terça-feira, março 30, 2010

O PACOTE

Enquanto cidadãos honrados são chulados por entidades bancárias oportunistas, com juros homicidas, e por um Fisco completo adversário da sanidade psíquica de milhões de portugueses, a corrupção política real sorri, soma e segue, com o ex-deputado Cravinho continuando a pregar no deserto contra ela. Dos longes da sua sinecura londrina, alvitra agora mais três novas sugestões, três merdas, que infelizmente não passarão de retórica vã, das quais amanhã ninguém falará. Em relação aos off-shores, propõe que 1. «as entidades de que não se conheça o beneficiário último não tenham personalidade jurídica»; 2. que quanto aos grandes contratos públicos «alguns podem precisar de uma auditoria em tempo real, feita por uma entidade independente»; e 3. que os cidadãos possam interpor uma acção em tribunal pela defesa dos interesses financeiros do Estado e que recebam «entre 15 a 20 por cento» do montante, caso a decisão lhes seja favorável. Pacotes há muitos! O saque, esse continua! 

CAUSA MORTIS? STUPIDITATE!

Como é seu timbre, Luís M. Jorge usa o bisturi da Razão para abrir o buxo mortiço à mais refinada hipocrisia nacional. E não. Não se trata de uma autópsia inconclusiva. «Nisi stupiditatem nihil non possumus reficere.» 

segunda-feira, março 29, 2010

CHUPAR PORTUGAL

Já se sabia que o refrão-lema Avançar Portugal consistia precisamente em oprimi-lo e saqueá-lo. Vai-se ocultando até que ponto. É uma pena o facto tardio de somente oito deputados do PS subscreverem, na semana passada, uma declaração de voto criticando o adiamento da tributação das mais-valias bolsistas. E os outros deputados socialistas? Que raio de causas, preocupações e sentido social, têm eles? O João Galamba, por exemplo, que anda na boca e nas mãos de toda a gente sob a forma de papel, por que não votou ele no mesmo sentido daqueles socialistas, num sentido qualquer que se notasse solidário e útil ao País e não ao seu Mentor Darth Vader? Isto prova que nem aos socialistas mais entalados serviçalmente no Parlamento escapa a evidência de ser o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) um documento sumamente cretino, mentiroso e oportunista. "Imperfeito", para ser eufemístico. Onde está então, entre os socialistas com um módico de independência de espírito, a divergência aguda que se veja com as prioridades-saque do Primadonna e do seu Teixeira Mal? Os Abrantes de Sócrates, essa gente com um SIS na barriga e um taco altivo no olho cu, não tem mãos a medir a empalar Portugal de erróneo e enganoso, defendendo o seu Socratinejad, o seu Hugo Chávócrates do paupérrimo arrebalde europeu ainda chamado Portugal. Ele e essa sua guarda pretoriana já só mantêm assustados e em chantagenzinha esses pintos monteirones e marcelinos da Real Chupadoria Nacional.

domingo, março 28, 2010

SEM CARDOZO

Uma Liga sem Cardozo, sem DiMaria, sem Saviola, seria um crime desportivo, um boicote ao espectáculo e ao Produto-Liga que deve ser, a todos os títulos, salvaguardado quer no plano interno quer no plano internacional. Sendo os portugueses pobres entre os mais ricos dos ricos, há ainda assim uma imagem interna a promover e a defender, pois clube nenhum é glorioso e triunfal sozinho. Uma competição interna sem os referidos jogadores, lesionados ou castigados para lá do razoável, seria uma coisa odiosa. Ora, esta mesma Liga sem Hulk, fique sublinhado, foi um desperdício de sal competitivo e de outros condimentos do futebol. Não pode haver perdão. Terá necessariamente de haver lugar a indemnização. Lição aprendida? Nunca mais amputar de estrelas uma competição em Portugal seja ao serviço de que desígnio infernalmente bem intencionado for.

ORGASMO NACIONAL

Isto para um não-benfiquista, mas não necessariamente anti-benfiquista, está irrespirável. Multidões ululantes, felizes, eufóricas, afónicas, por todo o lado e, no fundo da memória, a ideia de que foi precisamente um Regime Policial Bafiento que modelou um Povo para isto, enquanto, graças a isto, poderia esquecer opressões e injustiças e transigir com o que realmente importava. O orgasmo nacional benfiquista em decurso asperge-nos de baboseiras mediáticas brancas contínuas: e o problema é que serão meses de caudalosa baba e ranhoca assim. Sempre que o FC Porto é campeão, dá-se a notícia e passa-se adiante. Que diferença!

CROMOS IN SPACE

No blogue fresco A Douta Ignorância encontrarão refinadíssima auto-ironia gay a rodos, auto-ironia burguesa a «urricos» aos montes e uma forma de insultar desabrida que a mim não me incomoda nada: a falta de caridade gratuita é uma velha tentativa de existir na praça. Está condenada a gorar-se. Lá terá o Daniel Oliveira de, por vezes, coçar para mais longe essas melgas ainda com acne e poluções nocturnas.

sábado, março 27, 2010

CHEIRA A PEIDO PROENÇA


Hoje será dado o célebre Xeque-Mate ao Braga. Como um João Baptista disciplinar, o profeta Ricardo Costa preparou terreno ao Jesus Cristas de Galo e Canta. O golpe de misericórdia será dado aos do Minho e a hora por que todos esperavam deflagrará a bem ou a mal. A jogar cheio de gás contra desfalcados, Jesus ainda há-de ter uma estátua de bronze com os quatro dedos "cretinos" levantados ao lado da que já existe do Pantera Negra. Quanto à nomeação do árbitro Pedro Proença, (Ó Evaristo, tens cá disto?), quando o mesmo Jesus, podendo estar bem caladinho tipo quem não arrisca não petisca, refere que é «um bom árbitro» e que «tecnicamente tem muita qualidade, disciplinarmente também», o que ele na verdade quer dizer é que Pato é sempre bom. Bom como vencer o Nacional e o Vitória de Guimarães daquela maneira catita. Estátua. Quatro dedos levantados. Cheira a Peido, ó Proença. Tens cá disto, ó Evaristo? Eis um grande dia para o benfiquismo que terá o Braga numa bandeja dourada. É que nem tenham dúvidas. O Braga nem precisa entrar em campo. Já averbou por antecipação uma pesada derrota.  

DA COLÉRICA SIALAGOGIA

As audições na Comissão de Ética subordinadas ao tema da liberdade de expressão em Portugal tinham a evidente intenção de denunciar os abusos grosseiros do escabroso Governo devorista-socialista. O tiro não lhes saiu pela culatra. A pólvora das comissões é que era seca. Tudo obedece à mesma lógica de, na Hora H, prevalecer o inócuo e as águas mortas: recorde-se a bosta vergonhosamente inútil resultante da excelente Comissão de Inquérito ao Sistema Bancário: Constâncio ilibado. O relatório final, desonestíssimo, não deu em nada. Do mesmo modo, o resultado das audições da Comissão de Ética não foi a demonstração do absurdo da tese do espartilho à liberdade de expressão e de informação que estaria a ser concretizado pelo poder devorista-tachista-socialista: foi a sua confirmação plena. Os teóricos da asfixia democrática provaram que os práticos da teoria da asfixia democrática podem transcender de longe, em canalhice e subtileza, o velho papão dos comunistas que comem crianças ao pequeno-almoço. Qualquer cabrão, ainda por cima político sem escrúpulos, pode urdir mordaças e apagar pegadas. Efectivamente, a chantagem existe, os pseudo-socialistas calam jornalistas ao pequeno-almoço, ao lanche e ao jantar. Não pensam aliás noutra coisa senão domesticar de propaganda as multidões ignaras, cevar-se do erário e foder com Portugal, coisa que está bem à vista na colérica sialagogia controleira e ávida do Primadonna.

