quarta-feira, junho 30, 2010

BRUXELAS QUE SE FODA!

E a Telefónica também! Depois estranhem a necessidade que muitos de nós sentimos de que Portugal seja visceralmente protegido dos abutres portentados internacionais mediante uma reforma de Regime, em liberdade plebiscitária e verdadeira escolha livre. O ataque à nossa soberania tem de ser rechaçado: seja da sovietizante e falsa Comunidade Europeia, ainda mais falsa União, seja de interesses provenientes de outros quadrantes especulativos. O que está fora de moda é o que Neelie Kroes tenha a dizer. Que nojo quando Mário Soares, num deslumbramento parolo, se encanta com este bloco impotente e tosco chamado "União" Europeia! Nem que seja exclusivamente por isso, porque nos vemos vulneráveis e lassos, à mercê de traidores gananciosos de olho grosso em rendosas posições no Politicheskoe Byuro-politburo europeu, só a Monarquia nos poderá defender do assédio torpe dos mais fortes na Europa e no Mundo, sublinhando a nossa identidade, unidade, ancestralidade, património multissecular e soberania. Se capitalismo for milhares de hectares de olival bonsai intensivo de regadio espanhol, no Alentejo, nada de nosso na nossa terra a não ser desemprego, iliteracia e subsidio-dependência, emigração em massa, turismo sazonal como desespero e último recurso, horta dos outros europeus, leito de morte dos reformados do Norte da Europa que compram montes e propriedades no interior para se finarem por cá em beleza, para que raio serve Portugal português sem nada de seu nem para si? Que desígnio prossegue? Então saqueiam-nos os políticos, mentem-nos, e depois vêm os outros saquear-nos também?

O BODE RESPIRATÓRIO

Evidentemente que ontem custou engolir, uma vez mais, o imperialismo espanhol, usando para o efeito a marreta catalã, ironia das ironias. Castelhanizar Olivença foi tão difícil e tardio como Villa aparecer solto pelo lado do carismático, veloz e experimentadíssimo Ricardo Costa, uma invenção muito carlos-queiroziana. Se até aí, o seleccionador nacional estava em estado de aparente candura e graça,  bastou um golo e uma exibição globalmente frouxa e encolhida, para estalar o verniz: o homem não se faz respeitar. O seu discurso tem mel. Os resultados obtidos, de todas as vezes (Sporting/Real Madrid/Selecção, primeiro take, o take da célebre "porcaria" e agora isto), geram fel. As bocas anti-Queiroz entre jogadores sucedem-se, bem como as pressurosas retractações dos mesmos jogadores. A amargura portuguesa exige um Bode, como diria Jorge Jesus, "Respiratório". Ora, como Carlos Queiroz é extremamente vaidoso e vingativo e tem um paleio quilométrico, por mais que respire, o Bode Respiratório nunca será ele, pelo menos por seu próprio pé. Concordo com quem já vai dizendo que não nos bastava um Primadonna político, postiço e oco, nefando e nefasto, era preciso aparecer-nos agora um Primadonna no futebol. E não se trata de Ronaldo, por mais que o denigram. Infelizmente, Queiroz é  como o direi? Queiroz! Tal como felizmente Mourinho é Mourinho e, segundo Mourinho, Simão, apático, foi a brecha.

domingo, junho 27, 2010

VENERAR A LÍNGUA PORTUGUESA

É ler Vieira. E praticá-lo.

A CUNHA DO MAL

Sampaio abriu a caixa de Pandora ao fazer entrar no exercício do Poder o mau cheiro ético e humanista em pessoa. Nada há de estimulante e promissor no mau hálito moral exalado pelos mesmos vampiros e clientes do Estado desde há quinze anos. O que ele faria se fosse Presidente era passear, conspirar e suspirar. Não interessa o que faria se fosse primeiro-ministro. Já sabemos que não seria o narcísico sociopata que temos de aturar. Para que nos enfastiemos ainda mais, continuam a pôr microfones à frente dos velhos monos e da velha tralha socialista-maçónica, passe o duplo pleonasmo. Mas que raio de esperança e de frescura é que esta gente proveniente da gamela exclusiva do Estado, repleta de benesses e isenções, nos poderá trazer?! 

HELENA MATOS MATA-ME!

O português de Helena Matos "mata-me" pela omissão de preposições obrigatórias ou pela falta de esmero nas concordâncias e na boa sintaxe nas suas postas de pescada. Ressuscita-me de imediato o facto de ela ter razão contra os mesmos do costume. E bem sei que os reles anónimos Abrantes também pegaram por isto do-português-de-Helena-Matos. Mas foi para serem reles. «Vós, diz Jesus Senhor nosso, sois o sal da terra...» A gente que nos apascenta se não leu Vieira e Camões, para além da prescrição curricular, não leu nada. Camões denunciou o "paneleirismo" político de D. Sebastião, a tirania com que os putos nobres, com ele-Sebastião-Rei e à volta dele, infernizavam os simples de Lisboa e abusavam dos pequenos instilando o medo e a discricionariedade. Conviria ao Primadonna ler EM TORNO DAS IDEIAS POLÍTICAS DE CAMÕES, de António Sérgio e, do mesmo, CAMÕES PANFLETÁRIO. Ali se fala abundantemente que o descalabro moral promovido pelo socratismo grunho é igualzinho ao que fora promovido pela imberbidade feminil do mancebo Sebastião. Feminil, mas, infelizmente para Portugal, nos antípodas do mulherengo, sublinhe-se. 

