriedade e grande solicitude numa reunião com Jardim. Aí, o que lá vai, lá vai teve, por momentos, o ar de bóia salvadora, um suspiro de alívio, quando o aluvião de Merda, Trapalhadas, Mentiras, mesmo a absoluta irrelevância-biombo do PGR, não pára de o soterrar. Passeou depois num super-automóvel de Estado pelos destroços do Funchal com o velho esgar sorridente e optimista, máscara que lhe colou já indelevelmente, repleta de vazio. Tudo é campanha e tudo se confina a propaganda. Nunca se mancará. Feroz. Farsante. Lacrimoso. Temos comediante. Quem verdadeiramente se aloja naquela alma por se demitir há meses?

domingo, fevereiro 21, 2010

ESTA FOME DE DESFORRA

Sente-se no ar esta fome portista por desforra. De repente, perante tantas injustiças e manobras de que tem sido vítima, avulta finalmente no meu Clube uma bravura renovada, uma febre de campo de batalha, onde se dá tudo e se sangra em nome de algo maior: conquistar o Penta,  alegrar um certo Norte irredutível e insubmisso, não será acidental. Sente-se bem a fome por um embate directo e a doer com o Clube do Aro. Tal hora ainda não chegou. Por isso, devora-se o que está mais à mão: um Braga perigosíssimo. Não há alternativa a que a segunda volta seja completamente portista. Não há! Um abraço solidário ao madeirense genial que joga, e como joga!, no meu Clube!

SOFÁ ANTIDESPORTIVO

Toda esta cena de o Benfica ter antecipado largo toda uma jornada de futebol, coisa inédita, à revelia dos regulamentos da Liga no que respeita à lógica estrita dos adiamentos ou implícitas antecipações é completamente imoral e de um oportunismo atroz. Mais uma a somar a uma multidão de factos, actos e omissões, que fazem de esta Liga uma questão de favas contadas para o Clube do Aro. Possa tanto maquiavélico nisto tudo resultar exactamente ao contrário do que giza a agremiação de espertos que aquece os assentos de essa alternadeira Liga Portuguesa de Nylon e cada vez menos de Futebol Profissional.

LUTO

Estamos de Luto. Por demasiadas razões!

LODO E TRÊS ESTAROLAS

Mais lodo engole essa tripla de gémeos, Vara, Primadonna e Desprocurador. Nada se constrói sobre a Mentira, nem há desculpa para tratar os portugueses como mentecaptos aos quais dificilmente se prestam contas seja do que for, muito embora esta classe de "políticos" e serventuários de interesses inconfessáveis, que ainda nos apascenta, esteja habituada a fazer exactamente como se não passassem os portugueses de asnos que votam e nada mais. A Mentira e a Omissão contra um Povo inteiro não são admissíveis. O álibi da luta político-partidária não serve como desculpa nem sequer passar o tempo com desculpas. Não há nenhum desporto em adiar a nossa solvibilidade. A Mentira destrói tudo e pode engolir um País inteiro entretido com os seus jogos de futebol e as suas terríveis amarguras. Aqueles Três Estarolas, infelizmente, não pensam assim. Negar, sonegar, mentir deslavadamente tornou-se ainda mais habitual. Hoje isso fica a descoberto com a recusa pelo Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, ao longo dos últimos meses, do acesso aos seus despachos de arquivamento ao crime de atentado contra o Estado de direito no âmbito do caso Face Oculta. Na teoria, o PGR travou o acesso aos documentos porque estes continham escutas entre Armando Vara e José Sócrates, coisa que o “Diário de Notícias” e o “Correio da Manhã” noticiam hoje em lado algum aparecer nas conversas entre Sócrates e Vara em tais documentos. Já ninguém se sabe demitir neste País?