sexta-feira, março 26, 2010

CRISE DO HUMOR BRASILEIRO

Uma excelente reflexão do grande Danilo Gentili: «Então. Ele não era o bom rapaz. Ele era o moleque sem educação que falava o que ninguém queria ouvir. Ele não é o seu herói. Ele é o seu anti-heroi. Se o senso de justiça do homem comum é agradar a todos o do comediante é desagradar a todos igualmente. O comediante não é uma adorável companhia. Ele é um adorável Filho da puta! Isso é ser comediante de verdade! Mas aqui no Brasil não se admira comediante de verdade. Porque a verdade não é admirável. Nossa cultura nos ensina a lucrar com a mentira. Rir com a verdade é algo que não entra na cabeça de ninguém por aqui. Aqui a verdade é feita para ser maquilhada. A verdade não diverte ninguém. Assusta. Fiquemos então com os imitadores de Silvio Santos, os burros que falam palavras erradas, os trocadilhos, os contadores de anedotas, o atrapalhado que dá cambolhotas circenses, a gostosa semi-nua que faz biquinho e o cara em traje caricato que fala um bordão. Eles não incomodam ninguém. E o comediante que ousar brincar com a verdade vai cair no esquecimento, de boicote em boicote. E pensando bem é possível que eu esteja indo, em poucos anos, exatamente para lá, para o esquecimento. Mas eu te juro que eu vou contando piada. Eu realmente gostaria que no Brasil os alvos das piadas não se considerassem tão frágeis, o público não fosse tão limitado e os comediantes não fossem tão covardes e acomodados.» Por cá, Deo Gratias pelos Gato Fedorento e pelos geniais Homens da Luta. São o que nos vale e ainda é pouco! 

quinta-feira, março 25, 2010

VOLÚVEL PSD VOLÁTIL

Para além do errático e errado passo para a liderança fraca, Manuela Besteira Leite supostamente disse sempre a verdade no plano da economia, das contas públicas e da ambiência acremente pútrida sob o consulado ultraclientelar de José Sócrates. Cometeu erros. Teve fraquezas. Produziu gaffes. Esteve francamente mal, transigindo peregrinamente com candidatos a deputados justiciariamente chamuscados, um deles com fragrância a detrito. Fracturou com aquela espécie limpeza de balneário ao produzir exclusões anti-federadoras nas listas às legislativas. Agora, com a abstenção do PSD relativamente a esta Besta do Apocalipse, o PEC do Governo, teve o seu triste episódio de despedida. O obsceno PEC passa. Um estilo inócuo, como o de Aguiar-Branco, e outro indeciso, como o de Rangel, não colam na Hora. Tal incapacidade de hostilizar um Governo não porque seja Governo mas porque é francamente mau vai custar ao País a própria sorte. Não teremos qualquer estabilidade com a volatilidade social cavada por este PEC daninho. Nunca pensei escrever isto, mas é bom que Pedro Passos Coelho, uma vez líder, cumpra com o que vem evidenciando e poderá não passar de coreografia e fingimento: reescrever este PEC para que doa a quem deve doer em vez de paralisar ainda mais o mortiço crescimento português. Faço minhas as sugestões de leitura do Francisco Almeida Leite: O PSD é Fitch, de Manuel Castelo-Branco, O PSD suicida-se, de Gabriel Silva e O PSD a votos (23), de Pedro Correia.

UMA PAREDE COM MÃOS

O tempo passou e nunca mais pensamos nele. Mas este gesto deixa-nos a cismar: muitas vezes, em vez de ser alguém óbvio a limpar as mãos à parede, pode bem ser uma parede com mãos a limpá-las em qualquer lado. Ainda melhor se o caso insólito se der no Haiti, país praticamente sem paredes.

LEANDRO DE CORPO PRESENTE

Vinte dias depois, o corpo do Leandro reapareceu, boiando, talvez emaranhado em ramos e detritos, num recanto do Tua. A Natureza o devolveu, prendendo-o firme ali. Desaparecido naquele rio, ei-lo na zona do Cachão. Deu com ele um morador da Azenha do Saldanha. Encontrou-o ao sair de casa, de manhã. O corpo estava preso na margem esquerda. Preso, percebem? A Natureza devolveu o que dias de intensas buscas não lograram nem vislumbraram. Importa agora dar descanso aos pais e deixar a putrefazer essas teses da 'fragilidade reguila' imputada ao pequeno morto com todo o despudor hoje em dia tão voga. Há um corpo a sepultar. Um corpo, vivo ou morto, resume bem a grandeza espiritual e afectiva da chamada "matéria", provavelmente um dos maiores equívocos conceptuais desde há dois mil e quatrocentos anos. Andar toda a gente a chamar "matéria" à grandeza espiritual da nossa tridimensionalidade corpórea mortal só pode ser um erro de perspectiva. Enquanto isso, o outro corpo, o Corpo Nacional, perece, fenece, realmente. Enredado nas margens de tudo o que não é essencial nem verdadeiro, desliza e afunda no mais negro abismo desesperador. Consome-se na Pira da mentira airosa prevalecente, um sistema opressor, oleado e funcional, apesar de camartelos como este. Todos pactuam com a mentira airosa. Hordas de dementes e de enganados curiosamente não gemem, não se rebelam, não vituperam, não se organizam para levantar a voz: não levantam a voz, apesar de levados como cordeiros ao matadouro. Alunos fazem testes por favor. Multidões de mudos e quedos afagam a fome por detrás de janelas ciosamente fechadas. Dissolve-se o Corpo Portugal. Um Povo de Traídos e de Traidores. Um Povo no seu Ghetto. Muros altos feitos de Banca com as suas penhoras criminosas sobre Encostados ao Chão e faustosos perdões a Especuladores e Consabidos Corruptos. Muros altos feitos do saque fiscal sobre indefesos. Leandro e o seu Corpo. O Corpo de Portugal e o seu cheiro a fim. Ontem, na SIC, directamente de sua casa, o economista Silva Lopes defendia encomendadamente o Governo Sócrates multidespesista e ultrachantagista. Também ele cheirava àquele fim que não olha a meios. Tem descanso Leandro. Não tem descanso Portugal. 

quarta-feira, março 24, 2010

DRAGÃO DINAMITADO

Jesualdo tem razão. Para além do perfume futebolístico que o Benfica foi consolidando, a CDL dinamitou a estrutura anímica do FC Porto num momento fulcral: a partir de 20 de Dezembro de 2009. Um observador atento percebe o papel de um coadjutor: dir-se-ia que Ricardo Costa, justiceirescamente, estava ali para ser o coveiro de uma equipa adversária de cada vez, FC Porto e Braga, exorbitando castigos, ainda para mais sobre plantéis limitados num país limitado, tirando o SLB, essa Fénix, época após época renascida. Habilmente foi aplicada a devida machadada nos activos adversários. Com as costas quentes, Jesus pôde dormir muito mais descansado. E crescer. E ousar. Agora, a Taça de Portugal é fraco consolo, sinceramente. Quero é ver de novo, no meu FC Porto, a velha equipa coesa, sólida, solidária, eficaz. Um bloco intransponível com a velha paz de espírito aliada ao supremo espírito competitivo.