ACORDAI, EFEMINADOS!

A blogosfera é um terreno de combate e não é para espíritos timoratos nem almas lambisgóias. Aqui não se pratica a lesma do compromisso tácito com quem devore Portugal com um sorriso nos lábios e inquine a vida pública com mentiras e enganos sucessivos, maligna arte aprimorada e levada à quintessência do lixo "exuberante" e "convincente" pelo grupo do Primadonna. Em Portugal, mentir foi elevado à virtude do luxo obrigatório, caríssimo: e à manutenção disso, o Primadonna, paternalescamente, chama puxar sozinho pelo País. Na bloga cívica e generalizada de combate e sem tretas à Mentira, bloga que JPP jumenticiamente execra para estar muito a sós consigo mesmo, não se traga o intragável político e o intragável nem sempre é o que parece na mesma bloga: a barragem de fogo do Carlos Santos contra a sôfrega clique socratista, por ele demasiado bem conhecida, e contra os híbridos da Direita bem esportulada pelo mesmo socratismo, tem sido de uma utilidade extrema para um Portugal ético e transparente no cerne. Por isso o insultaram: pela frontalidade e pelo "excesso" de factos gravíssimos denunciados. O Corta-Fitas será sempre o Corta-Fitas, blogue onde profundos patriotas e monárquicos lúcidos fazem o seu trabalho de não darem a mão ao Lixo Moral na vida pública e evidenciarem caminhos de redignificação nacional. Por isso e para isso, também o Carlos faz falta. Se se transforma em alvo e em ónus por ter encetado um combate viril, duro, factual, contra vampiros virginais, mentirosos organizados, além de uma medalha de louvor, precisa de um espaço livre e de um regresso rápido. Aliás, nós, cidadãos, é que precisamos de ambos. Onde nos tempos negros do medo, o poeta José Gomes Ferreira poetou «Acordai, homens que dormis.» teria hoje de grafar "Acordai, efeminados que transigis"!

sábado, junho 26, 2010

PARÁFRASE

«Mário Soares é tão patriota como civicamente pândego, gosta de Camões, mas não o pratica. Eu gosto dos políticos que gostam de Camões e não o praticam, nem respeitam nem honram. Eu gosto muito do doutor Mário Soares enquanto usufruidor de benesses infinitas e beneficiador de correlegionários.» José Sócrates, Arcos de Valdevez

PORTUGAL: LA COSTA OESTE DE EUROPA

Vale a pena ver o excelente trabalho da TVE. Note-se como a expressão "West Coast" pegou (quiçá inventada por Pinho e assessorias). Isto é uma Califórnia europeia cheia de potencial turístico, puxada pelo voluntarismo heróico e solitário de Pinto de Sousa graças ao qual o gay já casa com o gay e o desempregado é gado.

31 DAR MERDA

«O Paulo Pinto Mascarenhas percebeu o que é aquilo a que chamo a "direita amiguinha" deslumbrada, entre outras coisas, pelo "fenómeno Galamba"  um rapaz em estágio político-mediático para chegar a híbrido de Vitalino Canas com Sousa Pinto e Marques Lopes quando for grande. E sentiu, pelos vistos, como se manifestam as "solidariedades" mais inesperadas e improváveis entre membros dessa "direita amiguinha" e destacadas figuras, conhecidas ou "anónimas", do "socratismo" (e não necessariamente do PS apesar do cartão ter a mesma proveniência.)» PdP

sexta-feira, junho 25, 2010

IMPÉRIO DO EMPATE

Um jogo sem emoções de maior. Portugal sorrateiro, blindado, armado, antes de mais, para não sofrer. Brasil com tremores e temores, mas sempre perigoso. Há um jogador em campo que o enche, quer ataque, quer defenda: Fábio Coentrão. Sempre. Eduardo respira confiança e solidez: é nele que começa a Equipa que tem emergido neste mundial. Não se sente desarticulação, mas segurança e solidariedade a percorrer o grupo. Será muito bom se os outros, inspirados pelo exemplo batalhador do Fábio, derem o que têm e o que não têm frente ao adversário que se segue, seja ele qual for. 