SÓCRATES NO SEU SOLIPSISMO

«O primeiro-ministro, por estranho que pareça, anda em campanha no seu próprio partido. Já reuniu o Secretariado Nacional, a Comissão Nacional e o grupo parlamentar; e vai reunir a também os "companheiros de caminho" das "Novas Fronteiras". Tudo isto é mau sintoma: é o sintoma de que ele começa a perder a confiança da gente a que deve o poder. Mas, como de costume, Sócrates fez de mais. Esta despropositada reafirmação de autoridade não o fortalece. Pelo contrário, revela pública e dramaticamente a sua fraqueza. Claro que será sempre apoiado por órgãos que ele mesmo em grande parte formou e que ninguém vai dizer agora o que, de facto, pensa. Quem está contra ele, não levantará um dedo até o ver perdido. Por enquanto, espera em silêncio e segurança atrás da "lealdade" à seita: uma desculpa inatacável. Tanto para fora como para dentro, o exercício é frívolo. Principalmente, porque Sócrates nem sequer escondeu a sua verdadeira preocupação: a hipótese (de resto, longínqua) de que o PS, com a cumplicidade de Cavaco, o substitua como primeiro-ministro, continuando no Governo. Fora as piedades da praxe sobre a urgência de pensar nos genuínos "problemas" do país (por outras palavras, de não pensar, nem discutir os sarilhos em que ele alegadamente se meteu), a mensagem desta peregrinação às fontes é muito simples: suceda o que suceder, "o líder sou eu". Sócrates nunca se afasta da sua pessoa e do seu destino, que evidentemente confunde com a pessoa e o destino dos portugueses. Não lhe serviu de emenda o desastre a que essa obsessão pouco a pouco levou. Foi o ilimitado ego que Deus lhe deu que o provocou a uma guerra com os média, inteiramente nociva e desnecessária. E que, no fundo, explica o desprezo e a fúria com que trata o mais leve obstáculo à sua vontade. Na gabarolice simplória de provinciano como no desrespeito pela oposição, no insulto imperdoável e gratuito como na fantasia de que é uma pura vítima da mentira e da calúnia, há invariavelmente um ponto comum: a ideia de que Sócrates não é comparável à multidão de metecos da política indígena. Que um belo dia os metecos se fartassem dele não lhe passou pela cabeça; e muito menos que pedissem um socialista qualquer mais suportável para o lugar dele. Ele é o líder, o líder sem substituto concebível. Ele é o único Sócrates de Portugal e do universo. O PS que fique ciente.» VPV

sábado, fevereiro 20, 2010

MADEIRA, DUAS TRAGÉDIAS

É verdadeiramente trágico para o crítico momento político nacional que seja outra tragédia humana igualmente nacional, com as proporções e a magnitude que vão sendo conhecidas, como que a folgar-lhe, ao Asinus Aureus, as costas e a permitir-lhe o ar mais comiserativo e compassivo do mundo. Pode tê-lo. Enfrentar, porém, de modo solidário e sentido, factos tão dolorosos, instilar ânimo nos que sofrem, isso é algo que só gente de comprovada sensibilidade e interiormente grande pode fazer passar convincentemente. Impensável tais sentimentos e emoções genuínas entre pigmeus morais. Entre mesquinhos na Ética. A insensibilidade e o corporativismo fechado de todos os dias, o insulto sistemático e o ataque a oponentes e adversários pelo desporto de os amesquinhar e conservar esmagados, a neutralização do PR, todos os actos ou tentativas interrompidas, já de si graves, para absorver o que resta do nosso pluralismo, para engendrar um sistema unha com carne entre Poder, Negócios, Media, Estado e Partido, tudo isso não pode ser levado nem lavado pelas terríveis enxurradas de lama madeirenses. De incúria ou gestão ultra-desonesta e danosa dos recursos públicos ou dos caprichos do clima, quer num caso, quer noutro, há vítimas. Enterremos os mortos. Consideremos o que fazer dos vivos sob a devastadora lama da corrupção, enquanto há tempo.