TEIXEIRA MAL: A FACA DA FITCH

Tarde de mais. Se TeixeiraMal dos Santos queria que a Oposição evitasse que as agências de notação financeira reduzissem ainda mais o rating de Portugal, como fez a Fitch hoje mesmo, ao descer o ‘rating’ português para AA-, colocando Portugal num grupo que inclui também a Irlanda, a Itália e o Chipre, é demasiado tarde. Parece claro que too much PS will kill us. Agora percebemos melhor o conceito de "Tempestade Perfeita" usado pelo Primadonna para qualificar a anterior legislatura. O Descalabro Perfeito. A Incompetência Perfeita. A Castração Perfeita. É tarde de mais para o "amplo consenso" pedido em torno de um Perverso Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) tendo em conta o perfil do Partido Unilateralista Socialista, que está no poder desde 1995, com todas as opções tomadas até ao presente estertor calamitoso. O Governo apela aflitamente à Oposição. Mas coitada da Oposição, batida, escarnecida e escarrada pelo PS, quando lhe convém! Teixeira dos Santos sabe muito. Estamos em contagem decrescente para algo de muto negro: com o aumento do juro, com menos dinheiro e mais caro, com a rarefacção do  emprego e o emprego barato, aonde vai esta náufraga miséria chamada Portugal?! A nenhures parda e apagadamente. 

O ÂNUS DA LUZ

Depois de ter sido o Clítoris da Luz, o CDL converteu-se agora no Ânus-Ónus dela, dada a mudança com a redução substancial das penas aplicadas a Hulk e Sapunaru e as leituras explosivas de que isso é passível. Um rival ou dois decapitam-se assim. Era preciso desbravar caminho. Hulk comeu. Vandinho continua a comer. Convém um Braga castrado no próximo fim de semana 'glorioso'. Para além de Hulk e da sua valia, o FC Porto foi derrubado com a habilidade sentenciosa do Conselho de Justiça da FPF. A emergência desportiva do Benfica, paulatina e sossegada, COISA QUE SE SAÚDA a bem de Portugal e da sua 'produtividade', fez-se também à custa daquela paz adicional dada pela guerra de Ricardo Costa e da sua Comissão Disciplinar da Liga ao Ânus Anímico dos adversários directos, Porto e Braga. Coisa grunha de se fazer. Dolo pouco subtil, diga-se. Com 17 jogos sem representar o FC Porto, Hulk simboliza toda uma época boicotada ao mais alto nível e um tiro no pé quanto ao prestígio da Liga de Nylon.

PÔR VASELINA NA GROSA

A crónica de François Musseau anda na boca de toda a gente. Mas, enfim, às areias movediças que soterram o Menino de Couro até ao pescoço somar-se-á o trabalhinho zeloso-SIS da Brigada Abrantes, na tentativa de pôr vaselina na grosa: «L’inimitié d’une bonne partie des médias, une crise politique qui tourne au blocage institutionnel, une situation sociale explosive, un fiasco économique obligeant à des mesures drastiques à court terme… Comme si cela n’était pas suffisant, le bouillant José Sócrates (mollement réélu aux législatives de septembre 2009) doit désormais affronter une fronde du Parlement qui pourrait le forcer à la démission ou amener sa famille socialiste à lui trouver un successeur à la tête du gouvernement. Aujourd’hui commencent à Lisbonne les travaux d’une commission d’enquête parlementaire qui, pour la première fois depuis la fin de la dictature de Salazar, implique directement un Premier ministre. Et va le contraindre à comparaître physiquement, au mieux par écrit. «Le Portugal est un bateau ivre dans lequel le capitaine est le plus suspect de tout l’équipage», a asséné un chroniqueur de la chaîne privée SIC.» François Musseau

SINTOMÁTICA PRESERVAÇÃO

Não se estranhe que, mais de meio ano após a decisão de Noronha do Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça, a determinar a nulidade e destruição das escutas que envolvem o primeiro-ministro, os suportes de essas conversas se mantenham intactos na Procuradoria-Geral da República (PGR). Há medo, deve ser. De mãos atadas, a Justiça deita-se na cama que preparou para si mesma. Para quê eliminar um elemento de prova cujo conteúdo escaldante e revelador provavelmente já foi arrematado por uma maquia suculenta?! Para quê rasurar fisicamente aquilo que com máxima probabilidade acabaria por circular espiritualmente por todo o lado, quer os Abrantes queiram quer não?! Os deputados da Comissão de Inquérito PT/TVI sobre os contornos do plano do Governo para controlar a TVI receberam uma carta de Pinto Monteiro esvaziando a matéria do ponto de vista criminal. Sintomaticamente, quando o PGR vem desvalorizar estas matérias, ocasiona de todas as vezes que a emenda saia pior que o soneto. Politicamente as coisas não poderiam estar mais negras para os lados do SIS privativo do Primadonna. Encurralado e incapaz de responder com normalidade a questões perfeitamente legítimas da parte de jornalistas, aliás ignorados olimpicamente nas visitas de Estado, a pressão política sobre José Sócrates é a que tem de ser. Em vão procurará furtar-se aos factos e apodar de "santa aliança" o humilde esforço dos partidos por revelar o que está oculto e farejar o que cheira mal. Se essa tarefa deixa nervosos os intocáveis e contumazes do custume, paciência.

terça-feira, março 23, 2010

ABRANTES E O SÉQUITO RABILÉ

A falta de pluralismo na comunicação social é um fruto engendrado pelo PS que mastiga o BE e o PCP, vitimando-os de irrelevância, a começar por aquela agressividade soez e vexatória no Parlamento, ou não dominasse o PS facticamente os media com esse mesmo dinheiro sem Esquerda e sem Direita. Nunca se viu marreta maior anti-PCP e anti-BE que a Picareta Falante com medo da Comissão TVI/PT. Os partidos mais à Esquerda, o que quer que isso seja, porque têm ética e não são paus-mandados do PS Primadonnista, dão gás ao esclarecimento da “asfixia democrática” para reforçar a transparência tão do desagrado dos Abrantes, séquito rabilé do Primadonna. Porque devidamente forrados, só André Freire, no  Público, e José Casanova, no Avante!, desconversaram de esta ideia cristalina. 

ESTADISTA CONSTIPADO

Parece que a gestão socialista da despesa é um desastre. Não há problema: o líder é "politicamente hábil", muitos dizem, e agressivo no paleio. Pode-se ser convincente com grandes patranhas e atirar à populaça o ónus da deputação. Isto é sempre a doer, mas o eleitorado que o reelegeu, e o reelegeu como se puxa por um clube toda a vida, não quer mais nem merece mais que grandes poses, enormes encenações e corridinhas de estilo enquanto o resto degenera.

PEIDANDO EM TUNES

De novo, saltitando, Zé-Peidorrento vai, correcto, desfumar dos pulmões o fumo habitual no seu jogging político internacional que lhe fica sempre tão bem e tal. Tunes, antiga Carthago, a qual delenda erat, célebre pelas latrinas públicas admiráveis, quando cagar era hábito público e atitude social. Peido aqui, peido ali, Zé-Primadonna não vai a Comissões. Prefere negociar com vilões, parasitar pressões e tomar lautas refeições. Portugal é uma coisa que jaz lá longe, nos interstícios da memória, implorando as suas opiniões de douto cabecilha com as mãos por dentro dos calções. Peido vai, peido vem, Zé saltita e sorri invitativo: «Não há nada como uma corridinha para começar bem o dia»! Como é jovial e catita dentro do próprio esqueleto furtivo! Alvo por fora, por dentro metano incolor em compressões, prisões, de precioso flato tecnológico nos efeitos e nas noções!