PORTUGAL INTERROMPIDO

Quem não tem palavra, não honra a palavra e destrói o conceito de palavra, não pode dar palavras de confiança seja a quem for sem que soem a insulto, zombaria, falsidade. «Demito-me e dou lugar a António Costa!», eis a única palavra que se espera do sr. Sócrates e de que o Sr. Sócrates, por ser a Vaidade Narcísica e Pedantolas in persona, se mostra incapaz. Este é o único negativismo que nos penaliza. Não há botabaixismo que supere a falta de decência do Governo e do seu fiel e infeliz acólito, PSD. O Estado é uma fonte inesgotável de irresponsabilidades e de rendimentos para esta gente. Não se mudem as moscas nem se mexa na merda. Quem os desalojará do Estado, por eles desarranjado e sugado, para que Portugal prossiga e respire?! Tiranos, imorais, sem ética, abusadores da Lei, perseguidores dos oponentes que ousam denunciar os seus lixos escandalosos, têm todo o topete que lhes consentem. Até quando?!

AFUNDAR PORTUGAL

«Nem nos piores tempos de Santana Lopes se chegou ao ponto de um chefe de governo poder ser constituído arguido  e por difamação de uma jornalista. José Sócrates disse quarta-feira que "não deixa de ser uma grande ironia da história destes tempos" a possibilidade de vir a ser ele "o acusado de difamação depois de tudo o que se passou". Tem alguma razão. Por um lado, o processo de Manuela Moura Guedes contra Sócrates abre um precedente histórico: é a primeira vez que um pedido de levantamento de imunidade parlamentar é dirigido a um chefe de governo. Por outro, é de facto uma ironia do destino que o primeiro-ministro que mais casos acumulou ao longo da sua carreira  do Freeport ao curso na Universidade Independente  venha a ser julgado por atacar a pivô de um jornal televisivo.» PPM

ENSAIO SOBRE O LODO

Um País e uma Oposição que consentem no perdurar do lixo socratino, lixo que congrega uma montanha de devoradores ávidos de tachos e de intocáveis ameaçadores, só tem o que merece: o de mal a pior. A desmoralização de um Povo é toda filha do péssimo exemplo dos que o dominam e não sabem nem querem saber o que seja servi-lo. Ter de aturar um minuto esta cloaca governamental e o que ela simboliza é tão horrendo como quarenta anos de tirania estalinista ou qualquer espécie de fascismo. Cavaco, obviamente, com todos os defeitos que lhe pesam, sobretudo o da conivência com o Lixo Absoluto, é o alvo a abater da corja socialista-socratista, e, sim, deve medir as palavras conforme aliás tem medido pois essa gente pune, ostraciza e liquida quem lhe levanta o saiote de favoritismos infinitos e desonestidades crassas contra Portugal. Mesura reverencial ao lodo e palavras bem medidas é o que se aconselha a toda a gente que se arvorar em Carlos Santos, pois uma matilha sem Direita e sem Esquerda, habituada a comer dos mesmos tachos sem Esquerda e sem Direita, habituada a digladiar-se formalmente em blogues Simplex/Jamais, mas a tomar cafés fraternais para negociar posições, quando ninguém está a ver, toda se une, se rebola no pó blogosférico, em furores coléricos e rasgação de vestes virginais. Prostitutas da bloga há muitas e não se pode ser palerma! Pobre país, na cauda-cu da Europa, levado ao estrume pelo socratismo-socialismo com a devida condescendência de uma Oposição Venal e Calculista e de um Povo politicamente neutro e invisual. Que mais há-de o lodo anunciar?! Limpem Portugal do socratismo ou aceitem honestamente o mais completo desastre!

quinta-feira, junho 24, 2010

PELÉ, VELAI POR ELES!

O Brasil, e não Portugal, é indiscutível potência do futebol mundial e isso, além de ser estimulante no plano competitivo para quem o defronte, será sempre objecto de iconoclastia por parte de quaisquer outras equipas em todas as oportunidades disponíveis de embate. É bom recordar o passado, mas também pode ser amargo fazê-lo. O futuro imediato está em aberto e vale o que vale, sendo que não está propriamente em risco o apuramento do Brasil nem o de Portugal parece perigar: «"Pelé, jogai por nós!" Foi anunciado assim, no dia 19 de Junho de 1966, o fim do mundo brasileiro. No Goodison Park, em Liverpool, Pelé jogou por eles, Eusébio jogou por nós e o Brasil ficou com aquela frase na cabeça. "Existia uma música muito linda que projectou a cantora Maysa. A primeira estrofe dizia "O meu mundo caiu e me fez ficar assim..." Pois foi assim que o Brasil ficou, com um gosto amargo na boca, com o coração fora do lugar, sem cabeça para nada", contou ao Público Edgar Barros, o criador de uma das mais emblemáticas manchetes do jornalismo desportivo brasileiro.» 