O CLÍTORIS OFICIAL DA LUZ

Os castigos desmesurados e sornas sobre Hulk e Sapunaru são reveladores da subversão completa que campeia no CDL. O CDL, em qualquer questãozinha pendente contra os demais clubes em despique pela vitória na Liga, tem sido uma espécie de Clítoris Oficial do SLB: o órgão da Liga que mais prazer lhe proporciona. Devidamente estimulado e inspirado com casos artificiais, armadilhas bem montadas, tácticas de terra queimada. A ironia é que o Benfica nunca jogou um futebol tão convincente como esta época desde há muitos anos, embora agora possa quebrar, pois quebrar de rendimento e de eficácia é perfeitamente natural. Não deveria precisar dos bons ofícios de quem lhe quer ser clítoris. Esteve bem Nuno Espírito Santo, como porta-voz da indignação que todos nós, portistas, sentimos, mas também como símbolo da união que nos caracteriza geneticamente. Era preciso mostrar a determinação que faz do meu clube um fenómeno de coesão e de vitória. 

ESTRATÉGIA, OPERAÇÃO, CAMPANHA

"Compreenderás que a real identidade das pessoas [que fazem o Câmara Corporativa] é protegida por motivos de segurança e da própria viabilidade do projecto. É, aliás, extraordinário que passado este tempo todo ainda não se saiba quem o Miguel Abrantes é, o que mostra que o cuidado que existe tem resultado. (...) O Câmara Corporativa é feito por várias pessoas que contribuem com regularidade variada. O Miguel Abrantes é o... Miguel Abrantes. E depois há outras pessoas."
Excerto de um e-mail de Hugo Mendes, assessor de Almeida Ribeiro, secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, divulgado ontem no CM

«Aquilo que todos já sabiam foi ontem confirmado pelo Correio da Manhã, ao longo de duas páginas assinadas por Eduardo Dâmaso, Tânia Laranjo e Manuela Teixeira: assessores e adjuntos do Governo alimentam um blogue que se especializou na calúnia, na injúria e no servilismo histérico a José Sócrates. Sempre sob a capa do anonimato: a sigla Miguel Abrantes, como surge agora confirmado no e-mail de Hugo Mendes tornado público, é uma espécie de franchising que agrupa um grupo de boys que fazem no Executivo o mesmo que o confrade Rui Pedro Soares fazia na comissão executiva da PT: fretes ao primeiro-ministro. Com o acréscimo de comodidade, para os "cooperativos", de o fazerem a coberto do anonimato. A partir de agora, diz-nos o Correio da Manhã, em cada post "cooperativo", onde se lê "Abrantes" deverá ler-se Hugo Mendes. E Tiago Antunes, outro boy do gabinete de Almeida Ribeiro, entretanto promovido a chefe de gabinete. E André Figueiredo, assessor de Socrates no partido. E talvez o próprio Almeida Ribeiro lá faça uma perninha, reforçando os turnos de fim de semana. Grande franchising. Desvendada publicamente a autoria, há que fazer agora os competentes exercícios de exegese dos textos. Por mim, sugiro que se comece por todos os que se relacionam com o Presidente da República: haverá lá material suficiente para proporcionar uma tese de doutoramento. A não ser que aquela corajosa rapaziada tenha passado a manhã de hoje a apagar o arquivo, não vá o "Chefe" chamuscar-se agora também com mais esta maçada.» Pedro Correia