DESFUTEBOL

Os deuses embrutecidos da bola não querem nada com o desFutebol Clube do Porto. Nenhum Zé-Milagre em perspectiva. Nem banco. Nem campo. A época acabou

segunda-feira, março 22, 2010

TWINGLY PING, A ROLHA

Ciclicamente, o Twingly padece de problemas democráticos: alguém manda ao sistema filtrar as únicas vozes que não são de burro nem de boi nem de outro tipo de reses amorfas, pastando as ervas fartas da mentira nacional. E a barragem opera em conformidade. O Twingly permite o pluralismo e a emissão de uma opinião popular, livre, doa a quem doer. Só que há épocas em que o filtro entra em acção. É, porém, uma situação cíclica para não escandalizar demasiado os filtrados. Serve-se pontual para servir os propósitos hegemónicos e controleiros de quem nós sabemos na exacta proporção com que, mentindo, mentindo muito, o Primadonna esteve a babar alarvidades, naquela imoral linguagem jurídica de pau, diante de Miguel Sousa Tavares. Tempo de antena. Auto-Branqueamento. A propósito do PEC, o mesmo fará o Ministro das Finanças, 'brilhante' no mesmo tipo de demagogia, tão elogiada hoje em dia. Lembram-se das queixas dos directores de jornais quando as receitas com publicidade foram desviadas como retaliação pela publicação de matérias inconvenientes? Lembram-se das notícias no Correio da Manhã acerca dos assessores do Governo pagos a doer pelo erário para servirem o SIS de bolso reeleitoral do PS? Chantagem. Silenciamento. Agora multipliquem esse processo de incutir o respeitinho sobre milhares de vozes intrépidas em combate por decência em Portugal. Vozes como a minha. O que lhes acontece é o mesmo que aconteceu a Manuel Maria Carrilho, na UNESCO, e a muitos e muitos que sentiram e sentem o duro jugo assanhado do socratismo tentacular, a Grande Rolha em Pessoa. Triste vida. Triste o país que pactua com isto. 

FÁCIL. PREVISÍVEL

Tal como previsto, o FC Porto é uma nau descomandada, animicamente de rastos, visivelmente em desespero pelo fim da temporada. Ontem havia jogadores repletos de raiva pífia, raiando o descontrolo. Sem ataque, em reacções medíocres à superioridade moralizada do Benfica, uma lástima. É de prever o pior frente ao Rio Ave. Quanto ao Benfica, após o primeiro troféu da época, nem o Céu é o limite.

NOGUEIRA, O PARADOXO

Por cá, o Governo resistirá a atribuir aos professores um estatuto semelhante ao das forças de segurança para passarem a ser reconhecidos como autoridade pública. Resistirá porque reforçar a autoridade do professor iria ao arrepio da fragilização, decapitação e assédio moral praticados nos últimos cinco anos. No que respeita às violências de que são vítimas, a lei da rolha esteve e está ainda em vigor: só uma percentagem escassa de casos gravíssimos emerge nos Media e chega ao conhecimento público. A maioria deles é abafada e ignorada olimpicamente pelo Governo e pelos seus boys dispostos na vasta pirâmide hierárquica repleta de ajudas de custo e salários principescos.

domingo, março 21, 2010

BATALHA POR PODER

A violência nunca se justifica. Isto parece os preliminares de uma espécie de fundo desgraçado, emergindo em onda a mero pretexto do futebol. Mas talvez venha o dia em que, desmando por desmando de colarinho Armani, a violência regressará como lei. Lei compensatória, fruto semeado por criminosos reincidentes na impunidade, no lucro ilícito, no abuso de poder.

CHEIRA A TRETA

A linguagem rançosa do ME continua aquela coisa sempre lenta, inútil e insincera, que adia os problemas ou os pondera a conta-gotas.

O ALDRABÃO AMNÉSICO

É uma pena que d'este discurso tenha passado nada ou quase nada nas TVs. Semana passada, apesar do meu esforço, não vi quaisquer transcrição ou reprodução de fundo dos principais discursos no congresso do PSD em qualquer das TVs, sobretudo enquanto tais discursos flagelavam a "asfixia económico-pluralista perpetrada pelo rolhista anti-democrático Primadonna e o seu séquito de rabetas dementes. Funciona bem a estratégia de apoucamento das oposições. A fajutice mediática, as bocas nojentas do Secretário-Geral do PS no Fórum Novas Fronteiras, tudo, enfim, cheira a ditadura plácida que alastra silenciosamente. Ele é o grande empregador, protector dos protegidos, dador de tachos. A ele tudo o que respira em Portugal presta contas e conforma-se à reverencialidade exigida. O gado geral português nem dá por nada, enquanto já não se interessa rigorosamente por nada. Há formas de me silenciar, formas de calar quem incomode, enquanto se diz e discursa sornamente no sentido inverso dos actos. Note-se o tipo público aplaudente no Fórum Novas Fronteiras, mulheres de puxo, desmiolados tirados das estradas, velhos desdentados, gente que foi arrebanhada por anúncios como este: «É reformado? É subsidiado? Não tem emprego? Então venha passear, bater palmas e meter palas, a vinte euros a cabeça. Lanche e jante grátis no buraco do costume.»

CACÉM SUBMERSO

Parece que podemos passar a chamar, sem rebuço, "Golpes de Água" a isto. Isto que poderia ser chuva somente, mas chuva não é certamente. 

ARTE DE ENCORNAR

Revista e melhorada.

IMPOR O PEC

Que Sócrates fale em todos assumirem o PEC, incluindo a Oposição, um programa que é pura e simplesmente imposto pelo Governo, escamoteando sempre o lado negro e fácil de que vive, é típico do Diabo. O Diabo é extremamente hábil no plano político, mas é o Diabo. E aliás enquanto tal nunca assume nada de seu. Procura cúmplices e ónus para imputar os seus crimes: uma coisa que ficaria bem à língua de pau alcandorada a Primadonna era por uma vez admitir o aperfeiçoamento e reajustamento continuado daquilo-PEC no sentido de permitir vida na economia e nas míseras economias familiares do País. Mas não. É pedir de mais. A linguagem chantagista está ali para durar como as fartas formas desonestas de agir em todos os planos de actuação. Com cinco anos de socratismo primadonnista, chega-se à conclusão que a Corporação-Políticos-e-Assessores-no-Executivo, aliada à Corporação Clientelas-Políticas-na-REN, PT, TAP e demais pousos de enriquecimento instantâneo clientelar, tem vindo a combater, assediar e esmifrar os grupos profissionais, as pobres pessoas comuns, a chamar-lhes nomes, a menoscabá-las. Reduzem-se drasticamente postos de trabalho na Função Pública, mas abrem-se logo aí novos lugares de gestão milionária e por isso mesmo é que, com tanta redução, o peso da despesa aumenta exponencialmente: a despesa é deslocada e agravada. Não é reduzida. Por que motivo este povo não aprende a escarrar nos que o enganam com eleitoralismo de esquerda e comportamentos executivos de ultra-direita ou de outro lado ideologicamente novo: o "desonestismo" ávido?! É mais disto que o socratismo tem para oferecer: uma lógica de poder, de devorismo paulatino do erário público, tudo milimetricamente controlado até ao estrangulamento final de quaisquer laivos plurais na sociedade portuguesa.  