IRONIZANDO COM O LIXO

Achei o máximo o artigo de opinião de Sílvia de Oliveira, do qual transcrevo de seguida um excerto. Pela carga sarcástica que encerra e pelo resumo de uma realidade insustentável. Sócrates é, ainda!, um enorme vómito que se atura e que apodrece Portugal: onde quer que vá e o que quer que toque, infecta. Intacto, apesar de podre, no que à mais crassa transgressão dos valores éticos, humanísticos diz respeito. Incólume, apesar de escarrar e insultar a nossa pseudo democracia. Letal, impiedoso, incompetente, narcisista até à quinta casa, teve a mãozinha de Passos Coelho, uma miséria de conivência e hesitações com esta putrescência, jogado e utilizado por esta putrescência, alguém de quem já podemos ter vergonha, imensa vergonha apenas por essa subalternização ao lixo e reflexo baço dele. Estão bem um para o outro, horrorosos ambos nas águas mortas e na espessa carga de desonestidade política que fazem impender sobre os portugueses. Há quem se esqueça dos directamente esmagados e perseguidos pelas políticas de merda, inconsequentes, cruéis e tiranas de Sócrates, enquanto a maioria socratista era absoluta e a clientela se cevava largamente. A "maioria relativa" deixa agora essas vítimas mais ou menos em paz, embora sob ameaça, mas a fera medonha ainda está lá. Não se enxerga e está lá, à espera de ressurgir novamente forte e berlusconizada das cinzas, medonha impunidade nacional. Toda a peçonha ainda está lá, a fingir humildade e recato, intacta na mentira e na ventosa horrenda ao Poder. Uma clique de perigosos aficionados do Poder a todo o transe: «A verdade, a mais pura, é que há muito tempo que este país não estava tão bem entregue, a um primeiro-ministro competente, consequente e tão determinado que até surpreende como é que ainda se mantém em funções depois de ter sido alvo de tanta injustiça. Terão os funcionários públicos ouvido bem quando Sócrates disse, há dias, que não haverá cortes de salários? Nunca houve do que duvidar. E, já agora, uma palavra igualmente importante para a oposição. Passos Coelho tem sido de uma responsabilidade incansável, é de reconhecer o seu sentido de Estado e um desapego ao poder sem precedentes. Para o líder do PSD, o que importa, registe-se, não é chegar ao poder, muito menos já. Um dia e só se for caso disso.» Sílvia de Oliveira

terça-feira, junho 22, 2010

VÁ LÁ, REVOLTEM-SE!

O longo silêncio de Rio para com a Real Vacuidade Vaidosa e Nociva de Sócrates ou o negocialismo pronto de Menezes para com a Real Banalidade Banana e Bandida do mesmo supranomeado merecem dos portuenses e demais nortenhos nada mais que uma batalha de peixe, como era frequente no último reduto gaulês numa península da Armórica. Não há poção mágica. Era a verdade a tempo e horas em vez de paletes de demagogia e mentira. 

A REVOLTA DOS CHIPS

Lembro-me bem como, ciclicamente, o pessoal sabidolas do PS, Almeida Santos e outros cromos, vêm ao Porto para saborear banhos alarves de multidão. Banhos orquestrados, em época de eleições, e mixordiados, por alturas do S. João, como é próprio da festa devoradora de enfatuados e niveladora de broncos bem vestidos. No primeiro caso, são banhos de populares peixeiras com escamas a escorrer das mãos, perdidas de calores, com o buço sitibundo de beijos em baba nos beiços de esses políticos; banhos de mendigos e tantos pobres diabos que deambulam entre os Aliados e a Trindade por moedas e sopas sociais. Por que motivo não vem agora essa gente lustrosa, parafrenália socialista, explicar bem explicadinho as portagens nas SCUT, aliás CCUTS, Com Custos para o Utilizador? Sim, há revolta no ar. O Povo quer revoltar-se, suspender os tremoços e os finos, interromper a TV e a transmissão dos jogos, para revoltar-se. E que mal haveria numa batalha de tomates ou de peixe extraído do Douro, essas tainhas que se locupletam e rebolam nos seus nirvanas de esgoto?! Ninguém morria e saciava-se uma região inteira, mansa, comida de cebolada pelo centralismo socratinesco em cinco anos de treta.

sábado, junho 19, 2010

NOJO PELO NOJO

Os sentimentos e as emoções negativos levantados contra Carlos Santos, num certo PS sem quaisquer escrúpulos, mas não , enobrecem sumamente o mesmo Carlos Santos. Ele tem provado a contaminação maligna entre os interesses sôfregos de Facção-Partido Socialista-Socratista e o exercício, que deveria ser limpo, de quaisquer Funções de Estado por ela-facção nos últimos mais de cinco anos, demonstrando que a Mentira Política e a defesa canina de esses interesses de facção literalmente não olham a meios. Estranho o silêncio covarde de muita gente que deveria sair em defesa da defesa da verdade pelo que ela depura a vida pública nacional. Gente que hoje odeia a verdade, odeia o facto de alguém expor processos de ludibriar os portugueses, denunciar tácticas impensáveis e desonestas num partido cujos desígnios de serviço patriótico deveriam ser o cerne a prosseguir. Todo o meu nojo vai para essa bloga silenciosa e incapaz de solidariedade activa com Carlos Santos, porque insultado, e vai para os que, acossados pela verdade, e que fizeram ou fazem parte do projecto mentiroso e glutão Simplex/Câmara Corporativa/Assessorias Governamentais, não têm outra saída ou defesa senão insultar grosseiramente um homem corajoso e íntegro como se isso os isentasse de responsabilidades na rasura do verdadeiro serviço a Portugal e na usura de meios públicos e métodos-SIS para perseguir, ridicularizar adversários, vender ao Povo falsidades mais falsas que Judas, actuando exclusivamente em função do seu próprio estômago insaciável. 
lkj
Por que se não retractam uns? Por que esperam outros, tantas vezes vítimas de essa gente ávida, para dar a devida relevância e visibilidade a algo de tão negro, que abriu um tão grave e malcheirento precedente no digladiar político nacional? A covardia impera.