TERRA DE ENCORNADOS

Desde que o Sol começou a brilhar com factos, de oito em oito dias, por causa de revelações e notícias prementes e de óbvia utilidade pública, o PS sofre uma síncope, entra em arritmia de credibilidade, em fibrilação auricular na seriedade. Por momentos, não se percebe quando se desagrega e colapsa no seu núcleo desvairado, embora a derrocada esteja por um fio. Vozes de burro, alguns notáveis, agregados ao Foco Infecto Ultra-Santana, repetem as inanidades do costume: uma campanha suja, uma operação, uma estratégia contra o Primadonna. Enfim, uma lástima. Não foi somente Granadeiro, presidente da PT, a ser encornado por dois administradores nem o presidente da Taguspark a desconhecer completamente o negócio-Figo da empresa de que é presidente, enquanto outros dois administradores actuavam na sombra. Todos percebemos que esse PS no bolso do Primadonna, antes das eleições, para forçar uma vitória, encornou o erário, encornou as regras de fair-play democrático, e encornou o eleitorado, eufemismo para uma coisa aliás cada vez mais escassa e alheada, cada vez mais obstinadamente ignorante e muito, muito mal agradecida para com quem a avisa a tempo e horas.

PIADAS FÚNEBRES

O João Miranda segregou mais um post tão hilariante quanto ambíguo. Mas não percebo a esporádica ironia. Deveria questionar-se por que motivo os blasfemos não fazem um serviço permanente de arquivamento de blogues só-ignorados: esses remetidos a uma espécie de ostracismo especial por qualquer razão especial, mas nunca explicada nem porventura explicável. Se houve tempo para uma coisa, há tempo para a outra, aproveitando a evidência de o Cemitério de Blogues Nacional conter já demasiadas lápides. Por exemplo, por mim, nunca removerei da minha barra de links o “Tomar Partido”, como o exemplar e excelso Blasfémias removeu. Por razões simbólicas, provavelmente o Blasfémias NUNCA o deveria ter feito. Fica muito mal aos que arrotam Notoriedade julgar os outros por supostamente buscarem Notoriedade.

VALUPILOGIA

«Contexto: Saiu no Correio da Manhã uma noticia sobre a blogosfera e a algumas movimentações menos claras. Segundo a noticia, a ser verdadeira, um blogue colectivo de apoio ao PS, o Simplex, teria recebido informação directa do governo para fazer a propaganda eleitoral. Indo mais longe, a noticia relata que existem blogues criados e geridos por assessores governamentais, que pagos pelos contribuintes fazem propaganda na blogosfera. A reacção dos visados e não visados foi em grande. Respeito e parece-me legitimo que exista a direito ao contraditório. Passo seguinte: No blogue Jugular, simpatizante do PS, as reacções terão sido mais contundentes que no resto da blogosfera. Terá sido por o visado principal da noticia escrever ali, mas estranhamente o nome jugular nunca veio ao de cima. Em frente: Num texto do Jugular, Rogério da Costa Pereira, um dos autores,  avança com a defesa da causa, indo ao ponto de atropelar e gozar com o nome do director-adjunto do "Correio da manhã", Eduardo Dâmaso. Estou quase lá:Comentei o dito texto e fui censurado. Não disse nada de mais... acho eu que não disse nada de mais. Ao ler a critica ao nome do senhor Dâmaso, resolvi dizer que existiam nomes piores... tipo Valupi, que é um senhor que escreve num blogue pró-governamental e diz que não é anónimo. A questões: Será que disse algo de mais? Existirá algo de estranho nesta censura por parte do senhor Rogério quando referi o Valupi? Estou cá a pensar que talvez tenha acertado em alguma coisa inadvertidamente.» Daniel Santos