UM SEDIMENTO ÉPICO DE DESESPERO

«Tem vinte anos este "Aprazível Suicídio em Grupo" de Arto Paasilinna. É o 10.º romance do escritor, o segundo publicado em Portugal depois de "A Lebre de Vatanen", livro absolutamente fundador de uma voz literária de latitude finlandesa. Depois da consciência ecológica ser pretexto para uma desconstrução irónica de uma forma de vaguear pela vida, o estilo foi afinado, refinado mesmo, esbarrando em temas mais complexos: "O maior inimigo dos finlandeses é a tristeza, a melancolia, uma apatia insondável. Ao longo de milhares de anos um pesar tem pairado sobre este povo infeliz, submetendo-o ao seu jugo e tornando assim a sua alma taciturna e sisuda. Tão arreigado é o pessimismo, que muitos finlandeses vêem na morte a única salvação para as suas angústias. A melancolia é um inimigo mais impiedoso que a União Soviética". O parágrafo transcrito abre o romance e tem o condão de nos deixar boquiabertos: por um lado, o estilo jornalístico, de quem parece estar a transcrever um relatório científico, coloca o leitor em sentido. Virá aí um tratado sobre o "spleen" finlandês? Por outro, talvez o tom didáctico seja o de uma introdução a uma fábula daquelas que começam com o inevitável "Era uma vez..." Cinco páginas à frente, quando um homem de negócios falido e um velho coronel do exército se cruzam num celeiro em plena noite de S. João (para os finlandeses a noite de S. João, o solstício, é um ritual solene, por todos celebrado) e evitam mutuamente o seu suicídio, o tom está encontrado. Unidos na hora que antecede a morte está traçado o destino de uma confraria, de uma rede social: as dos vencidos da vida finlandeses que não querem morrer sozinhos. O coronel Kemppainen, o director de negócios Rellonen e a vice reitora Puusari, que a eles entretanto se juntou, resolvem então pôr um anúncio para que os candidatos a suicidas de toda a Finlândia a eles se juntem. Chovem respostas: velhos, deprimidos, internados em hospícios, místicos, "homossexuais, travestis, masoquistas, mulherengos angustiados ninfomaníacas irrecuperáveis." Arto Paasilinna vai dando voz a esta polifonia de desesperados que se levantam da paisagem finlandesa com um fôlego que aqui e ali coincide com as multidões de descamisados que muitas vezes povoam os romances de José Saramago e que conseguem deixar com a sua passagem, com o seu testemunho pessoal, um sedimento épico de desespero.» Rui Lagartinho

sábado, março 20, 2010

PADRE PREGADOR DE MERDA

O grande filho da puta novo-fronteiriço julga-se adorado e à prova dos factos mais cristalinos que o denunciam como podre. Deixa passar o ápice do fedor e volta à carga. Finta o destino, o grande filho da puta. Não muda de paróquia. Tem o Papa-Nojo pelo seu lado. Por isso, prega, prega, como um maligno melífluo padre danado. Há muito que tal pedófilo político, molestador de toda a gente, carecia evacuação. Pobre País que não vê quem o come à canzana, lhe abastarda padrões morais na vida pública e lhe vandaliza a integridade dos mínimos éticos.

FRAGILIDADE PSICOLÓGICA

As teses oficiais e convenientes, obscenamente desvalorizadoras das mortes suicidárias do menino Leandro Filipe Pires e do professor Luís Carmo, docente de Música da Escola Básica 2, 3 de Fitares, resumem a lógica política do Desonesto Poder vigente: os factos noticiados fragilizam e põem em causa as instituições, os dirigentes nomeados politicamente e as políticas educativas envolventes? Mudam-se os factos, mudam-se as verdades. Um dos argumentos mais brilhantes diz respeito à chamada «fragilidade psicológica». Nada mais simples para fazer tábua rasa de quaisquer responsabilidades a assacar a terceiros nem que seja para efeitos de reflexão profiláctica. Leandro e Luís não entraram em desespero. Eram «frágeis». É assim que o Primadonnismo socratinista gerou o mais absoluto contágio indelével de podre moral e de impunidade geral. Bastaram quatro anos e meio de políticas desonestas. Quatro anos e meio a inventar violentações sistémicas sobre professores-coisa. Cinco anos e meio a dar bombons e rebuçados, privilégios concretos, aos dirigentes sindicais em troca de traições selváticas às condições de trabalho e à motivação de base dos professores em processo de evasão acelerada por reforma antecipada. Agora que um docente é uma peça impotente no sistema, agora que ele passou a valer nada, o aluno "frágil" dificilmente beneficia da sua solícita atenção zelosa. Como podem os professores atender aos frágeis com tanta tralha, papelada e bizantinices que lhe foram atiradas criminosamente?! Por isso abafa-se tudo, como certos bispos e um certo Vaticano acima da lei. Por isso medra o caos, medra o esterco burocrático e a camisa de forças garantística de sucesso falso, medra o sequestro anímico e a ameaça impune sobre professores perpetrada por certos sectores sociais com apetite por sangue. Depois do Leandro e do Luís, nos seus actos de loucura lúcida, o desespero e o suicídio no Ensino são um Grito que deve ser ouvido. Sinais precursores de outras facas já em riste, de outras forcas e seus baraços. Façam todos bom proveito.

ANTEDERROTA

Amanhã, perante o Benfica, o FC Porto obterá uma das mais humilhantes derrotas de sempre. É um desastre anunciado. Não se pode reinventar coesão e capacidade do pé para a mão. A atitude competitiva perante o Arsenal e o Sporting foi pior que a de desempregados, sofridos e batidos no desespero inútil dos Centros de Emprego, ou pior que a daqueles estudantes que nem estudam nem têm de facto quaisquer perspectivas de empregabilidade futura ou tóxico subsidiarismo. Não tenho qualquer confiança na minha equipa, embora estes sejam jogos de uma natureza imprevisível. O que se prevê amanhã, no Algarve, é uma vergonha somada à de Alvalade e à do Emirates Stadium. Varela, um dos jogadores que nos últimos embates desaprendeu da garra e do futebol, lesionou-se com gravidade, caput. Depois de aqui ter denunciado todas as situações de enfraquecimento deliberado da estrutura anímica do FC Porto por parte do órgão disciplinar da Liga, é altura de enfrentar outra ordem de factos e capitular perante os dados frios: já não existe ali, no Dragão, uma equipa. Jesualdo está em fim de mandato, desmobilizado e desmobilizador. Para minimizar todas as perdas, sobretudo as de prestígio, chegar ao fim do caminho será um autêntico calvário. Para quem não está habituado a perder, é dose cavalar. Parabéns antecipados ao Benfica por um troféu anunciado!