POEMA A BOCA FECHADA

Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é doutra raça.
lj
Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vasa de fundo em que há raízes tortas.

Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
kj
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
kh
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quanto me calei,
Não poderá morrer sem dizer tudo.
lkj
Os Poemas Possíveis, 2ª edição, Editorial Caminho, Lisboa, 1982

PROTESTAÇÕES PÓSTUMAS

«Deveria isto bastar, dizer de alguém como se chama e esperar o resto da vida para saber quem é, se alguma vez o saberemos, pois ser não é ter sido, ter sido não é será, mas outro é o costume, quem foram os seus pais, onde nasceu, que idade tem, e com isto se julga ficar a saber mais, e às vezes tudo...» Memorial do Convento, José Saramago

RONDAR A BLASFÉMIA

«Creio, acreditei sempre  e escrevi-o  que Saramago era um homem extremamente religioso. Só um homem religioso pode rondar a blasfémia e interrogar directamente a figura de um Deus "humanamente injusto". O resto é polémica, passagem, indignações. O que passará à eternidade é isso: talento, trabalho, dedicação.» FJV

O CADÁVER-CADÁVER

Cavaco desagrada-me, por ser fraco e tacitamente aquiescente com o cadáver-cadáver político Sócrates, esse petulante ilusionista perigoso. Mas o ataque que estas bestas documentais lhe dirigem por sistema, e agora a bordo de Saramago, no seu trânsito, enoja até à quinta casa. Trabalham para Sócrates e por Sócrates. Não há coisa mais feia, mais imoral e mais dejecto que o trabalho de indivíduos-pocilga, ocultos e bem preservados, enquanto se cevam do erário público com mentiras e desonestidades de todo o tipo. Se Cavaco é para eles um alvo a abater, tenho de estar com Cavaco. Se Cavaco é atacado por um socialista-corporativista à vez: agora Vieira da Silva, amanhã Vitalino ou Ricardo Rodrigues, mais tarde Alegre, tenho de tapar os olhos, à maneira de Cunhal, e defender Cavaco. Todo o esforço é pequeno contra o projecto maçónico-socialista estrangulatório da verdade e dos factos, projecto bem evidente no modo nojento como se opuseram ao relatório da CPI na questão PT/TVI. O trabalho provocatório da literatura, na sua beleza e no seu imenso poder, pode bem com Sousa Lara e com todo o passado nacional de mesquinhez preconceituosa contra os nossos escritores: tenham a mundividência que tiverem, manufacturaram sobretudo Arte, tocante e reconhecível em qualquer ponto do planeta, e essa Arte não é de esquerda nem de direita. O trabalho provocatório da literatura não pode é com cabrões anónimos, escória de Portugal, constantemente a desenterrar documentalismos defuntos para salvar o seu cadáver-cadáver Sócrates e ainda por cima à boleia de um ilustre morto, Saramago, ainda quente na sua mortalha.

sexta-feira, junho 18, 2010

DEPOIS DE PILAR, DEUS

Pilar del Río sempre foi um absoluto de ventura para Saramago, nada mais semelhante a Deus e ao Céu na Terra e em forma de gente para ele. Com carinho o escrevo e o sublinho. Fiquei com essa impressão após um cordato debate com o teólogo Carreira das Neves. Nunca se separe o homem da obra nem do espírito que a bafeja e a uniu: ela. Nunca se separe Saramago de Pilar del Río. Depois dela, de um tal amor divino no humano saciando-mulher a alma de um homem, Deus, finalmente.

PRECIOSO BIZANTINISMO

São pedagógicas as escaramuças ortográficas entre a Morgada, do 5Dias, e o João Carvalho/Ana Vidal, do DdO: debates semelhantes precederam a queda de impérios e a derrocada de civilizações. São interessantíssimos. Fatais. Mas não nos aflijamos: como globalmente o País já está em coma, à flor da desgovernação e do desatino de um só ego doido, um combate de vírgulas vem mesmo a calhar.

MENTIR FATIGA

E mentir muitíssimo extenua. Daí a inconsistência e o disparate viscoso de um Governo amparado por Ricardos Rodrigues parlamentares furta-cebolas e outras figuras "inspiradoras" e de uma ética grunha e facciosa. Assim, para aferir o conteúdo verdadeiro de qualquer coisa saída de entre os dentes de Sócrates, o critério é simples: se disser, por exemplo, que não voltará a aumentar os impostos, é porque voltará a aumentar os impostos num dia distraído com Papa ou futebol. Qualquer coisa por ele veementemente negada é porque é verdadeira. Qualquer coisa convictamente afirmada por ele é porque é naturalmente mentira. 