O ABSOLUTO PROMÍSCUO

Rui Pedro Soares íntimo de Sócrates? Íntimo só há um, o Vara e mais nenhum. Todos os demais homens de mão ou putos à mão, ocasionais, discretos, desastrosos, não são amigos, são servos amistosos e amigalhaços, com garantias de recompensa gorda de quem os contrata, caso procedam com lealdade hiena e obra canina. E é por isso que quando o Poder Desmesurado se deixa à solta, tratando-se de gente perigosa como essa do Primadonna e dos seus capachos, como o Confuso Desprocurador-Peduricalho, toda essa questão do acesso político, da clique política e do círculo político a pouco e pouco converte-se numa massa de gente a pesar no erário público, ligada em rede, articulada em interesses divergentes dos de Portugal. O Primadonna, impune e com a lata do mais insigne Charlatão, tornou-se o mais absoluto político promíscuo que a nossa História recente alguma vez pariu. Entre o Estado e o Partido Socialista, especialmente em ano eleitoral, não há linha de estrema. E isso paga-se em défice e em pobreza, mas sobretudo em degradação e apodrecimento da vida pública. Os que defendem o Enorme Promíscuo sujam-se dele, como ele e com ele. Há uma estratégia contra Portugal.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

FEITICEIROS DE ROSNA

Concertadamente, o Desprocurador e o seu Mentor Primadonna, fizeram ontem, cada qual com a sua coxa de moças desnudas dançando à Moulin Rouge, uma espécie tenaz admirável à transparência dos factos mais recentemente trazidos a público: graças ao carácter valiosíssimo das suas palavras papais, não temos de nos preocupar. Inequívocas, uma vez rosnadas, sanam completamente as nossas dúvidas ou convicções maldosas. Vara e Sócrates, por exemplo, são um casal absolutamente honesto e irrepreensível. Se os factos o não atestam, bastam-nos as suas palavras. Ouvidos o Desprocurador e o Primadonna, insiste-se em que o Povo português do que gosta é de fajutos. Reitera-se que não há nada mais edificante que ser enganado e passar adiante. Impunidade constitui o ideal nacional. Repete-se que se um conto do vigário em pequenino é encantador, à escala nacional constitui fenómeno digno de canonização. Quem canoniza o Primadonna, além do próprio Primadonna? O Desprocurador! A desonestidade bem vestida, a lógica de matilha resumida nesse grupo de Lobos, com um SIS de bolso, que tomou conta do PS e do País, deve realmente seduzir os portugueses, dada a sua trágica indolência e catastrófico alheamento. Portanto, terão os portugueses, já que assim o querem, de continuar, tal como o Desprocurador recomenda, a sugar e a engolir. Isto completamente podre tem outro encanto. Os indícios de esquema grosso viciador das últimas eleições têm a sua beleza. Que valha tudo é fantástico. Mentir pouco ou mentir por atacado não importa porque todos mentem e os que mentem melhor e mais vezes estão automaticamente perdoados nesse campeonato. Está provado que não há nada mais devastador para Portugal que um ano de legislativas, sobretudo com esta gente instalada e sem escrúpulos no que mais lhe importa enquanto sanguessuga. Essa gente devasta ainda mais as contas públicas com ajustes ainda mais directos e obscenidades ainda mais intermináveis; essa gente promiscua o partido do Governo com o governo do Partido. O Desprocurador, que aliás se torna abominável apenas por não disfarçar ser mero fantoche molusco nas mãos ocultas bonecreiras do Primadonna avisado a tempo das escutas, diz-nos que tudo isto é fado, mas não é triste. Deve continuar assim, intocável. Um dia, não muito distante, certa gentalha indecente aprendiz de feiticeira vai compreender que não se pode faltar ao respeito a um Povo demasiado traído para reagir. Um Povo que, empobrecido e explorado até aos limites da sua resistência, só não reage imediatamente por não supor nem um terço do esbulho que lhe fazem. Inexorável, a pobreza galga terreno, galopante. Tem a palavra a miséria. Ambas revolverão as pedras do caminho.