SUCATÓDROMO RAFEIROSO

«Quando comecei a trabalhar, a pátria precisava de ser salva dos desvarios do PREC e por isso pagámos mais impostos. Depois, nos anos 80, houve um choque petrolífero, salvo erro, e tivemos de voltar a salvar a pátria. Veio o FMI, ficámos sem um mês de salário e pagámos mais impostos. Mais tarde, nos anos 90, houve mais uns problemas e lá voltámos a pagar mais, para a pátria não se afundar. Por alturas do Governo de Guterres fui declarado 'rico' e perdi benefícios fiscais que eram, até então, universais, como o abono de família. Nessa altura, escrevi uma crónica a dizer que estava a ficar pobre de ser 'rico'... Depois, veio o Governo de Durão Barroso, com a drª Manuela Ferreira Leite, e lembraram-se de algo novo para salvar a pátria: aumentar os impostos! Seguiu-se o engº Sócrates, também depois de uma bem-sucedida campanha (como a do dr. Barroso) a dizer que não aumentaria os impostos. Mas, compungido e triste e, claro, para salvar a pátria, aumentou-os! Depois de uma grande vitória que os ministros todos comemoraram, por conseguirem reequilibrar o défice do Estado, o engº Sócrates vê-se obrigado a salvar a pátria e eu volto a ser requisitado para abrir mão de mais benefícios (reforma, prestações sociais, etc.), e - de uma forma inovadora - pagando mais impostos. Enquanto a pátria era salva, taxando 'ricos' como eu (e muitos outros, inclusive verdadeiros pobres), os governantes decidiram gastar dinheiro. Por exemplo, dar aos jovens subsídios de renda... por serem jovens; ou rendimento mínimo a uma pessoa, pelo facto de ela existir (ainda que seja proprietária de imóveis); ou obrigar uma escola pública a aguentar meliantes; ou a ajudar agricultores que se recusam a fazer seguros, quando há mau tempo; ou a pedir pareceres para o Estado, pagos a peso de ouro, a consultores, em vez de os pedir aos serviços; ou a dar benefícios a empresas que depois se mudam para a Bulgária; ou a fazer propaganda e marketing do Governo; ou a permitir que a Justiça seja catastrófica; ou a duplicar serviços do Estado em fundações e institutos onde os dirigentes (boys) ganham mais do que alguma vez pensaram. E nós lá vamos salvar o Estado, pagando mais. Embora todos percebamos que salvar o Estado é acabar com o desperdício, o despesismo, a inutilidade que grassa no Estado. Numa palavra, cortar despesa e não - como mais uma vez é feito - aumentar as receitas à nossa custa. Neste aspecto, Sócrates fez o caminho mais simples. Fez exactamente o contrário do que disse, mas também a isso já nos habituámos. Exigiu-nos que pagássemos o défice que ele, e outros antes dele, nunca tiveram a coragem de resolver.» Henrique Monteiro, Expresso de 13 de Março de 2010

REQUIEM POR PORTUGAL

Nada faz sentido. Portugal mais parece uma agremiação autofágica: não se vislumbra justiça e equidade em lado nenhum, sofre quem já engoliu e pagou por todos os vexames que a classe política e os interesses instalados nos impuseram. Quo vadis, País?

CHEIRADORES-DE-CUS

O PEC explicado às criancinhas permitir-lhes-ia concluir o desastre próximo. Em Portugal não existe verdadeiramente um sector privado e o PEC esmaga, aliás, qualquer coisa de semelhante a isso. Não existe um sector privado independente e empreendedor em Portugal, liberto de Estado. Todos os que andam lá perto, de serem efectivamente privados, não passam de provadores de vinhos e cheiradores-de-cus. Os cus do Estado. O Estado, por sua vez, sobretudo em ano eleitoral, cheira-lhes o cu a eles. Os liberais que temos são académicos ingénuos, com teorias norte-americanas completamente fora do Povo e do País que somos e temos. Perceba-se que o PEC compromete a vida das pessoas. Um dia os cus acabam. 

PEC FODE PORTUGUESES POBRES

Coisas que se sabem só agora: quem vai sofrer mais com o PEC não são as classes médias, são os mais pobres. O maior contributo para a diminuição da despesa é dado pela redução das transferências do Orçamento do Estado para a Segurança Social. As políticas que formam a rede de mínimos sociais verão o seu financiamento muito limitado (desde o Complemento Solidário para Idosos ao Subsídio Social de Desemprego, passando pelo Rendimento Social de Inserção). Isto rasga e contradiz o programa eleitoral com que o PS se apresentou às eleições. Tal escassez e remoção de recursos é uma facada fria sobre a pele seca de um País pobre como o nosso, com um desemprego em níveis socialmente devastadores e insuportáveis. Sócrates, o Governo, o PS, todas essas vítimas de ataques de carácter, com eles presos a quanta trapalhada há, têm a moral de um pedregulho. O Povo é sereno. E masoquista.   

INFERNIZADOR INFERNAL

Esta coisa em forma de primeiro-ministro não aprende. Ninguém como ele para fugir às responsabilidades, fazer peito, e abusar dos choradinhos vitimistas, como se não houvesse mais mundo nem mais país para lá da seu incomensurável narcisismo. Inferno em figura de gente a degradar e a arrastar Portugal ao abismo dos abismos.  

LELLO E O HEMICICLO SPA

A sensação terrível de invasão de privacidade não se aplica aos parlamentares, quando no Parlamento, onde tudo deve necessariamente ser transparente. Quem não deve, não teme. Basta que José Lello pare de jogar no seu PC Parlamentar esse jogo, rei dos jogos no Parlamento, o FarmVille, só ali pronográfico. Chega de Facebook, no Parlamento! Grande estômago acumulador de tachos e privilégios e grande detractor de Manuel Alegre por razões opostas, só ele para se insurgir contra a bagatela da uma indiscrição foto-jornalística no Hemiciclo. Nunca o veríamos com aquela jugular inchada por assuntos de maior: a nossa irremediável pobreza, os nossos constrangimentos pessoais e profissionais agravados com o PECado, as distorções, opressões e injustiças perpetradas pelo Regime das Cunhas e dos Privilégios Especiais. Má rês, Lello! Politiqueiro e superficial como poucos. Toda a gente sabe disto. Certos deputados socialistas da Assembleia da República tresandam a privilégio aristocrático e à altivez do estatuto não de servidores da Nação, mas de servidos da Nação. Que se fodam! Se estão fartos de serem alvo das objectivas indiscretas dos repórteres fotográficos, nós estamos fartos de instalados, insensíveis e paus-mandados no SPArlamento.

BES BESTA. FALO. REGIME

Apesar de Alegre, o grande PS dos macaco-lellos, ricardos rodrigues, e demais ratos-primadonnescos, com este PECado e muito antes dele, alterna avidamente com os «interesses e grupos financeiros». Trata-se de um PS-Governo com a CGD no bolso, o BCP na lapela e o BES Ricardo Salgado nas cuecas. Ricardo Salgado tem, aliás, sido o grande peão do socratismo mais ratazana. Merece o Primadonna de Ouro, espécie de Óscar pelo melhor papel de alternadeiro do Estado-PS. Se há bancos que estão no sítio certo, com o saque aos pequenos que se impõe e a parte de leão nos negócios de Estado, é o BES. Ele-BES, um dos principais financiadores das obras megalómanas do Primadonnismo obstinado, esperto, estúpido. Ele-BES por trás da OPA falhada da Sonae sobre a PT. Ele-BES, enrodilhado nas manobras da PT com a Ongoing. Ele-BES com a questão do aeroporto colocado nos longes desérticos de Alcochete bem no cerne do País empobrecido, desactivado, subsidiado. Ricardo Espírito Santo e o seu BES-Besta está, pois, onde deve estar. Mas isto tem o outro lado: o Lobo-BES, banco do Regime, quer ser ainda mais do Regime que todos os outros bancos do Regime. Por isso e para isso tem de saquear compensatoriamente o cidadão. Trata-se de um banco com olho e sentido de oportunidade. Por isso vai, vem, e penhora-me 1/3 do salário bruto. Falo. Sátiro. Fá-lo a milhares de outros portugueses. Assim vai a República, a grande obscena.