SER OU NÃO SER GALAMBA

Eis a suculenta indigestão. Capaz do insulto rasca com um simplexiano ou jugularesco «filho da puta», mas incapaz de se envergonhar da clique nefanda a que pertence e que supera em milhares de milhões de graus o que seja ser puta, o que seja ser filho da dita, no plano das políticas, no plano dos valores. Nada mais depredatório do País que essa família ronceira de acessores propagandescos e outro tipo de apadrinhados do PS, pagos por nós em serviço público-partidário na arte de empurrar com a barriga e aldrabar, no mister de virar o bico ao prego e fazer de conta que não têm como último e único fito o próprio estômago, haja o que houver e der por onde der.

AUTOFOBIA

O que mais abunda na Rede são mensagens de e-mail irónicas, imaginativas e irreverentes. Valem o que valem e não plebiscitam nada no dia a dia. Não são rastilho de rebelião. Não desencadeiam violência nem alimentam o preconceito. Fazem pensar, enquanto divertem. Não é o insucesso e abandono escolares portugueses no sistema escolar luxemburguês efectivamente altos? Não comprovam eles o perfil sociológico de um Povo, permitindo um conjunto de conclusões algo depreciativas sobre nosso País no que ao apreço pelo Conhecimento e pela Escolaridade diz respeito quando não gerados e exemplificados em casa? E daí? Amigos e prósperos na mesma. Lá! Pobres luxemburgueses (polícias ou não) se não podem rir e exercer o seu direito à ironia e às comparações absurdas!, cercados por centenas de milhares de portugueses trabalhadores, com boas remunerações de 5000€/mês/casal, nível de vida condizente, bem-estar acima de muitos europeus e bens materiais invejáveis, com as suas bandeirinhas de Portugal à janela e modos mediterrânicos exuberantes, sobretudo a pretexto de futebol! A outra face disto é a gratidão pelo que o Luxemburgo lhes proporciona, começo aliás de um patriotismo luxemburguês nesses mesmos portugueses, tal como existe um babado patriotismo francês em tantos dos nossos ex-emigrantes. Portugal é um país repleto de patriotismos secundários em função dos países de emigração, à excepção porventura da Suíça onde a xenofobia fia mais fino. Por isso, não compreendo que caia o Carmo e os sinos da Trindade toquem a rebate por xenofobia e não sei quê-escândalo por um mero  e-mail absolutamente inócuo no seu jogo de ironias e hipérboles. No fundo, tanto escrúpulo, quer no caso luxemburguês ao inquirir a situação, quer no caso português ao denunciá-la, não passa de autofobia. Certos portugueses têm medo de Portugal e por isso não ousam viver cá. Certos luxemburgueses têm medo de desaparecer na sua própria terra tal é o número esmagador de portugueses lá residentes. E, absurdo por absurdo, estão no seu direito! 

quarta-feira, junho 16, 2010

COENTRÃO E MAIS DEZ

Ontem, frente à Costa Ebúrnea, o único jogador que me encheu as medidas foi Fábio Coentrão. Não desaprendeu de ser a carraça intransponível e atrevida que cada jogador de Portugal deveria ser perante qualquer adversário. Porém, para que a bola entrasse efectivamente na baliza oponente e a equipa se agigantasse de motivação feroz, seria necessário que o seleccionador fosse em tudo semelhante ao Fábio. Infelizmente não é. E a caravela abre fissuras por todo o casco, enquanto não houver o pão das vitórias.

segunda-feira, junho 14, 2010

DESPORTUGUÊS

Estas coisas complementam-se. Por um lado, temos o facilitismo expresso nas estatísticas com que os políticos alardeiam resultados, afinal pseudo sucesso, falsa economia e pífia eficácia. Por outro, temos a realidade, com criminosa perda de qualidade, de referenciais indeléveis de amor à leitura e à escrita da riquíssima Língua Portuguesa, sémen de auto-didactismo pela vida. Urge saber de que fraudes políticas e contra-fraudes cívicas se tece o ensino no País e por que se dobra a cerviz do professor português a quanta burocrática malcheireza inútil, desmobilizadora, lhe impõe um Poder político mal ou bem intencionado, como o Inferno. Mais um pouco e o docente morrerá de ergastenia nem sequer por boas razões, razões de inculcamento da paixão pelo saber, mas pela profusão de burocracias estúpidas que lhe consomem energias.

domingo, junho 13, 2010

KETCHUP METAFÓRICO

Graças a Ronaldo, a metáfora do ketchup recolocou o tomate na ordem do dia e as vendas de uma e outra coisa terão certamente um ligeiro kick. Ah, se os chineses redescobrissem ainda mais o ketchup e no-lo comprassem, de novo explodiriam as nossas exportações, como quando, no que ao tomate diz respeito, ainda havia a URSS! Quando os políticos nos traem, tal como o ketchup, é logo «tudo de uma vez», ao ponto de se justificar a reformulação do velho dicionário e do velho léxico: mentir distingue-se de omitir, isto é, de não dizer a verdade toda? Nuances mortíferas. É o ketchup nacional, é a vuvuzela, o trambolho. Coisas que ardem indevidamente, tal como indevidos frangos e países que quase (ou por muito pouco se cindem) entre ódios fumegantes. Excessos que se cometem! Marchas desafinadas que se fazem! Maluqueiras sobre rodas!