CAVACO E ALEGRE, SALSICHAS DO REGIME

Prefiro Nobre, meu amigo, às invertebradas salsichas do Regime, Cavaco e Alegre. Prefiro-o, por serem estas reincidente e naturalmente invertebradas. Se desconfio do humanismo de Soares, suposto padrinho de esta auto-propositura incineradora das pretensões alegristas, acredito no de Nobre, liberto de peias partidárias rígidas, comprovadamente abnegado e com causas verdadeiramente nobres. Para vileza, basta a que subsiste, protegida pelos mesmos paradoxais Soares e Alegre ou beneficiária da covardia omissa de Cavaco. Para vileza, basta a que perdura, insolente, nesse farrapo adiado onanista que se vê como PM.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

UM BILTRE NUNCA VEM SÓ

Mais um anúncio patético e horrendo do escandaloso Primadonna. Uma das coisas mais tristes do actual momento apodrecido da vida pública nacional é a proverbial indústria de Mentir Gesticulando e Ter Lata Sorrindo desta tribo pigmeia em torno do Primadonna pigmeu. Naturalmente, Sócrates, o Grande Insultado, Inocente, o Manso e Abnegado Barrabás, não é Guterres. Ele e a sua vasta agremiação de umbilicais instalados e bem instalados no Aparelho de Estado nunca compreenderão para que abismos destrutivos arrastam o PS e, o que é bem pior, o País. Ao Grande Feirante Sinistro ninguém lhe dá crédito. A sua palavra vale zero. Cavaco não é independente para priorizar o País e esquecer a reeleição teimosa, chutando para longe tal Besta do Apocalipse Português, esse Mega-Santana. Todos se riem do «Mentiroso» cá e por esses Estados internacionais cujos serviços de inteligência não brincam à propaganda e conhecem bem os malefícios da crispação chavístico-ahmedinejadesca perpetrada pelo Chefe da Tribo Sádica. O que esperar de gente incapaz de se mancar? Sabem que o Primadonnismo, materialmente ávido e eticamente asqueroso, canibaliza o País para salvar a sua vaidade incomensurável. Sabem que ele antepôs o espectáculo e o esterco imoral da ilusão à arte de pensar nas pessoas e, por uma vez, resolver problemas, governar. Por outro lado, um certo PS suicidário que cerra fileiras em torno do seu Hiper-Santana, que se une em torno do 'sólido' valor biltre da Mentira Deslavada, mil vezes repetida, como processo natural quotidiano em altas responsabilidades, tal PS só poderá aspirar a um destino negro. Basta observar a História. Não faltam exemplos: os Ultra-Santana acabam mesmo mal. Quando a bola de caca rolante que, escaravelho diligente, Sócrates maneja lhe explodir em todo o seu asqueroso, quem escapará do seu fedor infecto? Isto não só um homem, recordam-me companheiros e amigos do PS benigno. Pois não. É o mau carácter exponenciado e colectivizado. Efectivamente, um biltre nunca vem só.

IRREDUTÍVEL E MAL PAGO

Não sei quem é que se lembra de continuar a encomendar a Pinto Monteiro os mesmos sermões sornas, estrategicamente defensivos do mesmo assunto. Põem-no a tranquilizar seis milhões de subsidiados, votantes fáceis na fera litigante e no partido mudo e mutante. Mas já ninguém consegue levar a sério este pobre homem obediente a quem vocifera mais forte que ele, um homem manso, cheio de zzzz's e outras sibilantes interdentais. Diz-se irredutível na decisão que tomou e garante que não encontrou qualquer vestígio da prática do crime de atentado ao Estado de Direito. Tentativas graves de condicionamento e controlo? Não. Foi falta de procura. Por isso, o lapidar «não vai dar em nada», típico de um Estado Apodrecido no bolso de influências de Almeida Santos, ajusta-se-lhe bem. Pinto não cura. Pinto descura. Já se percebeu qual é o seu papel como Procurador designado pelo longo braço amigo e favorecedor: não fazer ondas e dizer umas coisas pacatas para as TVs, Rádios e Imprensa.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

BOA SORTE, BENFICA!