sexta-feira, março 19, 2010

LUXO. PENA

Face a um árbitro caseiro, sonso, o Benfica resistiu e brilhou bem alto na Europa e no Mundo. Um luxo de futebol, reitere-se. Pena o Sporting. Por um golpe de asa. 

quarta-feira, março 17, 2010

PUTANHEIRO, O AXIOMA

Em jesusês, dizer que vencer o Marselha, na Liga Europa, é prioritário e derrotar o Porto, na Taça da Liga, secundário, corresponde à ideia de que, prontos, nomeadamente, o mister não gosta de bater em coitadinhos. Um jogo de cada vez. Não é coisa bonita golear um clube de rastos como o FC Porto. Ora, digo eu, bom mesmo é que Jesus esmague amanhã o Marselha e depois, no Domingo, dê lá a natural estocada final ao meu clube, esta época tão afocinhado fucile, tão atascado na mais crassa mediocridade. Tudo bem que quando se escuta Jesus, na sua cátedra estilosa, até parece que está a abarrotar de títulos, mas cumpre dizer-se que merece coleccioná-los. Tem alegria. Estamina de vencer. Quanto ao estragão anímico-desportivo no meu Dragão, tudo se resume a este axioma: se calhar, não se pode ser, na mesma época, o velho e enorme putanheiro de sempre e o fabuloso dirigente desportivo habitual. Provavelmente, não se pode servir com lustro a dois senhores. A cona e o clube.

IGNISPÍCIO

Vejo, pelo fogo em que ardes, 
um trilho aceso a ouro e pus. 
Ígnio sorriso, labareda a contraluz, 
vestes a praia onde o mar brama e bruxuleia 
ao meu esgazeado fuzilar de córneas. Vejo.

Estudo em esteio o teu ardor
por afagar. Sei o futuro.
Concha. Mapa ou Estrelas.
Um salto alado de gazelas.  

MUROS DE FRAGMENTAÇÃO

Jorge, sou um atento observador da questão territorial israelo-palestiniana e tomo partido, momento a momento, por quem matar menos, sendo que trabalho, cultura, ciência, progresso e civilização são um dado Judeu bem vincado, assim como o poder de sitiar. Agora, o JG não merecia da tua parte um ataque assim tão bomba-explosivo. «Primata»? A retórica pode ser um começo irredutível de muro. E para quê?!

RED BULL AIR LINDO

Assim sim. Um País a sério reparte. Nem que sejam aeroplanos zumbidores e pilotos atolambados. Portugaiense, aprendi a amar Lisboa, a querer-lhe bem, pese embora a Babilónia crua em que persiste reincidir, cloaca de desmandos mil, cru virar de costas à Paisagem. Estão de parabéns Costa e Rio. Circo e Folclore sob um já célebre Pacto de Extorsão Colectiva.

CIO

Isto é horrendo e é sério. No Haiti, dá brado o avolumar dos assaltos sexuais sobre mulheres e raparigas já ali endémicos em condições normais. A contiguidade forçada nos campos de desalojados comprime os corpos por descompressão acrescida. Condições anormais encharcam ainda mais de hormonas homens ociosos vegetando por conas. Escorre a tentação tórrida de enegrecer esbranquiçadamente vulvas, bocas, seios, ancas. Forçar. Saciar. Devassar. Coisa insana! Não haver um avião norte-americano carregadinho de bonecas insufláveis, simulacros de todas as raças de fêmeas, que misericordiosamente chovessem de pára-quedas sobre tal criminoso cio! É possível? É possível! Poupem às locais os prantos rasos, os expoentes-olhos da miséria prenha, poentes de hematoma, contusões e rasgações de hímen. Ámen. 

JOSÉ TROCAS-TE, A APOSTA!

Pedem consequências pela gaffe do mês: «Vai usar da palavra sua excelência o primeiro-ministro José Trocas-te». Um despedimento, uma piçada militar, uma humilhação qualquer ao speaker de serviço, coitado. O problema é que não foi gaffe. Foi aposta. Uma aposta tão arriscada e improvável como conduzir em contra-mão uns quilómetros em troca de um balúrdio. Não há cá margem para gaffes nem meias gaffes num contexto tenso daqueles. Com uma figura chamuscada daquelas, o respeito institucional foi ao ar. Resta a anedota. O chiste. A sátira. A aposta bufa. O calvário de desprestígio galopante segue o seu doloroso caminho. Faltam é Verónicas.

terça-feira, março 16, 2010

MÚMIAS E TUMBAS

Sessões imparáveis de folclore benfiquista assolarão esta grande Nação mandada pró galheiro pelos políticos que temos e que somos, uma vez que o desinteresse e a desinformação gerais explicam-nos a situação em grande parte. Por falar em folclore, é a vez do velho Isaías, pé-canhão, a desenrolar as ligaduras para falar sobre o campeão anunciado, Cardozo e os seus golos. Fantástico! Outro benfiquista internacional, automático e sincero. É de esperar o pior no que respeita a benfiquistas instantâneos, tipo farinha-amparo.

920 MILHÕES DE LÁGRIMAS

Hoje apertam-se os calos aos pobres e o pescoço moral, psicológico e profissional a quem calhar. Exige-o o PEC. Moralizar subsídios e  rendimentos sociais sem exigência cívica é mínimo começo de conversa. Ao longo dos quatro anos anteriores, porém, brincava-se ao Poder com os dinheiros públicos. No levantamento exaustivo de todos os factos reflexos da suprema irresponsabilidade governamental, prometem imenso as audições da Comissão de Inquérito à Fundação das Comunicações Móveis, que, aliás, nem é fundação nem trata das comunicações móveis. Um dos dois grandes programas de propaganda do primeiro Governo Primadonna foi a distribuição gratuita do computador Magalhães. O outro programa sob análise é o das Novas Oportunidades. Para mal das nossas contas e dos nossos pecados, sabe-se que na legislatura anterior se malbarataram centenas e centenas de milhões de euros com frutos e vantagens pedagógicas pouco evidentes, quando não contraditórias ou contraproducentes. Nos dois programas e-escolas e e-escolinhas gastou-se qualquer coisa como 920 milhões de euros, quase mil milhões de euros, caso os números sejam os correctos. Para quê? Para inocular de tédio uma geração de abúlicos. Para torcer e esmagar professores, enquanto a propaganda prevalecia sobre todos as evidências. Hoje estalam por todo o lado as evidências de nudez do rei. Tais evidências magoam. Os bancos rilham os dentes. Os ossos descarnados dos desprotegidos estão à sua mercê e não há real escapatória para ninguém a não ser para os apadrinhados do Regime, os grandes amigalhaços, irmãos gémeos e de génio, dos almeidas santos, de todos esses que acumulam reformas duplas, triplas e complementos de reforma sobre reformas triplas ou duplas ou quádruplas, escândalo bem português por moralizar: uma democracia assim dada ao deboche, complacente com o Mal, injusta e criminosa, pura e simplesmente não merece existir. É preciso aliás que acabe de vez para recomeçar Portugal.