RONALDO DISFUNCIONAL

Ronaldo tem desempenhos fabulosos se a equipa for fabulosa, maximizando quaisquer oportunidades criadas. Foi assim no Man Utd e tem sido assim no RM, onde efectivamente é o melhor entre os melhores. Na selecção nacional, não. Nunca. Os resultados e as qualificações não têm dependido directa e decisivamente dele. Só o seu prestígio e o seu estatuto internacionais arrastam o colectivo seleccionado lá para cima, uma vez que a histeria e o fanatismo por ele não são um exclusivo nacional ou de nacionais, onde quer que vivam no Planeta. Está por explicar é por que motivo, de há muito, a selecção nacional não galvaniza sinceramente a sua estrela maior, muito embora nele pareça abundar a vontade e superabundem as palavras de que dará tudo e mais alguma coisa "pelos objectivos" da equipa. O jovem narciso Ronaldo até pode explodir ali. Toda a gente teme é que nem isso impeça que os "navegadores" expludam prematuramente para fora da prova!

BLACK EYED PEAS — ROCK THAT BODY

BRONCA ECONOMIA

No ensino, a "economia" preside à eficácia recente do sistema, segundo o modelo de actuação inaugurado por Maria de Lurdes Rodrigues porque o insucesso é caro (talvez um pouco menos que o esbanjado em ajustes directos, luxos e manigâncias imorais, especialmente em época de eleições ou para manter a sôfrega e insaciável turba clientelar que aufere a partir de 2000): se não é facilitismo, parece. Tal corre a par do desprestigiar militante de que a carreira docente é alvo por parte dos políticos. "Economia"! Estúpida "economia"! Estaline não faria melhor com deportações presidiárias, relocação de populações inteiras, extermínio de putativos opositores e desmoralização de profissionais por cínica e fria ergastenia. De facto, o sobernal entrou na práxis política: por um lado, uma carga fiscal, cruel e desproporcionada, por outro, cortes salariais e uma espécie de flexibilidade chinesa no trabalho que implica que, pelo mesmo ou menor salário, ande um profissional já assoberbado a executar o que de todo não lhe compete.

sábado, junho 12, 2010

TER VERGONHA

A resposta à crise portuguesa passa por limpar o ambiente de suspeição política que paira sobre os processos de obtenção e manutenção do poder pelo socialismo cagão com a demissão de quem não tem nem palavra nem vergonha na cara.

BLOGUEFARSA

«Sabendo eu que alguns convite, como o meu, foram recebidos directamente de Paulo Querido, tenho algumas dificildades em perceber este critério de selecção de blogues: com pessoas que não foram de todo transparentes no enunciar das funções que desempenhavam ou tinham desempenhado no passado. Os vídeos Sapo estão disponíveis. Qualquer destas pessoas se identificou como apoiante do PS. Nenhuma assumiu explicitamente as funções que desempenhava ou tinha desempenhado. A pergunta que se impõe é simples: Pode José Sócrates reclamar que não sabia que entre os bloggers estavam "empregados seus"? A iniciativa tinha algum sentido quando incluindo assessores passados e futuros que não se identificaram como tal? É que tenho sérias dúvidas que muita gente soubesse quem era o João Ribeiro... Convém dizer que vários blogues de direita viram a entrada impedia, não receberam convite, ou simplesmente não puderam ir, em favor do Ad Confessionem e outros conhecidíssimos.... No que toca à manipulação da comunicação pelo PM estamos conversados. É um deputado da maioria que confirma que o assessor do Primeiro Ministro mandou travar a transmissão.» Carlos Santos