Vi o jogo com o Arsenal com moderada paixão. O FC Porto correu, foi solidário, pressionou alto. Vá lá, Hulk, o grande praxado do Sistema Parvalhão com castigos preventivo-castradores, suportou oitenta minutos. Menos mal. Ganhámos! Mais fífia, menos fífia do adversário, o triunfo é nosso. Importa passar à próxima eliminatória e isso é inteiramente possível, conforme se viu. Quanto ao jogo de amanhã com o Benfica, esse, sim, acompanharei com interesse e até paixão, não fosse dar-se o caso de ser o Benfica a cumular o público em geral com espectáculos de bom futebol, quase mágico, confesso. A todos os meus oponentes benfiquistas, com os quais terço argumentos e contraditório nas lides competitivas domésticas, e naturalmente ao Benfica ele-mesmo, desejo sinceramente boa sorte contra a equipa berlinense. Venha mais um triunfo para Portugal pois todos eles fazem muita falta ao nosso prestígio futebolístico e orgulho nacional. [Aproveito para recordar que a altíssima qualidade do futebol do actual Benfica não precisa do colo de ninguém. Por isso mesmo não compreendo por que motivo internamente todos lho dão.]

ABRANTES DESMISTIFICADOS

Além da tentativa de controlo abusivo da totalidade dos media nacionais, mais factos a doer: «A história da tal ‘central’ de propaganda do Governo pode parecer uma brincadeira, mas não é: nos últimos anos o Governo de José Sócrates usou meios públicos para fazer propaganda e campanha eleitoral. Quais? Assessores, chefes de gabinete, membros do Governo usaram o seu tempo, pago pelo erário público, instalações do Estado, meios informáticos públicos e informação privilegiada para fins de combate político. Como o CM demonstra nesta edição, o Governo alimentou blogues de campanha eleitoral daquela forma, mas também outros que antes e depois do tempo de eleições continuaram a ser a barriga de aluguer de argumentários e documentos pré-fabricados. Há preparação para responder a questões difíceis, por exemplo com perguntas e respostas sobre o caso BPN, ou manipulação de números sobre o investimento público, como o TGV. É tudo à vontade do freguês... Para quem ainda há menos de 15 dias enalteceu os valores da ética republicana este é um caso politicamente desastroso e de uma legalidade muito duvidosa. A utilização de meios do Estado, pagos pelos contribuintes, não consta de nenhum manual de história como um dos ‘valores’ do dito ideal republicano. O pagamento aos serventuários com as habituais benesses de nomeação para cargos também não. Mas com tal Governo tudo é possível...» Eduardo Dâmaso

UM ANIMAL CHARMOSO

É impossível que Portugal seja prioridade! É improvável que governar conte para alguma coisa, quando, contra todas as evidências e com toda a teimosia, o que o Primadonna prioriza é provar ao coitado do Partido Socialista, só agora existente e imprescindível para si, que ele, Primadonna, ele, Animal Feroz e "Charmoso" está pronto para resistir a tudo e que «não só não se demite como espera vir a recolher ainda mais apoios na opinião pública». Qual opinião pública? A que recebe incentivos para ir votar no partido certo? A que assiste pachorrentamente à RTP ultragovernamentalizada? A que lê os editoriais servis do Marcelino, no DN e do Leite, no JN? A que se sente sob chantagem e atemorizada nas múltiplas administrações da Administração Pública, onde vigora o terror do unilateralismo vertical? Qual opinião pública? A dos cargos em pagamento por silêncios e lealdades caninas? O Animal Pseudo-charmoso e Feroz acha que cinco anos a inocular a sua imagem de esgar sorridente, gesticulando "optimismos" até à exaustão mais nauseabunda, sedimentaram fãs entre o mulherio acrítico e a multidão de alarves mal informados ou bem atascados nos tachos de regime! Deve estar seguro de que essa inframasculinidade nacional, que sonha ser igualmente pseudo-charmosa, feroz e implacável, o tem a ele, Primadonna, como referência imbatível? A exemplo do "charmoso" Isaltino. A exemplo do "charmoso" Valentim.