segunda-feira, março 15, 2010

DE PAU E NÃO RETRÁCTIL

Esta campanha de permanente denegrimento do Primadonna tem de acabar. Os factos comprometem-no? Que se lixem os factos. Aparecem novos indícios após todas as cerimónias de desvalorização mediatizadas por Cândida Almeida e Pinto Monteiro? Paciência. A caravana ladra, os cães passam. Por mais detractores que sejamos de esse consulado daninho, atreito a distorções de toda a espécie, a problemas de carácter, e a desonestas políticas penalizadoras dos pequenos e dos ex-classe média, favorecedoras de negócios exclusivos só para amigos, à instrumentalização do Estado para servir obscenos interesses demasiado pessoais, a experiência diz-nos que tudo isto, este martírio de suspeições nunca esclarecidas e sempre agravadas a conta-gotas, percutidas na psique de um povo que sabe pouco e vota alarve, conduzirá paradoxalmente à apoteose do visado. Valentim e Isaltino foram afirmativamente plebiscitados e o Primadonna sabe bem que o seria de igual modo, pois a compaixão pelos abusadores, espécie de variante do síndrome de Estocolmo, a piedade pelos algozes políticos é um dado adquirido em Portugal, após Pombal e Salazar. Agora a sério: ao contrário de Pinocchio, cujo nariz de pau era retráctil e estava na sua mão domar, o nariz factual do Primadonna está condenado à perpétua rigidez alongada. É irresistível. Mil quilómetros de nariz. Todo um TGV de pau. Se aquele homem tivesse um bom fundo, um passado inatacável, um sentido de serviço público à prova de quaisquer suspeitas de avidez grupal, sôfrego saque do Estado, tudo teria sido diferente, para ele e para nós. O amor fraterno e o altruísmo em altas funções de Estado, porém, não têm lugar em Portugal. Só o saque, a trapaça e a fraude. A Maçã Podre fez o que pôde no grande cesto português. A fita está a chegar ao fim. Ele continua bem vestido, no seu bunker, negando e renegando. Nós já estamos ao relento e nus. Todos a pique, excepto BCP e BES.

MICTÓRIO MÁXIMO

Impressiona. Todas as estrelas se conjugam para o líder lidere afogado em ânsias, atolado em mijo. Mais forcing menos forcing, mais lapso menos lapso próprio, a coisa compõe-se-piço a bem dos rubros. Mesmo Manuel Machado, rouxinol de frases e vocábulos nunca de antes coligados, treinador brilhante (quando quer!) arremedou apenas uma equipa amuralhada, sinalizando desde logo, aqui d'el-Rei, o ali d'el-Bloco defensivo do Nacional para fazer face às investidas contrárias. Sonhos de Vingança perdidos? Aonde já vai o celebérrimo aforismo: «Um cretino é um cretino.»? Longe da vista, longe do coração. A pior defesa é a defesa? Foi. Porque, este ano, a subir todos os santos ajudam. Descer é que é do diabo. 

sábado, março 13, 2010

VARA EMPALADORA

Posso imaginar como era intensa e rica a lista de contactos de Vara. Quatro ou cinco mil números. Gente a ligar-lhe as doze horas do dia. Godinho, my man! What's up?!

SER OU NÃO SER UMA BESTA

Essa besta da crónica, ocasionalmente romancista, chamada Miguel Sousa Tavares, considera, com acre ironia, que desde que o Governo tomou posse, o único dos seus membros que tratou rapidamente de mostrar que tinha uma missão e a cumpriu foi a nova ministra da Educação, Isabel Alçada porque em menos de dois meses, «liquidou quatro anos de "esforços"», escreve MST, «da sua antecessora para tentar resgatar a política da Educação da ditadura instalada há muito pelos sindicatos dos professores».  Como se Alçada não fosse Sócrates assim como a Nojeira de Lurdes Rodrigues era Sócrates de saias com a fina flor das metodologias estalinistas. Ora merda! Quatro anos a comprar a CONFAP com tranches chorudas directas a um só bolso, a ridícula língua de pau irrepresentativa do seu minoritaríssimo presidente; quatro anos a negociar contra os professores, dividindo-os, erodindo-lhes os direitos de base, conservando intactos os privilégios de dirigentes sindicais, é o quê?! Uma revolução copernicana, não?! Miguel Sousa Tavares, nesta matéria dos para si execráveis professores, é uma besta. Merece tantos tiros-argumentos quantos os que, literais, atira às pobres aves e aos corpulentos cerdos-javalis das suas caçadas. Como é que um caralho de um intelectual como ele, amamentado com o perfume humanista da sua ilustre mãe, ousa fuzilar de generalizações uma classe digna e estuturadora de tudo num País, ainda assim Passivo, comido de cebolada, vítima de toda a espécie de fraudes impunes, mal pago, mal-tratado pelos políticos?! Por que motivo acicata ele os ânimos contra a única classe em função de pára-choques social, hoje de rastos, exangue, porque colocada debaixo dos pés de qualquer zarolha ressentido e de qualquer político desonesto?! MST acha que Alçada cedeu: «muitos salamaleques depois, capitulou em toda a linha e acrescentou umas largas centenas de milhões de euros aos encargos fixos do Estado.» Ficaria bem a MST, sim, encontrar outros alvos do seu acinte por outras perdas de milhões malbaratadas desonestamente, Governo após Governo. Sophia deve revolver-se na tumba perante tão feia fraqueza do desalmado filho.

SOCIALÓIDES

Sou completamente pelo fim de este Regime. Cínico PS e Sonso PSD cevam-se dele obstinadamente, tubo-ensaiando, os primeiros, em Gente de Carne, na Educação, no Caça-Votos RSI e outros esquemas socialóides, comprovadamente envenenadores da sociedade pastosa portuguesa. Décadas a legislar contra o interesse geral. Décadas de devorismo clientelar, absolutamente aprimorado no consulado perpétuo do Primadonna Sócrates. Nenhum deles me merece o menor respeito ou a mais ínfima atenção. 

PSD E O CÃOGRESSO

O PSD tem a mania dos Congressos encavalitados em Congressos sucessivamente até à desagregação adivinhada: o conceito «congregar» é, neste momento, ali uma contradição tão fria e cruel como a inevitável probabilidade de continuarmos a suportar as superficialidades e imbecilidades do Primadonna e por muitos e bons anos. Quanto aos Congressos, o Povo está insensível a eles. Acovardados no seu reduto venal de compromisso e cumplicidade com o socialismo-maçónico devorista, os principais símbolos humanos do PSD não se manifestam, não tomam partido, não mobilizam, não tocam a rebate, minam todo o fluxo renovador. Dir-se-ia que o Partido está ainda em pior estado que o País e que, por isso mesmo, os Barões evadem-se dos factos e da coragem como primeiramente ratos se evadem da nau a arder. Por ali não há entusiasmos rasgados por absolutamente ninguém. Mina-se, aliás, o caminho de todos com insinuações envenenadas. A verdade é que o consulado de Manuela Ferreira Leite, diga-se o que se disser, apesar de frágil, erróneo e incoerente, por muito honesto e sóbrio que procurasse ser, nunca serviu de contraponto aos malefícios e desonestidades perpetradas pelo socratismo. Vocacionado para a satisfação de clientelas, embalado para os grandes saques ao erário, o socratismo primadonnista teve no partido rival divido um aliado contra Portugal. Por demissão. Por incompetência. Por omissão. O dinheiro, linguagem da política e da corrupção, paga silêncios. Atenua escândalos. Emporcalha o mais límpido e elementar patriotismo.