PAULA REGO INTO DAMEHOOD

Por cada presidente reformado ou em exercício, o Estado português enfarda escandalosa despesa acrescida com a respectiva corte e agenda. E, na hora de intervir, com moral e independência, relativamente à vampiragem partidária, fazendo face a, por exemplo, um exercício ignóbil de um mandato governativo sacado a ferros e sob passes torpes de desonestidade eleitoral, tipicamente um Presidente cala-se, joga a favor dos seus ou de si mesmo, procurando não comprometer demasiado as hipóteses de reeleição. Nas monarquias modernas, pelo contrário, a transparência na família referência da Nação é uma exigência ética, um modelo de actuação, assim como o encorajamento à excelência nos planos mais diversos da sociedade. O mérito, o valor e a excelência são pedagogicamente exemplificados e estimulados a partir de cima, na estabilidade de uma família humana, referencial de entrega e paixão ao seu próprio povo. Muito interessante e sintomático de tudo isto é que a pintora portuguesa Paula Rego, 75 anos, que nem sequer é inglesa, receba hoje o título de Dama do Império Britânico, condecorada por ocasião das Queen's Birthday Honours, evento que comemora o aniversário da Rainha Isabel II. Temos de regressar ao brio afirmativo de ser Portugueses, coisa que a República usurpatória inquinou, minando de malícia e descredibilização grosseira as instituições. Exige-o a nossa identidade com sobejas razões para se sentir orgulhosa de um passado ousadíssimo entre as demais nações europeias. Clama por isso o sangue derramado para que fôssemos o que somos-idiossincrasia e por que  inseminássemos o mundo de brando e condescendente humanismo miscigenado. O amor e a empatia pelo outro, em qualquer outro continente  alastrar de um império amoroso por culminar  continua desígnio e vocação. Se a Pátria é a Língua, o Império é que amemos cada Ser Humano e o integremos nesse amor-empatia num grau mais sublime que qualquer outro povo à face da terra.

MODO FEDENTE DE ESTAR NA VIDA

Rebentar com a clique socratista parece uma tarefa hercúlea, mas vale a pena por Portugal e o meu amigo Carlos fá-lo com conhecimento profundo e um notório sentido de serviço à verdade por ela mesma e ao interesse nacional altamente prejudicado pela sofreguidão socratista. Não podemos continuar na mão de gente sem quaisquer espécie de escrúpulos manipulatórios e ultra-ousada a mentir-nos com quantos dentes têm na boca: «O que importa salientar aqui é que a tese acima, amplamente difundida na blogosfea na altura, podia ser tratada como meramente especulativa. Nunca foi provada. Sucede que existem provas físicas de que este boicote partiu de Luís Bernardo, um homem que José Manuel Fernandes já tinha mencionado como o que pressionava o Público no caso da licenciatura, e manifestamente alguém que se duvida que dê um passo sem Sócrates saber.  Em concreto, após ler a história no blog Jamais, pela pena do Nuno Gouveia, confrontei os então "colegas do simplex" com o assunto em causa. A resposta do agora deputado João Galamba, presente na blog conf a título pessoal presumo, porque não representava a Jugular, foi e cito "Isso infelizmente é verdade!". Sim, João, tenho a cópia, não adianta esbracejar. Ou seja, o deputado João Galamba confirmou na mailing list do simplex, perante todos os membros da mesma, que o assessor de confiança de José Sócrates tinha sido responsável pela suspensão da emissão em directo via web. Não afirmou que a ordem partira do Primeiro-Ministro, mas que diabo, de quem mais podia ter partido? Não me recordo de mais alguém além de mim ter questionado Galamba a este respeito.» Carlos Santos

COMME D’HABITUDE

Esta gente prossegue esgalhando argumentos estapafúrdios e tentativas de salvar a face à pala da sonegação sorna do conteúdo das escutas do Face Oculta, coisa que o impensável e eterno deputado Amaral procura amarrar como velho tampão maçónico pagador de favores que é ou deve ser. À pala também da clubite partidária que rasura o recto, o honesto e o ético em função de tenebrosos interesses estomacais de facção, os da maçonaria portuguesa e da sôfrega clique reles que, com Sócrates, se enclavinhou no Poder, em garra aquilina, para predar e sorver no Estado o que o guterrismo ousou interromper. Mais poder. Mais dinheiro. Mais silêncios comprados. Mais podridão. Amaral, Pedro Soares, o Primadonna não se recomendam. Cheiram a nojo, à aristocracia negra de intocáveis, impunes, intratáveis. Para eles, Povo, Verdade e Justiça que se fodam. Só existe "nós", "nós" e "nós", os encobrimentos deles, os interesses deles, a impunidade deles. Acontece que um inveterado mentiroso, quando afirma peremptoriamente que não mentiu, já está a mentir. E logo duas vezes. Comme d’habitude!

sexta-feira, junho 11, 2010

ABASTARDAMENTO DO ENSINO

«O Ministério da Educação decidiu que um aluno que esteja retido no 8º ano, já tenha feito 15 anos e não se importe de passar pela chatice de fazer aqueles dificílimos exames de Português e Matemática do 9º, pode avançar directamente para o 10º. Quanto às outras disciplinas que constam do currículo do 3º ciclo do ensino básico, pode não ter aproveitamento a nenhuma. Afinal, para que serve estudar Inglês, História, Ciências da Natureza? A lei do menor esforço alcançou mais uma vitória e a qualidade do ensino nas escolas secundárias do ensino público vai sofrer as habituais consequências. As escolas privadas, sempre dispostas a receber os bons alunos desde que eles paguem devidamente, agradecem reconhecidas. Quanto aos alunos estudiosos mas sem posses, terão de se conformar em aprender apenas aquilo que os seus colegas que nunca gostaram de estudar deixarem. Há quem chame a isto “democratização do ensino”. Eu chamar-lhe-ia outros nomes...» António Cruz Mendes